Clayton Barros no Cariri

30 07 2008

O Músico Clayton Barros da banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado encontra-se na região do Cariri e faz apresentação no Coletivo Malungo.

O artista está ministrando uma oficina de gravação de CD aos alunos do projeto “Ações Culturais para povos rurais” da ONG Verde Vida.

Clayton Barros

Show + discotecagem

dia 05/07

21h

Coletivo Malungo

Entrada franca!

Informação retirada do Blog Coletivo Malungo.

Joaseiro.com





Programação desta semana do Festival BNB da Música Instrumental

30 07 2008

QUARTA-FEIRA, 30 DE JULHO
18h30 Trio Sotaque (PE)
20h Pádua Pires (CE)

QUINTA-FEIRA, 31 DE JULHO
18h30 Costinha (RN)
20h Duo Groove & Primata (RN)

SEXTA-FEIRA, 01 DE AGOSTO
18h30 Duo Pianíssimo (CE)
20h Cássio Nobre (BA)

SÁBADO, 02 DE AGOSTO
18h30 Dihelson Mendonça Trio (CE)

Joaseiro.com





Uma doença chamada internet

30 07 2008

 “Agora eu sei e posso saber sobre tudo” é mais ou menos isso o que o internauta pensa desde que teve acesso a todo tipo de informação prestada através de um simples e rápido acesso aos milhares de sites disponibilizados diariamente. Não se pode negar que a internet é um maravilhoso avanço tecnológico que nos abriu as portas do mundo, mas não nos fez tão sábios quanto acreditamos estar. Pelo contrário: às vezes o fácil acesso a todo tipo de informação e orientação é mais um complicador em nossas vidas.

Ao mesmo tempo em que a internet nos permite viajar pelo mundo tem sido também uma poderosa e perigosa arma. Todo dia mais bandidos se especializam em criar novos golpes via internet e por mais que sejamos orientados a não abrir qualquer mensagem ou estabelecer conexão com sites não confiáveis somos assaltados e violentados através da máquina que só é nociva porque é comandada pelo homem – esse homem que continua produzindo guerras, manuseando armas e fazendo de sua própria vida um inferno.

A mesma internet que nos oferece informação, conforto e comodidade comprar, vender, ler e “viajar” é a que nos bombardeia dia e noite com todo tipo de vírus como se fossem novas balas perdidas, na verdade nunca nem tão perdidas assim porque sempre fazem vítimas inocentes. Esse é só mais um dos problemas que criamos simplesmente porque apressados como costumamos ser achamos que podemos e devemos entender de tudo.

Um dos graves problemas criados via internet é a busca à explicação e orientação sobre doenças. A gente ouve falar em algum sintoma ou recebe um diagnóstico laboratorial corre logo até a internet para saber o que a doença significa. Como costumamos nos achar mais espertos do que a esperteza, entendemos tudo errado (quem entende de doenças é médico e assim mesmo nem sempre). Informações médicas são complicadas e deveriam estar restritas aos profissionais especializados. Com ou sem internet, a vida nos tem ensinado uma regra básica: a do cada macaco no seu galho. Toda vez que tentamos pular para o galho dos outros a conseqüência é uma queda e um ferimento desnecessário. É comum criar uma sofrida preocupação por conta de uma informação médica buscada através da internet e o que pode ser uma doença sem a menor gravidade acaba virando prenúncio da morte.

Aliás, esse tem sido também um problema criado nos laboratórios: os pacientes costumam abrir os resultados de exames e sofrem muitas vezes sem motivo: resultados de exames laboratoriais deveriam vir lacrados e entregues somente ao médico que os solicitou que é quem realmente sabe o que está escrito. Talvez, como eu, você já tenha presenciado alguém ficar nervoso e até passar mal ao ler o resultado de um exame que com palavras complicadas. A linguagem médica é estranha a ponto de fazer de uma dor de barriga uma terrível gastroenterite, que, convenhamos, é uma definição realmente assustadora, assim como é a esteatose, (gordura no fígado) um mal que os próprios médicos nem consideram tão grave assim.

Não se deve em hipótese alguma limitar qualquer tipo de acesso aos sites porque seria estabelecer censura e nenhum avanço tecnológico pode nos tirar o que temos de mais precioso: a liberdade. Nós, internautas, é que devemos aprender a nos dar limites, o que significa buscar apenas o que podemos entender para que não nos deixemos influenciar por qualquer tipo de informação. Afinal, ninguém atravessa a rua com o sinal verde para os carros? É esse o tipo de limite que cada um de nós deve buscar para não ser atropelado em qualquer movimentada “esquina” da internet. Estar informado não é uma só uma questão de sabedoria.
* É também de bom senso

Eli Halfoun
Fonte: Tribuna da Imprensa