Abaixo reproduzimos o comentário já veiculado acerca das atitudes da TV Verde Vale particularmente no episódio em que Salviano surgiu dentre os padres na conversão da Igreja em Basílica:
“Caro Júnior, a conversa sobre imparcialidade no jornalismo vem sendo propalada pela imprensa que ajudou a decretar o golpe militar no Brasil e até hoje procura se isentar de sua própria manipulação de opiniões fugindo por esse viés cômodo e fictício da imparcialidade (para mais informações, leia “Jornalismo Canalha” ou “Showrnalismo”, do colega José Arbex Júnior). Porém, na situação da conversão de Igreja a Basílica, não estamos reclamando da TV que foi parcial, pois ela já o é desde seu nascimento e isso não se questiona nem reclama, mas do fato exclusivo de Salviano haver subido ao palanque junto com os padres e se utilizar de sua fé e da TV sustentada pelo seu bolso para a auto-promoção. O lobby do monopólio à Comunicação é exercido com efusão não somente em Juazeiro, mas em todo o Brasil. No caso específico de Juazeiro do Norte temos um candidato que, além de oportunista nos meios de comunicação, ainda joga de santo para cima do eleitor e procura se aproveitar descaradamente do fato de ter uma tevê para transmití-lo acima de todos os outros prefeitáveis. Considere também os limites entre um meio de comunicação parcial e aquele que já passa disso para a pura e simples apologia, panfletarismo e promoção pública, o que já não é trabalho do jornalismo e sim da publicidade, do marketing ou, no mínimo, dos assessores de imprensa. Questiona-se, pois, o que é jornalismo e o que é publicidade nas imagens veiculadas por nossa única televisão.
Consideramos que a prática do jornalismo está muito aquém de um panfletarismo explícito e irrestrito a um e outro candidato. Oferecemos uma coleção de exemplares da Revista Caros Amigos para qualquer um que mostrar uma crítica da Verde Vale à atuação de Salviano como político, ex-prefeito e deputado por vários mandatos. Acontece que, em muitos casos, diz-se que um dado veículo de comunicação fez ou faz apologia a uma pessoa quando esta é citada num torvelinho de palavras elogiosas. Não é. A simples omissão de julgamento de um candidato já é considerado fator de parcialidade com relação a este. No mais, panfletarismo e publicidade na exposição santificada de um homem público, se for jornalismo não é o tipo de jornalismo que praticamos aqui nem tampouco desejamos para nossa ainda incipiente imprensa caririense.
Somos parciais, obrigado. Mas como jornalistas, e não publicitários.
“Gostaria que fosse avaliado as propostas dos candidatos e também por quais motivos o atual prefeito apoio o candidato PTista? Um grupo gostou de ficar no poder e ainda usa da maquina pública a seu favor.”
Santana já foi muitas vezes criticado neste mesmo blog, sobretudo pelo fato de ser apoiado pelo atual prefeito (que é de um partido que está concorrendo contra ele), assim como todos os outros candidatos. Se por qualquer motivo os outros têm mais razões para serem criticados, como por exemplo pelo fato de já terem sido gestores do município e figurinhas já de cara marcada em nossa política, não temos nenhuma culpa.
Entretanto, qual grupo que gostou de ficar no poder e usa a máquina pública a seu favor se o PT nunca geriu o município? Talvez o caro leitor esteja falando de Raimundo Macedo que, por acaso, é do mesmo partido de Salviano. Então fica difícil saber qual grupo continua gerindo a máquina pública quando ambos usam o mesmo número eletivo (45), estão no mesmo partido (sabendo que quem administra o candidato é o partido), o filho de um (Salviano) foi vice do outro (Raimundo) e, sabe-se lá por que cargas d’água, arranjaram uma picuínha matuta para ficarem de lados opostos. De um lado ou de outro, o PSDB 45 e sua trupe do velho Tasso Jereissati é quem sai ganhando. Felizmente, nos interessamos por causas mais estruturais dos nossos problemas: educação, cultura e participação política.
Juazeiro sofre com a ausência total de candidatos com propostas reais para gerir e de gente que promova uma real mudança no caos urbano e ambiental que está essa cidade, fruto de gestões passadas, do muito clientelismo e do esnobismo das elites tradicionais, infelizmente bem representadas nestas eleições. Só temos a lamentar.
No mais, agradecemos efusivamente pelas críticas, caro Lobo Júnior. Tanto criticamos como pedimos para ser criticados. Tudo que nos agrada é ver que ainda há cabeças pensantes em nossa região, sobretudo para avaliar este compromisso desafiante a que nos propormos.
Sugestões de leitura:

SHOWRNALISMO – A NOTÍCIA COMO ESPETÁCULO
O jornalista José Arbex Jr. escreveu essa obra inicialmente como tese de doutorado para o Departamento de História da USP. Trata do poder manipulador da imprensa e de como induz na maneira das notícias serem percebidas e lidas.
Onde? AQUI.
O JORNALISMO CANALHA: a Promíscua Relação Entre a Mídia e o Poder
A cobertura jornalística da invasão do Iraque pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, em março de 2003, equivocadamente qualificada como ” guerra” pela mídia, ofereceu, com raras exceções, um dramático exemplo de preconceito, parcialidade e mistificação com que os grandes veículos de comunicação tratam os eventos da conjuntura mundial e nacional. Outros acontecimentos cujas coberturas são analisadas ao longo deste livro revelam um padrão: a “grande mídia” tende a adotar um ponto de vista servil aos interesses da Casa Branca e do capital financeiro internacional.
Onde? AQUI.
Joaseiro.com

Jornalismo sem imparcialidade não existe? E como ainda reclamam da utilização da TV a favor de um candidato. Incoerência estranha. Gostaria que fosse avaliado as propostas dos candidatos e também por quais motivos o atual prefeito apoio o candidato PTista? Um grupo gostou de ficar no poder e ainda usa da maquina pública a seu favor.