Chuva e ventania causam estragos em Juazeiro

30 09 2008

     Ontem à tarde, em meio ao calor escaldante que assola Juazeiro nos últimos dias, o tempo resolveu mudar um pouco e sobreveio uma ‘pequena’ chuva. Pequena apenas para os moradores dos bairros mais centrais na cidade. Na verdade, ela teve uma maior intensidade principalmente no caminho para Barbalha, onde o vento causou alguns estragos visíveis. A placa luminosa do Senai foi derrubada. Na Faculdade Leão Sampaio (Campus Saúde), além da placa que também foi derrubada, um muro veio a baixo e telhas voaram.

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CQC: Custa Muito Caro

30 09 2008

Por John Heinz

 

     Uma das benesses de se morar com pessoas que não a tríade pai-mãe-irmã(o)(s) é a exposição à diversidade. Nada contra quem mora em família. Ela tem suas dádivas, indiscutivelmente. Mas certas experiências, digamos, dissonantes do ‘usual’, ocorrem com muito mais freqüência fora do ambiente paterno-maternal.

 

     Vivo essa realidade há quase seis anos, e experimentação da diversidade eu tenho provado ultimamente com um dos amigos que comigo dividem apartamento. Ele é fã de um programa semanal, o CQC, ou Custe o Que Custar, exibido às segundas-feiras, pela TV Bandeirantes, com reprise aos sábados. Muitos já devem tê-lo visto, afinal, ele é tratado por muitos como o “Kaká da Tv brasileira”. Mesmo assim farei brevíssima síntese de sua estrutura.

 

     Comecemos pelo Wikipedia: “Custe o Que Custar ou CQC é um programa jornalístico que trata os assuntos com humor e irreverência”.

 

     É, talvez não seja bem isso que eu queria dizer. Primeiro, por que não considero o CQC um programa jornalístico. Se é assim, o Pânico na TV, que também realiza cobertura de festas de “famosidades”, poderia igualmente ser um programa jornalístico. E convenhamos, apesar de me darem boas risadas, Vesgo, Sílvio e Sabrina Sato não são lá a primeira imagem de jornalista que me vem à cabeça.

 

     Erros e “pérolas” da tv nacional também não parecem uma grande atribuição do termo “jornalístico”, já que quem passa as tardes em casa pode acompanhar, diariamente, há pelo menos 25 anos, o quadro Falha nossa do Vídeo Show.

 

     Mas você, caro leitor, que, como o meu colega de jornada aqui na Manguetown, dá boas risadas com os homens de terno preto, pode prontamente citar as denúncias e protestos feitos pelo programa. “Até proibidos de entrar no Congresso Nacional eles já foram!”. E, uma coisa eu tenho de concordar, notícia e jornalismo são duas coisas que têm “tudo a ver”.

 

     É agora que eu começo a falar do “humor” e da “irreverência” do programa de Marcelo Tas. E numa prova de gentileza, nem vou me referir às piadas sem graça feitas durante seus noventa minutos de exibição. O meu grande problema com o tal CQC é que o seu “humor” e “irreverência” em nada diferem do que já é normalmente feito na mídia nacional. Me explico.

 

     Tratar políticos como pessoas do distante mundo da corrupção não é novidade alguma. Há anos Brasília é tratada como um universo paralelo habitado por larápios de toda espécie. E não é só a capital federal: as assembléias legislativas, câmaras de vereadores, palácios de governo, tudo faz parte de um lugar à parte do restante do Brasil. Ridicularizar pessoas públicas também não é coisa que nasceu hoje, nem com o episódio de “Lula e a Cachaça”, nem com a promessa da candidata de esquerda de “pintar a estátua do Padim de vermelho”.

 

     Acontece que programas assim só contribuem para que esse mundo fique mais e mais distante de quem quer que seja. Colaboram para o que Frei Betto chamou em linhas anteriores de “despolitização da política”. Porque, claro, como é que eu, cidadão honesto, pagador de impostos, sofredor da realidade brasileira, posso me envolver nesse negócio sujo da política? Impossível. Deixemos a política pra lá.

 

     Melhor que isso, vamos transformá-la num negócio. Enquanto eu tiver que pagar, você, político, vai ter que me dar alguma coisa em troca. Negócio é negócio. E ficamos nesse negócio de política, eu, com uma rua asfaltada ali, com uma pracinha reformada aqui, e você, com um favorecimento aqui, uma nomeação de cargo ali, uma concessão de tv acolá. E nesse negócio de política, ficamos todos bem, os ladrões, os jornalistas e eu.

 

     Tratar a política deste jeito e, portanto, afastá-la da sociedade, onde deveria ser o seu habitat, não é indignação. É cooperação. E o que seria melhor para a imprensa do que permanecer como a guardiã da verdade e da justiça? Infelizmente, ou felizmente, não é preciso ir muito longe para ver quem são os verdadeiros beneficiados do espírito paladino da imprensa. Basta olhar nas mãos de quem estão as concessões de rádio e tv.

 

     A cobrança, a denúncia, o protesto, todos têm seu lugar. E seu lugar é parelho a uma cultura de participação na política, na gestão do bairro, nos espaços coletivos. Quantos participam dos mandatos das pessoas nas quais votaram na última eleição? Quantos acompanham as contas da prefeitura, ou mesmo do seu vereador? Quantos cobram orçamento participativo na sua cidade? Agora, o mais importante, quantos programas de tv estimulam a participação política ao invés da cobrança da mercadoria política?

 

     Para mim, e me desculpe você leitor fã do CQC, rima boa para manifestação é participação, e isso nem o CQC, nem a Veja, nem o restante da “grande imprensa” estimula. Pelo contrário, cumprem o mesmo papel. Afastam os cidadãos, os verdadeiros interessados, daquilo que seria a arte de gerir o bem comum e de criar o bem-estar coletivo. Afastam o cidadão da política. E isso, de fato, custa muito caro.

  

John Heinz, 23, juazeirense nascido no Crato, é estudante de Direito (UFPE, Recife).

heinzce@gmail.com

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A despolitização da política

29 09 2008
Por Frei Betto
 
     Campanha eleitoral se ganha com TV. Toda eleição os partidos contratam equipes para cuidar da imagem de seus candidatos. Em geral, equipe comandada por um publicitário que não é do partido, não gosta do partido e não vota no partido. Mas tem fama de competente… Ora, competência rima com convicção. Qualquer manual de marketing, desses que ensinam a vender poluição atmosférica para ecologista, aconselha o vendedor a estar convencido da qualidade de sua mercadoria. Por isso, em muitas campanhas o programa de TV emperra. Troca-se de publicitário, de equipe e de estilo. E confunde-se o eleitor, pois, de uma semana a outra, o candidato light vira xiita ou vice-versa.
     O mais dramático é constatar que se troca a ética pela estética. Não importa se o candidato é bandido, corrupto ou incompetente. Uma boa imagem fala mais que mil palavras. Assim, opera-se a progressiva despolitização da política, que é um dos objetivos do neoliberalismo. Tira-se a política do âmbito público como ferramenta de promoção do bem comum, para reduzi-la ao âmbito privado, à escolha de candidatos baseada, não em propostas e programas, e sim em simpatias e empatias.
     A razão é simples: no sistema capitalista, a política é teoricamente pública e a economia privada. Universaliza-se o voto e privatiza-se a riqueza. Se no Brasil há mais de 100 milhões de eleitores, apenas 19 milhões concentram em suas mãos 75,4% da riqueza nacional (Ipea, maio 2008).
     Numa verdadeira democracia, a universalização do voto deveria coincidir com a socialização das riquezas, no sentido de assegurar a todos uma renda mínima e os três direitos básicos, pela ordem: alimentação, saúde e educação. Como isso não consta da pauta do sistema, procura-se inverter o processo: inocula-se na população o horror à política de modo a relegá-la ao domínio privado de uns poucos. Quem tem nojo da política é governado por quem não tem. E os maus políticos tudo fazem para usar o poder público em benefício de seus interesses privados.
     Veja-se, por exemplo, o movimento em favor do voto facultativo. O que muitos encaram como positivo e condizente com a liberdade individual, é uma maneira de excluir parcela considerável da população das decisões políticas. Aumenta-se, assim, o grau de alienação dos potenciais eleitores. Quando perguntam por minha opinião, digo com clareza: sou a favor, desde que seja também facultativa a atual obrigação de pagar impostos. Por que ser obrigado a sustentar economicamente o Estado e desobrigado de influir na sua configuração e nos seus rumos?
     O desinteresse pela política é um dos sintomas nefastos da ideologia neoliberal, que procura dessocializar os cidadãos para individualizá-los como consumistas. Troca-se o princípio cartesiano do “penso, logo existo”, para o princípio mercadológico do “consumo, logo existo”. É nesse sentido que a propaganda eleitoral também se reveste de mercadoria. Oferecem-se, não idéias, programas de governo, estratégias a longo prazo, e sim promessas, performances, imagens de impacto.
     Se há aspectos positivos nas restrições oficiais às campanhas eleitorais, porque deixam a cidade limpa e evitam que os comícios atraiam público, não em função do candidato, e sim dos artistas no palanque, é óbvio que favorecem a quem tem mais dinheiro. E enquanto não chega a prometida reforma política, o financiamento e o controle público das campanhas, o caixa dois prossegue fazendo a farra de quem posa de ético e, ao mesmo tempo, angaria recursos escusos e criminosos.
     É hora de abrir o debate sobre as eleições 2008 em todos os espaços institucionais e populares: escolas, empresas, denominações religiosas, clubes, associações, sindicatos e movimentos sociais. Não se trata de favorecer este ou aquele candidato, e sim de fomentar o distanciamento crítico frente ao marketing eleitoral e acentuar os critérios de discernimento político.
     Se a sociedade não se empenhar na educação política de seus cidadãos, em breve teremos parlamentos e executivos ocupados apenas por corruptos, milicianos, lobistas e fundamentalistas. Então o Brasil se verá reduzido a uma imensa Chicago dos anos 30, com os Al Capone dando as cartas ao arrepio das leis, de um lado, e os Bin Laden versão tupiniquim de outro, convencidos de que, em nome de sua religião, foram escolhidos por Deus para governar erradicando o pecado, ou seja, combatendo a ferro e fogo todos que não rezam pela cartilha deles.
 
Frei Betto é frade  dominicano e escritor




Cariri do Azar

28 09 2008

     O bingo “Cariri da Sorte” (sob o nome oficial de Centro de Terceirização de Vendas e Negócios Ltda), de propriedade de Luiz Ivan Bezerra, teve muitas edições. Como os bingos foram proibidos, ele atuava se autodenominando um “concurso de prognósticos”. Em março deste ano, pois, a Justiça Federal mandou fechá-lo, juntamente com mais quatro estabelecimentos.

     Leia o que diz o site da Justiça Federal a respeito:

     “A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte figura como ré no processo por ter editado a Lei Municipal nº 2762/2003, permitindo a exploração de loterias e sorteios. Tal medida é ilegal, pois a competência de legislar sobre loterias e bingos é de caráter privativo da União, portanto são inválidas as autorizações e concessões para exploração de tais atividades concedidas em lei municipal. Tendo editado tal lei, o juiz entende que o Município de Juazeiro do Norte usurpou competência privativa da União.

     A proibição definitiva do funcionamento das casas de bingo no Brasil se deu quando a “Lei Pelé” (nº 9.615/98), que autorizava esses jogos em todo o território nacional, foi expressamente revogada pela Lei nº 9.981/2000. A lei de proibição entrou em vigor em 31 de dezembro de 2001 e mesmo respeitando as autorizações que já estavam concedidas, com prazo máximo de doze meses, a partir de janeiro de 2003, todos os jogos de bingo tornaram-se ilegais no Brasil”

     Certamente o Cariri da Sorte se configura uma fonte de lucro muito grande, afinal, ao ser fechado pela justiça, seus donos fazem de tudo para voltar a atuar.  Desta feita, como havia sido proibido, retornou sob o nome de “Kariri da Sorte”. Agora, não é mais um “concurso de prognósticos” e sim um “seguro premiável”. Na verdade, quem compra os “certificados” (pois sim, não são cartelas, são certificados), está adquirindo um seguro de vida no valor de R$ 1000,00 válido pelo enorme período de 30 dias (isso mesmo, um seguro de vida por 30 dias!). Além de ser um seguro de vida, ele supostamente premia seus beneficiários com sorteios todos os domingos.

     Ora, ninguém é imbecil a ponto de acreditar que a intenção seja fazer um seguro de vida. Ninguém compra essas cartelas porque está querendo fazer um seguro de vida. Compra-se pelo jogo. E essa história de seguro é apenas uma maneira de burlar as determinações judiciais e continuar a promover o jogo que havia sido proibido.

     P.S.: Se o Cariri da Sorte foi considerado ilegal, por que então o Totolec ainda continua a funcionar?

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OceanAir volta a voar em Juazeiro a partir do dia primeiro

28 09 2008

     A empresa OceanAir, que havia interrompido suas operações em Juazeiro no primeiro semestre de 2008, agora voltará a operar no Aeroporto Regional do Cariri a partir do dia 1º de outubro. Os novos vôos são: Guarulhos-Brasília-Juazeiro-Fortaleza/ Brasília-Fortaleza-Juazeiro-Brasília-Guarulhos, com os seguintes horários: São Paulo (saída às 9h45), Brasília (saída às 11h40), Juazeiro do Norte (13h55 chegada e saída às 14h25) e Fortaleza (chegada às 15h25); Fortaleza (saída 14h55), Juazeiro (chegada às 16h05 e saída às 16h35), Brasília (chegada às 18h35), com conexões por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

     É importante a volta da empresa, para estimular a concorrência, tanto em preço como em qualidade de atendimento. Enquanto isso, todos esperam pelas reformas e ampliação no nosso aeroporto, para que ele possa receber aeronaves de grande porte e atender mais e melhor à população do Cariri.

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Notícias atrasadas

27 09 2008

     Devido à ausência temporária de um dos editores deste site, ficamos impossibilitados de comentar algumas notícias nas últimas semanas, principalmente no que concerne à campanha eleitoral. Mas antes tarde do que nunca.

Santana é líder absoluto

     O PT ganharia a sua primeira grande Prefeitura do Interior cearense, Juazeiro do Norte, se as eleições fossem hoje

Manoel Santana (PT), hoje, com uma significativa diferença de votos, segundo a pesquisa contratada pelo Diário do Nordeste ao Ibope, seria eleito prefeito do município de Juazeiro do Norte, uma das três mais importantes cidades do Interior cearense, caso as eleições acontecessem hoje.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 16 últimos, com 301 eleitores, maiores de 16 anos, divididos por sexo, grupos de idade, instrução e atividade. A margem de erro é de 6 pontos percentuais para mais ou para menos. Nas entrevistas pessoais foram utilizados questionários elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa.

A equipe de entrevistadores contratada pelo Ibope foi devidamente treinada para abordagem do tipo de público ouvido. Aproximadamente 20% dos questionários foram fiscalizados e a pesquisa está registrada no cartório da 119ª Zona, em Juazeiro do Norte, sob o nº 99699/2008.

Números

Na pesquisa estimulada, aquela em que o entrevistador apresenta a lista de candidatos e faz a clássica pergunta:´Se a eleição para Prefeito de Juazeiro do Norte fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o (a) sr (a) votaria?´ O candidato Dr. Santana, que é o mesmo Manoel Santana, teria 52% das intenções de voto contra 25% de Manoel Salviano (PSDB), 10% de Carlos Cruz (PP) e 3% de Gorete Pereira (PR). 2% dos eleitores anulariam ou deixariam o voto em branco e 7% disseram não saber.

Em relação à parte da pesquisa em que, sem mostrar a lista dos candidatos e é perguntado em quem o eleitor votaria se as eleições fossem hoje, de modo espontâneo 49% disseram votar em Dr. Santana, 22% apontaram o nome de Manoel Salviano, 7% citaram Carlos Cruz e 2% nominaram Gorete Pereira. 7% dos entrevistados anulariam ou deixariam o voto em branco, 13% disseram não saber em quem votar.

Rejeição

Ainda foi perguntado aos eleitores, mostrando a lista de candidato à Prefeitura, ´em qual ou quais o (a) sr (a) não votaria de jeito nenhum para Prefeito de Juazeiro do Norte?´ 35% citaram Carlos Cruz, 34% apontaram Gorete Pereira, 22% falaram o nome de Manoel Salviano e 19% indicaram Dr. Santana. 65% do eleitorado de Juazeiro afirmam que o Dr. Santana será o próximo prefeito e 23% apontam Manoel Salviano, 2% Carlos Cruz e 1% Gorete Pereira.

Fonte: Diário do Nordeste, 19 de Setembro

Doação de alimentos a eleitores

Além de Massapê, também na última sexta-feira, a Justiça Eleitoral de Juazeiro do Norte, 28ª Zona, determinou que agentes da Polícia Federal e servidores da Justiça daquela cidade apreendessem 131 cestas básicas, outros produtos alimentícios, e panfletos do candidato a prefeito pelo PSDB, o deputado federal Manoel Salviano, que estavam sendo entregue a alguns eleitores.

Cadernos com anotações de pessoas que provavelmente seriam beneficiadas com os produtos foram recolhidos pela PF. No início da noite da última sexta-feira, o vereador Ronaldo Couto (DEM) foi ouvido pelo delegado da Polícia Federal, Carlos André em Juazeiro.

A juíza da 28ª Zona, Ana Raquel Colares, foi quem determinou, através de mandado de apreensão, o recolhimento de todo material. A Polícia Federal foi até a chácara do vereador depois de uma denúncia dos partidários do PT, que encontraram um táxi saindo daquele local com várias cestas básicas. A lista com os nomes das pessoas que deveriam receber as cestas e outros benefícios dos candidatos deve ser entregue a juíza eleitoral pelo delegado da PF, Carlos André.

Carentes

Ronaldo Couto (DEM) é candidato à reeleição na coligação da deputada federal Gorete Pereira (PR). Ele admitiu que o material seria para distribuir com pessoas carentes após as eleições. ´Independente das eleições, faço doações como vereador´, respondeu. Quanto aos panfletos com fotos de Manoel Salviano, que estavam nas cestas, ele admite desconhecer quem os colocou lá.

Pela madrugada, Ronaldo Couto afirmou ter recebido um telefonema de um amigo, informando que sua chácara estava cercada por militantes do Partido do Trabalhadores (PT). Segundo o vereador, a cerca elétrica do seu imóvel foi quebrada e pessoas entraram na casa. ´Minha chácara foi invadida e todos sabem da minha amizade com o dr. Salviano´, disse.

Fonte: Diário do Nordeste, 21 de setembro
Comentário: Assim como a distribuição de óculos, dentaduras, etc, a distribuição de cestas básicas e outros favores é muito usada na compra de votos. Por acaso essa história de “eu sempre dôo, independente das eleições” ou então “elas só iam ser entregues após as eleições” convencem alguém? A Justiça Eleitoral tem de apurar quem era o responsável pela entrega dessas cestas e quem pôs os panfletos de Salviano. Podem ter sido partidários do próprio candidato tucano (para auferir mais votos para o seu candidato, claro) ou podem ter sido opositores de Salviano (já que o candidato a vereador apanhado apóia Gorete Pereira), forjando essa entrega para poder incriminá-lo. Nas duas hipóteses, o(s) culpado(s) deve(m) ser achado(s) e punido(s) rigorosamente.
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Reflexões sobre Ética e Política

27 09 2008

No tópico “Pesquisa IBOPE confirma: Santana está disparado na preferência do eleitorado de Juazeiro” estava havendo uma discussão sobre Ética e Política. Votar em quem “rouba mas faz” já virou adágio entre os brasileiros, porém, diferentemente dos franceses e ingleses que chegaram a ter seus governantes na forca ou em prisões de segurança máxima, um dito como estes não teria grande repercussão caso a maioria das pessoas conhecesse uma origem muito discutível para a suposta significação dele no imaginário pessoal de cada um. Confira abaixo nosso comentário neste tópico:

“A conversa de que todo político rouba somente vem a confirmar outro ditado muito conhecido e, infelizmente, de pouca aceitação entre os brasileiros: “cada povo tem o governo que merece”. Conformar-se com a máxima de que todo político rouba vem a confirmar também, seguindo a argumentação aristotélica segundo a qual o povo tende a manifestar o mesmo hábito de seus representantes quando a política chega a um nível em que os atos do homem público passam a se tornar comuns, que o povo aceita a própria corrupção e a roubalheira como uma atitude normal e corriqueira, por conseguinte associada ao seu dia-a-dia. O papo de que “todo político rouba”, e então “vamos votar em quem rouba mas faz”, revela um lado muito íntimo de nós como pessoas: a de que o ato de roubar não é tão sério quanto parece ser. Portanto, não sejamos tão corruptos e ladrões como nossos políticos a ponto de achar comum uma prática tão funesta. Não adianta dizer que isso é realidade, pois quem faz essa realidade depende do voto de quem pode ou não ser tão ladrão e corrupto quanto a pessoa que o elegeu.”

Na falta de candidato para votar nestas eleições, vale lembrar que há o velho voto NULO. Diferentemente do que pensam, este voto não vai para quem está ganhando e sim para ninguém. O voto NULO é uma maneira legítima e aceitável de protesto contra o sistema estabelecido nas democracias que o utilizam.

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Circuito SESC de Incentivo à Leitura se encerra hoje

26 09 2008

O Circuito SESC de Incentivo à Leitura prossegue em Juazeiro do Norte até amanhã, sexta-feira dia 26 de setembro, com uma programação cultural que visa despertar o interesse pela leitura. Neste ano de 2008 o Circuito SESC de Leitura, antes denominada Feira de Livros, abre o espaço para o incentivo à leitura em todas as faixas etárias.

O Circuito, que faz uma homenagem aos 100 anos do falecimento do escritor Machado de Assis através de uma exposição realizada no Restaurante Popular de Juazeiro do Norte, também traz uma programação diversificada para o público infantil com espetáculos teatrais e contações de história. Também estão sendo realizadas oficinas destinadas à educadores e ao publico em geral.

 A programação deste ano tem outro diferencial importante que é a circulação do caminhão BiblioSESC (uma biblioteca ambulante) em diversos bairros de Juazeiro do Norte, como o Horto, João Cabral e a praça da Prefeitura, além de visitas à diversas escolas da cidade. 

Entre os parceiros do SESC na realização desse evento estão o Restaurante Popular, o Centro Educacional Moreira de Sousa, Poço de Jacó (Horto), e a UVA (Universidade Vale do Acaraú), entre outros.

O encerramento do circuito SESC de Leitura se dará com a realização de um espetáculo infantil intitulado ‘Super Fantástico’, de Marcelino Câmara, no Teatro Patativa do Assaré (SESC Juazeiro), nesta sexta-feira, às 15h, com entrada franca.

Para mais informações:

Biblioteca SESC Juazeiro

Rua da Matriz, 227. Centro, Juazeiro do Norte – CE.

Fone: 3512.3355.





Respondendo ao Leitor – II -

25 09 2008

Lobo Junior Setembro 25, 2008 em 5:53 am

Jornalismo sem imparcialidade não existe? E como ainda reclamam da utilização da TV a favor de um candidato. Incoerência estranha. Gostaria que fosse avaliado as propostas dos candidatos e também por quais motivos o atual prefeito apoio o candidato PTista? Um grupo gostou de ficar no poder e ainda usa da maquina pública a seu favor.

Abaixo reproduzimos o comentário já veiculado acerca das atitudes da TV Verde Vale particularmente no episódio em que Salviano surgiu dentre os padres na conversão da Igreja em Basílica:

“Caro Júnior, a conversa sobre imparcialidade no jornalismo vem sendo propalada pela imprensa que ajudou a decretar o golpe militar no Brasil e até hoje procura se isentar de sua própria manipulação de opiniões fugindo por esse viés cômodo e fictício da imparcialidade (para mais informações, leia “Jornalismo Canalha” ou “Showrnalismo”, do colega José Arbex Júnior). Porém, na situação da conversão de Igreja a Basílica, não estamos reclamando da TV que foi parcial, pois ela já o é desde seu nascimento e isso não se questiona nem reclama, mas do fato exclusivo de Salviano haver subido ao palanque junto com os padres e se utilizar de sua fé e da TV sustentada pelo seu bolso para a auto-promoção. O lobby do monopólio à Comunicação é exercido com efusão não somente em Juazeiro, mas em todo o Brasil. No caso específico de Juazeiro do Norte temos um candidato que, além de oportunista nos meios de comunicação, ainda joga de santo para cima do eleitor e procura se aproveitar descaradamente do fato de ter uma tevê para transmití-lo acima de todos os outros prefeitáveis. Considere também os limites entre um meio de comunicação parcial e aquele que já passa disso para a pura e simples apologia, panfletarismo e promoção pública, o que já não é trabalho do jornalismo e sim da publicidade, do marketing ou, no mínimo, dos assessores de imprensa. Questiona-se, pois, o que é jornalismo e o que é publicidade nas imagens veiculadas por nossa única televisão.

Consideramos que a prática do jornalismo está muito aquém de um panfletarismo explícito e irrestrito a um e outro candidato. Oferecemos uma coleção de exemplares da Revista Caros Amigos para qualquer um que mostrar uma crítica da Verde Vale à atuação de Salviano como político, ex-prefeito e deputado por vários mandatos. Acontece que, em muitos casos, diz-se que um dado veículo de comunicação fez ou faz apologia a uma pessoa quando esta é citada num torvelinho de palavras elogiosas. Não é. A simples omissão de julgamento de um candidato já é considerado fator de parcialidade com relação a este. No mais, panfletarismo e publicidade na exposição santificada de um homem público, se for jornalismo não é o tipo de jornalismo que praticamos aqui nem tampouco desejamos para nossa ainda incipiente imprensa caririense.

Somos parciais, obrigado. Mas como jornalistas, e não publicitários.

“Gostaria que fosse avaliado as propostas dos candidatos e também por quais motivos o atual prefeito apoio o candidato PTista? Um grupo gostou de ficar no poder e ainda usa da maquina pública a seu favor.”

Santana já foi muitas vezes criticado neste mesmo blog, sobretudo pelo fato de ser apoiado pelo atual prefeito (que é de um partido que está concorrendo contra ele), assim como todos os outros candidatos. Se por qualquer motivo os outros têm mais razões para serem criticados, como por exemplo pelo fato de já terem sido gestores do município e figurinhas já de cara marcada em nossa política, não temos nenhuma culpa.

Entretanto, qual grupo que gostou de ficar no poder e usa a máquina pública a seu favor se o PT nunca geriu o município? Talvez o caro leitor esteja falando de Raimundo Macedo que, por acaso, é do mesmo partido de Salviano. Então fica difícil saber qual grupo continua gerindo a máquina pública quando ambos usam o mesmo número eletivo (45), estão no mesmo partido (sabendo que quem administra o candidato é o partido), o filho de um (Salviano) foi vice do outro (Raimundo) e, sabe-se lá por que cargas d’água, arranjaram uma picuínha matuta para ficarem de lados opostos. De um lado ou de outro, o PSDB 45 e sua trupe do velho Tasso Jereissati é quem sai ganhando. Felizmente, nos interessamos por causas mais estruturais dos nossos problemas: educação, cultura e participação política.

Juazeiro sofre com a ausência total de candidatos com propostas reais para gerir e de gente que promova uma real mudança no caos urbano e ambiental que está essa cidade, fruto de gestões passadas, do muito clientelismo e do esnobismo das elites tradicionais, infelizmente bem representadas nestas eleições. Só temos a lamentar.

No mais, agradecemos efusivamente pelas críticas, caro Lobo Júnior. Tanto criticamos como pedimos para ser criticados. Tudo que nos agrada é ver que ainda há cabeças pensantes em nossa região, sobretudo para avaliar este compromisso desafiante a que nos propormos.

Sugestões de leitura:

SHOWRNALISMO – A NOTÍCIA COMO ESPETÁCULO

O jornalista José Arbex Jr. escreveu essa obra inicialmente como tese de doutorado para o Departamento de História da USP. Trata do poder manipulador da imprensa e de como induz na maneira das notícias serem percebidas e lidas.

Onde? AQUI.

O JORNALISMO CANALHA: a Promíscua Relação Entre a Mídia e o Poder

A cobertura jornalística da invasão do Iraque pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, em março de 2003, equivocadamente qualificada como ” guerra” pela mídia, ofereceu, com raras exceções, um dramático exemplo de preconceito, parcialidade e mistificação com que os grandes veículos de comunicação tratam os eventos da conjuntura mundial e nacional. Outros acontecimentos cujas coberturas são analisadas ao longo deste livro revelam um padrão: a “grande mídia” tende a adotar um ponto de vista servil aos interesses da Casa Branca e do capital financeiro internacional.

Onde? AQUI.

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Alfabetização pelo Verso

25 09 2008

ALFABETIZAÇÃO

(Adão Ventura)

    • Papai
      levava tempo
      para redigir uma carta

      Já mamãe Sebastiana de José Teodoro
      teve a emoção de assinar seu
      nome completo
      já quase aos setenta anos


      ADÃO VENTURA Ferreira Reis nasceu  em Santo Antonio do Itambé, MG, em 1946.   Formou-se em  direito pela UFMG   e em    1973 a convite da University of New Mexico,  foi para os Estados Unidos onde lecionou  literatura contemporânea.
      Publicou diversos livros, dentre eles A cor  da  Pele, Texturafro e As musculaturas do  Arco do Triunfo,  já  participou de várias    antologias e seus poemas foram traduzidos  para o inglês e o alemão.  Teve um de seus poemas incluído na antologia Os Cem Melhores Poemas Brasileros do Século, organizada por Italo Moriconi ( Editora Objetiva – SP). Sua poesia mostra-se impregnada pelas  questões da negritude e, simultaneamente,    por uma simplicidade que a faz legítima,  e  fluida, ou como escreveu  Manoel Lobato: “A iniquidade do mundo e o mistério da    vida gritam na sonoridade de seus versos”.

COMENSAIS

(Adão Ventura)

A minha pele negra
servida em fatias,
em luxuosas mesas de
jacarandá,
a senhores de punhos rendado
há 500 anos.

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O Padrinho Apadrinhador

24 09 2008

Lula tem a melhor avaliação

Pesquisa mostra que 61% dos brasileiros acham que vida melhorou nos últimos quatro anos

Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra que a avaliação positiva ao governo Lula subiu de 57,5% em abril, quando foi divulgada a última sondagem, para 68,8% em setembro. Esse é o melhor resultado da série histórica da Sensus, iniciada em julho de 1998. A avaliação regular do governo caiu de 29,6% para 23,2% enquanto a avaliação negativa teve uma redução de 11,3% para 6,8%.

O levantamento mostra também que a avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao patamar do primeiro ano de governo, em 2003. Entre os entrevistados, 77,7% aprovam o presidente, contra 69,3% em abril de 2008. A desaprovação do presidente Lula caiu de 26,1% em abril para 16,6% em setembro.

A pesquisa revela ainda que 61,5% dos entrevistados acham que a qualidade de vida melhorou nos últimos quatro anos, enquanto 11,6% consideram que houve uma piora, e 25,8% acham que está igual. Segundo o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, a avaliação sobre a qualidade de vida é um bom referencial sobre a possibilidade de o presidente Lula fazer seu sucessor. Segundo ele, esse indicador é utilizado nas eleições dos Estados Unidos e mostra que candidatos com índice acima de 50% tendem a fazer seu sucessor.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Comentário: nos mais variados municípios que têm o PT ou partidos aliados concorrendo a cargos nos executivo e legislativo a figura de Lula está sempre presente. Não apenas o pai dos pobres e mãe dos ricos: também padrasto dos políticos e oportunistas de ocasião. Vale lembrar ainda a infame aparição de Lula no mesmo palanque da Roseana Sarney, que era do PFL, partido historicamente opositor do PT, nas últimas eleições para presidente e governador. Hoje, Lula é o Padrinho, Cícero ou não, dos Petistas, Petóides (com tendência à conversão) e Petinhas (os que, mesmo sendo de outros partidos, alguns até mesmo opositores, não brigam nem ousam bater na figura do pai de todos).

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Ensaio sobre a Amnésia Coletiva

21 09 2008

PGR pede condenação de Fernando Collor

O ex-presidente enfrenta processo por peculato, corrupção passiva e falsidade ideológica

Brasília. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a condenação do senador licenciado Fernando Collor de Mello (PTB-AL). O ex-presidente, 16 anos depois de passar pelo impeachment, enfrenta processo por peculato (desvio ou apropriação de recursos públicos), corrupção passiva e falsidade ideológica, por ações praticadas ainda durante o período em que ocupou o Palácio do Planalto, de 1990 a 1992.

Se todos os crimes forem confirmados, Fernando Collor pode pegar 25 anos de prisão. “A materialidade dos delitos está comprovada pelos depoimentos das testemunhas ouvidas durante a instrução, que confirmaram o pagamento de propina em troca de contratos com o Governo Federal e a abertura de contas fantasmas para movimentação dos recursos arrecadados”, diz o parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e da subprocuradora-geral, Cláudia Sampaio.

Outras sete pessoas são alvos do processo: Osvaldo Mero Sales, Almir Rodrigues Sales, Claudio Vieira, que era secretário particular do ex-presidente, o advogado Chucre Suaid, e os publicitários Éber Romão de Melo, Homero Pacheco Fernandes Júnior e José Heliton Farias de Vasconcelos.

O caso chegou ao STF em outubro do ano passado, após Collor ter sido eleito senador e, com isso, conquistado o direito ao foro privilegiado. O processo foi desmembrado: a parte referente aos outros investigados continuou a cargo da primeira instância. O julgamento ainda não tem data marcada.

De acordo com a denúncia, Collor e os demais réus recebiam propinas de empresários beneficiados por licitações públicas fraudulentas. O dinheiro era depositado em conta de “laranjas”, mas administradas pelos réus para pagar contas pessoais, faturas de cartões de crédito e pensões a filhos de relacionamentos extraconjugais.

Fernando Collor de Mello está afastado do Senado para se dedicar à campanha do filho Fernando James (PTB), candidato a prefeito de Rio Largo (cidade vizinha a Maceió), no Estado de Alagoas.

Comentário: porque um país sem memória dá nisso.

Fonte: Diário do Nordeste, 20/09.

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Música e Literatura de Qualidade na Rádio Padre Cícero

21 09 2008

Há que de 1 ano funciona na FM 104,9 MHz, Rádio Padre Cícero, o programa Tenda Literária com uma proposta única e exclusivamente compromissada com a educação, a boa música e a literatura da melhor qualidade. Apresentado por Ivan Nascimento, professor pós-graduado em Língua Portuguesa e radialista, o programa vai ao ar de Segunda a Sexta-Feira das 21 às 22h00 pela FM 104,9 de Juazeiro do Norte e região, ou ainda pela conexão virtual através do link: http://www.radiopadrecicero.org.br e o PODCAST do programa: http://tendaliteraria.mypodcast.com/

No blog do programa, além de um resumo da programação em cada dia, crônicas, assuntos literários e musicais, boas dicas do uso correto de nossa amada língua portuguesa. Anote aí o endereço ou simplesmente clique no link do blog, a saber: http://www.tendaliteraria.blogspot.com/

Aproveitem esta oportunidade única em nossa região!

Para não esquecer: De Segunda a Sexta-feira das 21 às 22h00.

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Manoel Monteiro e a função do Novo Cordel

21 09 2008

Em 20 de setembro último, foi dada voz a um dos mais produtivos poetas populares da atualidade: Manoel Monteiro, em entrevista ao Diário do Nordeste. Manoel é conhecido em todo o Brasil pela suas opiniões aferradas sobre a função do Novo Cordel: educar, informar e criticar. Diferentemente dos tradicionais, rejeita a poesia matuta por achá-la forçada e pretensiosa em suas inflexões nominais e verbais (“barrer”, “pru modi”, etc) com o mote de registrar o falar matuto, e também conserva em sua retórica e produção literária um tom crítico com que aborda sob novos olhares velhos estigmas dos cordelistas, a exemplo da exaltação às figuras de Lampião e Padre Cícero. Sobre eles, destaco trechos da entrevista concedida ao Diário do Nordeste:

Sobre Lampião e os Cangaceiros:

“Os mitos não são a minha praia. O meu cordel analisa a historia do ponto de vista real, comparando valores. Eu não acho que os cangaceiros são diferentes dos bandoleiros de hoje. Isso em todos os sentidos. Foram bandidos da mesma forma.”

Sobre o Padre Cícero:

“Padre Cícero merece da parte do meu cordel muito mais críticas do que elogios. Aliás, os historiadores também estão fazendo uma revisão da vida de Padre Cícero. O meu cordel não tem o hábito de criticar. Tem o hábito, sim, de ser construtivo. É pretensioso. Ao ponto de refazer a história do Brasil. Porque, geralmente, a história é contada pelo olhar do vencido e critica o vencedor. Padre Cícero aproveitou-se do suposto milagre da hóstia ensangüentada com o sangue de Cristo. Acho que o cordel não deve contar mais essa história. Isso seria perpetrar, endeusar, um mito. Impossível defender essa idéia nos dias de hoje. Procuro, com meu cordel, cumprir essa missão, ou seja, contar uma nova história. O cordelista de hoje tem a obrigação de ser crítico e não contribuir para a perpetuação de falsos mitos.”

“Foi um homem que deveria ter escolhido outra profissão. Os milagres de Padre Cícero só funcionavam quando seu partido político ganhava as eleições. O padre Cícero chegou…. Bem, acho que essa não deveria ser a nossa conversa, mas o que posso fazer, já que você é quem está dirigindo essa entrevista? Acho que Padre Cícero quando fez, por duas vezes, que Juazeiro deixasse de recolher impostos aos cofres nacionais, ficou do lado oposto da história. Não foi correto. Eu penso duas vezes antes de escrever um cordel. Quando vejo uma nação subjugando outra ou a guerra entre religiões mostro em meu cordel que esses ´fantasmas´ prejudicam demais a humanidade.”

Para conferir toda a Entrevista do Poeta Manoel Monteiro, intitulada Nem Lampião, Nem Pe. Cícero, clique no link a seguir: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=573673

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Santos e lobbystas em Juazeiro do Norte

16 09 2008

Com o gigantesco lobby de ter a única tevê da região sob seus domínios, o candidato Manoel Salviano à prefeitura de Juazeiro do Norte conta ainda, e sobretudo, com o lobby forte do catolicismo. A TV Verde Vale somada à religiosidade do homem fazem a faca e o queijo que, na conversão da Igreja Matriz em basílica, neste 14 de setembro último, fizeram com que Manoel Salviano aparecesse no altar da igreja junto dos padres que celebravam a condecoração recebida pela Igreja.

Sobre o altar, mais perto do céu do que todos (sobretudo dos outros candidatos), acima do bem e do mal, Manoel Salviano foi reproduzido para os lares dos juazeirenses em imagem nítida através de sua Tv Verde Vale enquanto, de quebra, ainda reforçava sua campanha à prefeitura de Juazeiro do Norte. De um lado o homem por trás dos olhos e ouvidos do povo em seu “veículo de comunicação”, do outro o “filho do padim” aproveitando-se da ocasião para incrementar sua canonização como político perfeito, preparado e amado pelas elites tradicionais.

O uso da religião como escada para ascensão política tem sido praticado por todos os candidatos. Sem exceções. Santana, inclusive, tem outro “santo” além do Padre Cícero: Luis Inácio, o presidente. Porém, o palanque improvisado por Salviano nesta condecoração da Igreja Matriz não foi somente oportunismo político, mas também prova cabal do que já tratamos neste mesmo blogue sobre a canonização dos homens públicos em santos.

Esperamos que santo de casa não faça milagre. Nem tampouco que o povo engula os do pau oco.

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Ler por prazer

14 09 2008
     É bom que você goste de ler. Não são muitas as pessoas que compram jornais e revistas. Entre os que compram, há os que se interessam apenas por colunas sociais, política, esportes, diversões, polícia etc. Raro é o que lê de ponta-a-ponta. Livro então… Se você chegou até aqui, há indícios de que gosta de ler. O problema das pessoas que não gostam de ler é que possam ter sido mal orientadas na alfabetização e primeiros anos escolares. Rousseau já dizia que ´a criança não deseja aperfeiçoar-se no instrumento com o qual é atormentada´. Isso vale tanto para Matemática como Português.

     Daniel Pennac é um escritor marroquino, que vive na França. Ele diz da necessidade de interessar crianças e adolescentes na leitura. Se preciso, até desligando a TV. Não importa que tipos de livros sejam, o importante é ler. Ele sugere que pais e professores devem ler em voz alta, a fim de educar os ouvidos das crianças com livros de fácil assimilação e que os empolgue.

     Está provado que a maioria das pessoas pouco retém do que lê. Sabendo disso, Pennac estabelece uma série de direitos do leitor. O primeiro é o de não ler. A leitura deve ser prazer e não tortura. O segundo é o de pular páginas. O terceiro é o de não parar a leitura de um livro chato. O quarto é que a leitura deve provocar alegria ou prazer. Para ele, os romances contam uma história que o leitor não tem obrigação de entender.

     Talvez você não tenha feito as contas, mas se ler cinco horas por semana, em um ano poderá ter lido 7200 páginas ou o equivalente a 40 livros de 180 páginas. Algumas pessoas, ao serem perguntadas por seus ´hobbies´, incluem a leitura. Na maioria das vezes, não sabem o nome do último livro que leram, e o nome do autor. Ler é hábito e não deve servir apenas para impressionar alguém. A leitura é uma viagem curta ou profunda que cada um deve se permitir, na medida da satisfação do seu mundo interior. Dimas Macêdo,diz: ´cada livro, por sua vez, corresponde a um projeto de mundo, o qual se insere num universo mais abrangente e diversificado, que somente a poucos é dado o prazer de conhecer´.

Escrito por João Soares Neto há um ano, no Diário do Nordeste




Espetáculo de Dança em Crato e Juazeiro

11 09 2008

    

     Nesta sexta, dia 12 e sábado, dia 13 de setembro, será apresentado no SESC Crato e SESC Juazeiro, respectivamente, o espetáculo de dança “Vozes Nagô”.

     Com coreografia e direção artística de Valéria Pinheiro, o espetáculo “Vozes Nagô”, da Academia de Artes Vânia Dutra, resgata a história da cultura afro-brasileira e do negro horizontino por meio da música e da dança contemporâneas. O espetáculo foi concebido com movimentos fortes e expressivos da dança contemporânea e da capoeira, juntamente com a riqueza musical do batuque e do sapateado.

     Nesse cenário de valorização das raízes culturais afro-brasileiras, o musical é composto por danças e ritos dos Orixás, pela capoeira, pelas brincadeiras infantis africanas e pelos costumes dos moradores da comunidade de Alto Alegre, localizada na cidade de Horizonte (Ceará), e hoje considerada remanescente dos Quilombos pela Fundação Palmares.

     O espetáculo envolve oito alunos da Academia de Artes Vânia Dutra, com idade entre 15 e 22 anos e conta com a participação dos jovens do Grupo de Capoeira do Alto Alegre. A trilha sonora, composta por oito músicas, é assinada por Valéria Pinheiro e Companhia de Brincantes Valéria Pinheiro (Cia. Vatá), Grupo A 4 Vozes e Rita Ribeiro.

     As apresentações deverão ter início às 20h, com entrada franca para o público.

Espetáculo de dança Vozes Nagô (Academia de Artes Vânia Dutra). Entrada Franca

Sexta-feira, dia 12 de agosto/2008, no Teatro SESC Crato.

Sábado, dia 13 de agosto/2008, no Teatro SESC Patativa do Assaré – SESC Juazeiro.

Fonte: Divulgação do SESC





Crônicas da Morte

11 09 2008

  11 de setembro

Fonte: Diário do Nordeste





Controvérsia? Que controvérsia?

11 09 2008

Relembrando o maior desastre da história recente dos Estados Unidos, o 11 de setembro figura no calendário internacional como o dia em que as torres do World Trade Center pereceram ante o suposto ataque movido por membros da Al Qaeda, que justificaria, posteriormente, a política do medo empreendida pela mídia estadunidense, a guerra do Iraque, o alistamento sem escrúpulos de cidadãos afro-americanos nas forças armadas, as ocultas sobre o envolvimento da família do presidente com os próprios terroristas e o desastre que vitimou centenas de vidas.

Sobre tudo isso, e muito mais, a dica de filme do Joaseiro.com deste 11 de setembro foi vencedor da Palma de Ouro por Melhor Filme em 2004:

Título Original: Fahrenheit 9/11
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial: www.fahrenheit911.com
Estúdio: Miramax Films / Lions Gate Films Inc. / Fellowship Adventure Group / Dog Eat Dog Films
Distribuição: Lions Gate Films Inc. / IFC Films / Europa Filmes
Direção: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Produção: Jim Czarnecki, Kathleen Glynn e Michael Moore
Música: Jeff Gibbs e Bob Golden
Fotografia: Mike Desjarlais
Edição: Kurt Engfehr, Todd Woody Richman e Chris Seward

Boa sessão.

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Em busca do tempo perdido

11 09 2008

O Analfabeto Político

Bertold Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Fonte: Consciencia.net





Conceituo o que não sinto

11 09 2008

Por Franzé Matos

Conceituo o que não sinto,
Conceituo tudo que vejo,
Conceituo o amor, o ódio e o desrespeito,
Mas meus conceitos tornam-se preconceitos,
Se não reflito o que me levou a tal conceito,

Se a algo determino como certo,
Nego toda ordem de realidades em aberto,
E negar a contingência quem em tudo está presente,
É vedar-se com névoa inebriante,
E vagar errante em busca de louco ideal,

Desde a infância,
As famílias que nos alimentam,
Em todos nós fomentam,
Nossas primeiras concepções do real,
E se não pararmos para pensar que pensamos sobre égides pré-existentes,
E nunca confrontar nossas contradições iminentes,
É perambular em territórios de certezas aparentes,
E se perder em nosso orgulho existente,
E viver uma vida maquínica tão normal,

Confrontar a oposição e se render,
Tantas vezes, a nossa negação,
É dever do homem e combustível de sua sede devastadoracriadora.

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Em Fortaleza, Luizianne Lins salta na frente das pesquisas

10 09 2008

     Pesquisa do IBOPE mostra que Luizianne Lins (PT), candidata à reeleição, cresceu bastante na disputa da Prefeitura de Fortaleza, saindo de 28% das pesquisa anterior para 46% na atual. Moroni Torgan (DEM), eterno aspirante a prefeito da capital, caiu de 33% para 22%, estando agora em segundo lugar. Já Patrícia Saboya (PDT) oscilou de 19% para 17% e continua no terceiro lugar.

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Ri-di-chulus XVIII

9 09 2008

     O salários dos médicos do Estado de Ceará é de menos de 700 reais.

     A categoria está tentando negociar com o Governo um Plano de Cargos, Carreiras e Salários, mas está na iminência de entrar em greve.

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Filme: Depois do Casamento

8 09 2008

Por Franzé Matos

Terceiro filme da diretora dinamarquesa Susane Bier (Corações livres (2002) e Brothers (2004)), Depois do casamento é um daqueles filmes que o espectador não pode deixar de assistir. Indicado ao Oscar 2007 de melhor filme em língua estrangeira, que pela qualidade de seus concorrentes e, em minha opinião, leve injustiça não levou a estatueta, perdendo para outro grande filme “A vida dos outros”.

O roteiro escrito por Anders Thomas Jensen, sobre argumento de Susanne Bier é um dos pontos altos deste longa. Os fortes contornos melodramáticos se unem a um ambiente de diálogos curtos, lágrimas e sentimentos, os quais se proliferam pelo silêncio entre os personagens criando uma atmosfera constantemente impregnada de um mal-estar, tudo isso transmitido por uma câmera volátil, mas segura, que busca dar ênfase a natureza psicológica da cena, levando o espectador a inferir uma infinidade de conclusões, que nos dão uma leve noção de já ter assistido tantos outros filmes com o mesmo enredo. Talvez seja exatamente este o interesse da diretora, nos levar de mãos dadas pelo caminho que se abre fazendo-nos tirar conclusões quase que definitivas sobre o final do filme, para logo em seguida nos surpreender com diálogos, tons e emoções tão sutis que emocionam e angustiam nossas verdades e nos faz refletir sobre a condição humana dilacerando o clima gélido que se mantém por grande parte do filme.

O filme começa com Jacob (Mads Mikkelsen), um dinamarquês altruísta que luta para manter funcionando um orfanato a beira do colapso financeiro na Índia. Jacob não regressa ao seu país de origem há mais de 20 anos e refundou sua vida entre o povo sofrido mas feliz indiano, produzindo fortes laços afetivos com os garotos do orfanato, que parecem ser o motivo primordial de sua vida.

Ao receber a grande notícia que um financiador dinarmaquês, Jørgen (Rolf Lassgård) pretende doar uma verba substancial para que o orfanato continue suas atividades, impondo uma única condição que Jacob venha conversar pessoalmente na sede de sua empresa na Dinamarca, relutante, Jacob deixa a Índia e seus meninos, partindo para Copenhague depois de 20 anos de afastamento.

Ao chegar à cidade de seus fantasmas sente-se extremamente incomodado com o clima frio e denso da cidade mantendo uma postura lacônica com as pessoas com quem entra em contato. Ao encontrar-se com o Jørgen recebe a notícia que terá de ficar mais alguns dias no país, pois a filha do empresário está a beira do casamento e só em posteriori ao evento os dois terão a conversa definitiva sobre o futuro de sua obra na Índia.

Na cena do casamento, um dos pontos chaves do filme, começamos a nos inteirar sobre o passado, até então, obscuro de Jacob, que pelo belíssimo jogo de câmeras e frases proferidas pelos personagens quebram a gelidez da festividade dinamarquesa com um sem fim de olhares e sentimentos que dilaceram a felicidade aparente e a transformam-na numa amálgama de sensações indecifráveis.

A esposa de Jørgen, Helene, (Sidse Babett Knudsen) é uma ex-namorada de Jacob, que por uma separação dramática há mais de 20 anos não se encontravam. Sua filha Anna (Stine Fischer Christensen) é o produto proibido deste amor que se rompeu. Jacob atordoado busca, com a mesma força que luta pelos meninos do orfanato, uma aproximação com sua filha aumentando as tensões no longa até o limite da explosão(clímax), em que Jørgen revela seu incólume segredo e transforma a tônica de todo filme, deixando o espectador abismado com o poder narrativo do roteiro, com sua profusão de emoções em oposição a fotografia (Stine Hein, Ole Kragh-Jacobsen, Morten Soborg e Otto Stenov) extremamente bela, mas gélida.

Depois do casamento, portanto, é um filme que merece ser visto e apreciado da forma mais atenta possível. É uma grande jornada pela sutileza dos sentimentos humanos e uma experiência engrandecedora cinematograficamente.

Ficha Técnica: Título Original: Efter Brylluppet
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (Dinamarca / Suécia):
2006
Site Oficial: www.aftertheweddingmovie.com
Estúdio: Zentropa Entertainments
Distribuição: California Filmes
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Anders Thomas Jensen, baseado em estória de Anders Thomas Jensen e Susanne Bier
Produção: Sisse Graum Olsen
Música: Johan Söderqvist
Fotografia: Stine Hein, Ole Kragh-Jacobsen, Morten Soborg e Otto Stenov
Desenho de Produção: Soren Skjaer
Figurino: Manon Rasmussen e Signe Sejlund
Edição: Pernille Bech Christensen e Morten Hojbjerg

Elenco:

Mads Mikkelsen (Jacob Petersen), Sidse Babett Knudsen (Helene), Rolf Lassgard (Jorgen), Stine Fischer Christensen (Anna), Mona Malm (Farmor), Christian Tafdrup (Christian), Ida Dwinger (Annette), Frederik Gullits Ernst (Martin), Kristian Gullits Ernst (Morten), Meenal Patel (Sra. Shaw), Anne Fletting (Secretária), Niels Anders Thorn (Padre), Rita Angela (Tia), Erni Arneson (Tia), Marie-Louise Coninck (Tia)

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‘Ri-di-chularizando’ as leis brasileiras III

6 09 2008

     Pelas nossas leis, as obras públicas não podem ser nomeadas com o nome de pessoas vivas. Está certíssimo, pois só assim se evita o culto ao personalismo, tão nefasto ao serviço público. Porém, essa é mais uma das leis que não é cumprida. Senão, vejamos:

  • Juazeiro, Crato e Barbalha, as três cidades possuem escolas chamadas Adauto Bezerra;
  • A sede da Assembléia Legislativa do Ceará (em Fortaleza) também se chama Adauto Bezerra;
  • O Estádio “O Romeirão” de Juazeiro se chama oficialmente Estádio Municipal Mauro Sampaio;
  • O Centro de Zoonoses de Juazeiro, recém-inaugurado, também leva o nome do ex-prefeito Mauro Sampaio;
  • A avenida que alberga a linha férrea em Juazeiro chama-se Avenida Carlos Cruz (construída na sua primeira gestão e reformada na segunda);
  • A praça no início da Avenida Carlos Cruz chama-se Praça José Geraldo da Cruz. O pai de CC já é falecido. No entanto, a estátua de José Geraldo está montada em cima de um monumento com o formato de duas letras C, referência ao nome do seu filho, que reformou aquela praça na sua última administração;
  • (Por falar nisso, ao que parece Carlos Cruz deve ser muito egocêntrico: sua primeira gestão tinha o slogan Compromisso Comunitário; a segunda, usava o lema Comunidade Consciente);
  • A avenida onde se situa o Mercado do Pirajá chama-se Avenida Ailton Gomes;
  • Estão querendo nomear o novo Centro Cirúgico do Hospital e Maternidade São Lucas de Centro Cirúrgico Alcides Muniz, secretário de saúde da gestão Raimundo Macêdo;
  • O novo parque de eventos de Missão Velha, onde acontece a Vaquejada do município, se chama Parque Gidalberto Pinheiro, atual prefeito da cidade;
  • Quem é dos leitores que pode citar mais algum exemplo?

      Como todos sabem, Adauto Bezerra, Mauro Sampaio, Carlos Cruz, Gidalberto Pinheiro, Alcides Muniz, Ailton Gomes, todos estão vivinhos da silva e gozando as honras de terem seus nomes nas obras públicas.

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