Da série [em três partes]: a nova cara da música mineira! [eu quero ir pra Minas!]

22 08 2008

Parte I – “O mundo é resultado dos contrários”

Por Helayne Cândido

     Quando te perguntam o que te lembra Minas Gerais você responde o quê? Eu respondo, não necessariamente nesta ordem, a música do Milton Nascimento (apesar dele ter nascido no Rio de Janeiro), a política do café-com-leite (não tenho culpa se sempre preferi História à Química), e uma nova safra de artistas fazendo música boa, muito boa (são tantos, tantos…). Entre esse novo pessoal que faz a nova cara da música mineira, escolhi três e começo falando do Pedro Morais: cantor, compositor, e instrumentalista, dono de uma voz incomum e invejável, um timbre do tipo médio-grave, exata na interpretação, precisa na técnica, um espetáculo, e que já possui com apenas 23 anos um trabalho que merece muita atenção.

     O moço das Minas Gerais vive em contato com a música desde muito cedo e fez os primeiros acordes de violão aos sete anos de idade, passando pelo bandolim, e a freqüente participação na companhia do pai, Dalton Magalhães em rodas de chorinho e samba-canção não deixaram que Pedro se separasse mais da música. Em 1999, ao participar do 16º Festival da Canção de Turmalina (Festur) foi considerado o melhor intérprete com uma música de sua própria autoria. Em 2000, é convidado a participar de um projeto chamado “Viva a Praça – Cantores, do BDMG Cultural, e anos mais tarde, 2004, é um dos vencedores do Conexão Telemig Celular 2004 – Novos Talentos na Música Mineira, participando do CD do projeto com as músicas “Minha Loucura” e “Muito Mais” – esta última, com participação especial de Marina Machado (abro um parêntese aqui para essa música, porque é uma das que mais gosto de escutar, principalmente porque casou muito bem as duas vozes, e tem uma percussão muito gostosa. Marina Machado é aquela cantora “descoberta” pelo Milton Nascimento uns anos atrás, que de companheira do mestre “nos bailes da vida” lançou-se como cantora solo com o aval do Milton. “Péssimo” início, não é? Quem não a conhece, basta procurar no Youtube os vídeos do especial Milton Nascimento no programa Som Brasil da Globo, que a moça que aparece cantando com ele a música “Tristesse” é a Marina Machado (mais uma mineira).

     O CD de estréia em 2006, homônimo, possui 11 faixas autorais e uma versão à capela (be-lís-si-ma!) de “O Mestre Sala dos Mares”, de João Bosco e Aldir Blanc, conta com uma porrada de gente muito boa entre instrumentalistas e compositores, dos quais destaco o compositor brasiliense Magno Mello, que juntamente com o Pedro assina nada mais, nada menos, que 8 das 11 faixas autorais (tem uma música do Magno Melo disponível em: www.myspace.com/magnomello chamada “ao pé da cama” que tem uma das letras mais lugar-comum-porém-NADA-clichê que somada a interpretação do Pedro Morais tornou-se quase um mantra na minha vida, dá uma sacada aí que vale a pena!) e o produtor, cantor, compositor, e instrumentalista mineiro Flávio Henrique. A música de Pedro é o encontro dos Beatles com os Novos Baianos, de Tom Zé com Los Hermanos, e suas letras não imprimem somente poesia, mas questionamentos que fazemos todos os dias e por isso se torna tão verdadeiramente humana. O reconhecimento do trabalho rendeu ao Pedro dividir o palco com artistas reconhecidos do cenário da música mineira e nacional, como Vander Lee, Max de Castro, Paulinho Moska, Toninho Horta, Beto Guedes, Flávio Venturini, Ná Ozzetti e Simone Guimarães. Num primeiro momento você vai achar que é só mais um “cantor de MPB estilo barzinho-e-violão”, mas pare, escute, e principalmente sinta, porque “Pedro vai, vai sobre a linha do trem (…) E tudo que a vida prometeu, ainda caminha a prometer”. E como promete Pedro, como promete pra você.

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Para experimentar: http://www.myspace.com/opedromorais

Para baixar: http://rapidshare.com/files/25186717/Pedro_Morais.zip.html

Confira os vídeos:

e mais este:

Joaseiro.com