Há obras que são feitas pra realmente funcionar e há as que são feitas para se mostrar. No primeiro caso, não se levam em conta populismos baratos e interesses mesquinhos: planeja-se, escolhem-se os melhores profissionais e mais duradouros materiais, preocupa-se com o bem-estar do cidadão. Faz-se para durar, para ter funcionalidade. No caso das últimas (a maioria das realizadas em Juazeiro), o objetivo é fazer por fazer, ou no dizer popular, “pra dizer que fez”.
Exemplo claro disso é o asfaltamento das ruas da cidade, às vésperas das eleições. Passam a camada asfáltica por cima das ruas do jeito que elas estão, com todos os seus buracos, irregularidades, passagens de esgoto, etc. O resultado é uma rua asfaltada, mas cheia de ondulações, que logo farão necessário um recapeamento (o qual certamente demorará anos pra acontecer), devido ao desgate precoce provocado pela passagem dos veículos nessas imperfeições das ruas. Os esgotos, não cobertos, e as tampas dos bueiros ficam mais fundos a cada nova camada, criando verdadeiras crateras e atrapalhando a circulação.
Em outras palavras: serviço de má qualidade, que não resolve o problema e gasta o dinheiro público de forma irresponsável. O resultado é a perpetuação do trânsito caótico de uma cidade sem planejamento e sem homens de vergonha para fazer o que deve ser feito, sem interesses eleitoreiros.
Joaseiro.com
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