Por Franzé Matos
Um Deus transcendente, uma moral decadente,
Um sol permanente é em que nos mandam acreditar,
Sem conjecturar a divindade infinita,
Das coisas mais bonitas ou mais sujas,
Que se pode enxergar,Desenvaginações e invaginações do infinito
Formam as complexas visões do finito,
Formando todas as formas,
E construindo todas as normas,
Que entornam nosso real,
A Natureza que se mostra,
Que pelo nosso orgulho e imbecilidade,
Cremos como morta, permanece exposta,
Aos nossos intentos tão vis,
Neste mundo de bilhões de reis,
Em que toda gama de Ignorância se fez,
O importante mesmo, parece ser, o segundo seguinte,
E como cegos entre corredores apertados,
Mantemo-nos acorrentados às nossas visões tão parciais,
Que transformam nosso mundo num descampado verde-escarlate,
Encharcado por sangue e seiva,
De toda a natureza,
Comentando apenas: “O importante é o progresso!”.
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