Não obstante a raiva que provoca na maioria de nós as músicas infames dos candidatos (em pensar que ainda teremos de conviver com isso por mais de um mês!), ainda há quem faça humor com a desgraça de nossos ouvidos. O jornalista Francisco Demontieaux Fernandes, editor do simpático Folha da Manhã, escreveu semana passada no seu jornal um texto muito bem-humorado sobre essa situação. E sugeriu que, já que tem de haver música, os candidatos troquem as suas pelas seguintes:
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Para Carlos Cruz, que segundo o jornalista certamente disputará a sua última eleição (já vai tarde!): após a derrota humilhante a que se submeterá, deverá voltar aos seus hábitos etílicos na Praça Padre Cícero, cantando aos seus companheiros de copo: “Boemia, aqui me tens de regresso…”;
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Gorete Pereira, a mulher que só agora veio começar a campanha, de forma muito atrasada, mereceria que cantassem pra ela o forró: “Acorda, Maria Bonita, acorda vem fazer café…”;
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Manoel Salviano, assustado pela dianteira tal que lhe tomou Santana nas pesquisas, mandaria pôr nos seus carros de som: “ Que medo me deu…”;
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Santana, petista, porém mancomunado com o (até agora) tucano Raimundo Macêdo, numa verdadeira salada ideológica, cantaria à la Nei Matogrosso: “Vira vira vira homem, vira vira… E vira vira lobisomem!”;
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Por fim, o próprio Raimundo Macêdo, derrotado na convenção do partido e impedido de disputar a reeleição, terá de deixar obrigatoriamente a Prefeitura. Ao sair do palácio municipal, no último dia do ano, em tom saudosista, cantará: “Adeus, cinco letras que choram…” ou ainda “Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida…”.
Joaseiro.com
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