Notícias sobre Saúde

4 10 2008

Classe rica não vacina filhos, diz Ministro da Saúde 

Ministro alerta que população de maior poder aquisitivo tem baixa cobertura vacinal

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou que a baixa cobertura vacinal na classe mais rica e escolarizada da população aumenta o risco de novos surtos de doenças já erradicadas no País, como a poliomielite. Ele demonstrou preocupação ao repercutir o estudo da Santa Casa de São Paulo, divulgado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

“Temos que ver o que é que há com essa faixa de renda; talvez uma sensação de que a doença estaria erradicada e que não seria importante manter o calendário de vacinação completo, mas exatamente o que garante a erradicação de muitas doenças no Brasil é uma cobertura vacinal alta”, disse o ministro, ontem, depois de participar da cerimônia de assinatura de um novo modelo de gestão no Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Quando se tem uma cobertura vacinal baixa, aumenta muito o risco dessas bactérias continuarem circulando e surgirem surtos da doença”, alertou Temporão. Para o ministro, os pais têm uma grande responsabilidade para manter a caderneta de vacinação de seus filhos atualizada. Ele acrescentou que o estudo, que foi financiado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é importante “porque vai nos levar a repensar estratégias de comunicação, focadas para que todas as classes sociais e de renda entendam que é importante cumprir todo o calendário das crianças.

De acordo com o estudo, que analisou 17.749 cadernetas, o porcentual de cobertura vacinal na “classe A” e na região Sudeste é de 68,9%. A média brasileira é de 81%, também bem abaixo do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS): 95%.

 

Anvisa cancela registro de dois antiinflamatórios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou o registro no País de dois antiinflamatórios, o Prexige 400 mg (Lumiracoxibe), do laboratório Novartis, e o Arcoxia 120 mg (Etocorixibe), fabricado pela Merck Sharp & Dohme. A suspensão do registro faz parte de um processo de reavaliação dos antiinflamatórios não esteróides inibidores da ciclooxigenase (Cox-2).

A Anvisa considera que os medicamentos não superam a relação risco-benefício no tratamento de doenças. O antiinflamatório Prexige era indicado para o tratamento de osteoriartrite, dor aguda e cólica menstrual; já o Arcoxia é usado no tratamento de reumatismo, gota, artrite, dor articular e pós-operatórios. A orientação da Anvisa para os pacientes que fazem uso desses medicamentos é que procurem o médico para fazer a substituição do remédio.

A Anvisa determina ainda a reclassificação de toda a classe de inibidores de Cox-2. As bulas dos remédios Arcoxia 60 mg e 90 mg passarão por adequações para que sejam incluídas advertências de segurança. O medicamento Celebra (Celecoxibe), do laboratório Pfizer, também terá restrições na bula relativas ao tempo de tratamento e à utilização durante a gravidez e o período de amamentação. O Bextra (Parecoxibe), também da Pfizer, terá seu uso restrito aos ambientes hospitalares.

A partir de agora, esses antiinflamatórios só poderão ser vendidos com retenção da receita médica pelo estabelecimento farmacêutico. As determinações serão publicadas no “Diário Oficial” da União na próxima segunda-feira. Em 2007, a agência regulatória de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), emitiu uma carta de desaprovação do medicamento Arcoxia.

Em nota, a Novartis comunicou que já tinha reembolsado o valor das unidades devolvidas, desde a decisão da Anvisa de suspender temporariamente o uso e a comercialização do Prexige 100 mg, no final de agosto. As eventuais unidades que ainda não tenham sido devolvidas serão recolhidas e reembolsadas. A empresa disponibiliza o telefone 0800 888 3003 para prestar todos os esclarecimentos sobre o assunto.

A Merck Sharp & Dohme lamenta a decisão da Anvisa de interrupção da comercialização do Arcoxia 120 mg. A empresa afirma que a medida não reflete estudos que comprovam o perfil favorável de risco-benefício do medicamento.

Fonte: Tribuna da Imprensa


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Uma resposta

13 10 2008
martacosta

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