Fábio Carneirinho – Quase um hino do Juazeiro

30 11 2008

A terra é quente (…)

Tem muito matuto metido a sulista (…)

Tem gente que come e depois cospe no prato (…)

Tem muita gente sem feijão no prato (…)

Mas (assim mesmo) o melhor lugar o mundo

É encostado ao Crato (…)

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Vergonha

29 11 2008

Lutheria Brasil registra participação reduzida

Mesmo com proposta inovadora de reunir luthiers de todo o Brasil no Cariri, evento quase não se realizou

Juazeiro do Norte. Termina amanhã, nesse município a Lutheria Brasil, evento de âmbito nacional voltado para a promoção, visibilidade, oferta de produtos, serviços especializados e fomento de negócios na lutheria artesanal brasileira (fabricação de instrumentos). O encontro, aberto na última quarta-feira, reúne os melhores luthiers do País, numa troca de experiências, com exposições, oficinas, shows de música popular brasileira e concertos eruditos. A falta de verbas prejudicou a programação. O encontro esteve na iminência de não ser realizado. (…)

Insatisfação
É neste confronto de culturas que está sendo realizada a Lutheria Brasil. Os organizadores dizem que o projeto foi prejudicado porque a Petrobras, principal patrocinador, não cumpriu o prazo para liberação da verba no valor de R$ 100 mil. “O dinheiro só foi confirmado na quinta-feira, depois da abertura do encontro”, revelou a assessora de Imprensa Márcia Vaisman, acrescentando que, por conta da indefinição, alguns luthiers não vieram.

A situação gerou um clima de insatisfação entre os artistas. Alguns não quiseram dar entrevistas. Um dos poucos que falou foi o cearense de Sobral, residente no Estado do Espírito Santo, Paulo Mouta, construtor de violinos. Mouta lamentou a desorganização do evento, afirmando que faltou divulgação. Ele disse que não tinha condições de fazer uma avaliação do encontro. Destacou, entretanto, o intercâmbio entre a cultura popular e a erudita.

Estava prevista para o primeiro dia uma oficina de lutheria de violão, rabeca, violino, flauta, caixa de ruflo, zabumba, regulagem de instrumentos de corda, marchetaria, processamento e beneficiamento de madeira para produção de instrumentos, fundamentos de acústica musical, técnicas de conservação, manutenção e reparo de instrumentos. Porém, as oficinas não foram realizadas porque faltou público.

 ANTÔNIO VICELMO
Fonte: Diário do Nordeste

Comentário: Se nós do Cariri não valorizarmos os eventos culturais da nossa região, quem o fará? E poderemos ficar nos reclamando de que o Cariri não dispõe de opções de qualidade para nos divertirmos? Ainda é tempo de prestigiar o Luthieria Brasil!

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Reforma do Palácio da Abolição é cancelada

29 11 2008
O Governo do Estado decidiu cancelar a licitação para as obras de reforma do Palácio da Abolição. Segundo comunicado enviado pelo governo, a decisão foi tomada por conta de questionamentos levantados pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-CE) e pela própria Coordenação do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Copahc), ligada à Secretaria da Cultura do Estado (Secult). O Departamento de Edificações e Rodovias (DER) ficará responsável pelas modificações no projeto.

A polêmica em torno da restauração do palácio foi tema de reportagem do Diário do Nordeste, publicada no último dia 18. Orçada em R$ 37,3 milhões, a restauração gerou polêmicas por conta das modificações previstas pelo projeto e pelo valor da obra, considerado exagerado pelo deputado estadual Heitor Férrer (PDT).

Na época, o presidente do IAB-CE, Custódio dos Santos, disse que a edificação, uma das poucas remanescentes da arquitetura modernista brasileira na Capital, seria totalmente descaracterizada caso o projeto do governo fosse seguido.

No comunicado, o Governo do Estado reiterou a posição favorável ao tombamento do Palácio da Abolição. Um dos questionamentos levantados por Custódio dos Santos era o fato do Conselho Estadual do Patrimônio (Coepa), ligado à Secult, ter aprovado, em 2005, o tombamento do prédio. Mas, enquanto isso, o DER teria passado por cima do Coepa e elaborado um projeto de reforma e ampliação, e não de restauração para preservar as características originais.

O governo justifica a paralisação do processo de tombamento do prédio porque o terreno em que o Palácio foi edificado não está registrado como propriedade do Estado. Também determinou a tomada de providências para a regularização do terreno e para realizar, em definitivo, o tombamento do palácio.

Fonte: Diário do Nordeste
Comentário: Vez por outra o Governo Cid Gomes se sai com um deslize desses (vide a história da sogra e do jatinho). Coisa de quem não tem zelo pelo dinheiro público.
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Assim não dá

28 11 2008

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Semáforo em frente ao Cariri Shopping

     Reclamamos muito aqui dos erros do poder público quanto ao trânsito de Juazeiro. Porém, boa parte dos problemas do trânsito se deve a imprudências e negligências dos motoristas. Parar em cima da faixa de pedestres não dá…

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Ceará é o estado mais vulnerável ao aquecimento global

27 11 2008

     O cenário construído para o Nordeste, considerando o aquecimento global, é preocupante. A redução de terras agricultáveis será mais drástica no Ceará (-79,6%), seguido pelo Piauí (-70,1%), Paraíba (-70,1%) e Pernambuco (-64,9%). A forte articulação da agropecuária com outros setores da economia intensifica o efeito negativo dessa projeção, feita com base no cenário A2 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), pelo qual a temperatura média do Nordeste do Brasil deve subir quatro graus celcius até 2070.

     Outro dado negativo é o da quebra do Produto Interno Bruto (PIB), maior em Pernambuco (-18,6%), seguido por Paraíba (-17,7%) e Ceará (-16,4%), o que implica em perda de renda e, conseqüentemente, variação no consumo, que deve ser maior na Paraíba, Pernambuco, Piauí e Ceará. Em resumo, o Índice Geral de Vulnerabilidade (IGV) —, que inclui subíndices, como saúde (doença de chagas, dengue, calazar, leptospirose, esquitossomose e mortalidade infantil por diarréia e desnutrição), desertificação, economia/demografia e custos — é maior no Ceará, seguido por Pernambuco.

     Essas são conclusões do estudo “Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050”. (…) pessoas com menor nível de educação e renda têm menos chances de emigrar e, ao permanecerem onde residem, sofrerão um impacto maior das mudanças no clima: “O padrão seletivo da migração desenhará um cenário ainda mais desigual no Nordeste”, ressalta. (…)
 
     Diante desse cenário, Barbieri alerta para a necessidade de investimento na capacidade adaptativa das populações, com melhor planejamento da ocupação do espaço, investimento em cultivos resistentes e readaptação econômica.(…)

Fonte: Diário do Nordeste





Até que enfim

26 11 2008

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Entulho que estava na Avenida Padre Cícero até o fim de semana

     Há muitas semanas que haviam começado a asfaltar a Avenida Padre Cícero, do seu começo até o Cariri Shopping, mas o fizeram somente até a linha férrea. O outro trecho estava com diversos entulhos, tornando-o perigoso principalmente à noite, com risco de os veículos que passam por ali se chocarem com as areias e pedras do local. Na última sexta-feira, finalmente retiraram o entulho e começaram a asfaltar o trecho.

     Não se compreende o porquê da lentidão do serviço: pra se ter uma idéia, em menos de duas semanas asfaltaram todo o caminho de Juazeiro a Crato. Por que terminar aqueles míseros quarteirões tem demorado tanto?

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Curso de Extensão Iniciativas Negras Trocando Experiências: DEBATES

24 11 2008

Dia 25 de Novembro de 2008 (Terça–feira)

Locais:SESC Juazeiro do Norte (Sala de Convivência) ) Manhã e tarde

                             URCA do Crato (Auditório) – Noite

Manhã – das 8h30 às 12h

 As religiões afro-brasileiras e a resistência da população negra no Brasil                    

IVONILDES DA SILVA FONSECA (UEPB)

Tarde – das 14h às 16h

Palestras dos alunos do N”BLAC (Núcleo Brasileiro, Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais) da UFC/Campus Cariri:

Os aparatos públicos de apoio às mulheres vítimas de violência

Marta Benjamim da Silva (Biblioteconomia) / Nicácia Lina do Carmo (Biblioteconomia)

Os conselhos dos negros, no Nordeste brasileiro.

Kyara Vasques Silva (Biblioteconomia) / Erinaldo Dias Valério (Biblioteconomia)

Religiões de matriz africanas: As mulheres de candomblé de Juazeiro do Norte

Reginaldo Ferreira Domingos (Filosofia) / Antonio Junior Sarmento (Biblioteconomia)

Movimentos sociais no viés da raça e gênero: pesquisas desde à margem

Profa. Dra. Joselina da Silva UFC / Cariri (Orientadora)

 

Noite – 18h às 21h30

Local: URCA do Crato (Auditório)

 

Apresentação cultural – Coral SANKOFA (Escola N.Sra. do Perpétuo Socorro, Regional I) – Fortaleza

Cotas para afro-descendentes nas Universidades públicas: Um debate atual.

DORA LÚCIA DE LIMA BERTULIO- Procuradora da Universidade Federal do Paraná (atual).

Coordenação: Prof. Dra. Joselina da Silva (UFC/ Cariri)

Realização: N”BLAC – UFC / Curso de Biblioteconomia  

Patrocínio: Fundação Ford                       Apoio: URCA (Crato) e SESC (Juazeiro)

Obs.: Serão oferecidas declarações de participação aos que estiverem presentes nas três sessões.

Fonte: Divulgação doEvento





Reflexão sobre a Internet

23 11 2008

Falta cada vez menos tempo

Dia desses, enquanto esperava uma página da internet carregar, pensava sobre todas as facilidades que o computador trouxe para a vida cotidiana. E fiquei imaginando que, se saíssemos descascando esse conjunto de benesses, tal como se fosse um abacaxi, possivelmente acabaríamos encontrando um único cerne: a economia de tempo.

É bem provável que a facilidade de comunicar-se fosse um dos últimos pedaços a cair, mas vale lembrar que o telefone, o correio e o telégrafo já existiam há muito e que o olho de vidro apenas aperfeiçoou esses contatos, através de muita rapidez e agilidade. Acontece que, de uns anos para cá, o feitiço vem se virando contra o feiticeiro. O aperfeiçoamento dessa ferramenta acabou criando outro espaço, com novos tipos de relações que exigem atenção e, logicamente, ele, nosso precioso tempo.

Ploft, caímos na armadilha. Agora, somos quase escravos de um lugar que não é real, mas que nos retém como se fosse. Gastamos horas em sites de relacionamentos, respondendo e-mails, conversando por programas de mensagens instantâneas, atualizando blogs, flicks, fotologs. Um sem-número de tarefas que consome boa parte do dia. Ou ele inteiro, se a conversa no msn estiver interessante e se o chefe não estiver por perto.

Lógico que também existem as vantagens. Não precisar ficar de pé duas horas, em uma fila de banco, vendo na sua frente uma fila de motoboys cheios de boletos, faturas e carnês é uma delas. Mas não creio que os jovens e crianças lotem as lan houses, por exemplo, para pagar a água e a luz. Ainda estamos no começo desse processo e, sendo bem otimista, há como convertê-lo. Mas é preciso que tomemos consciência disso antes que seja tarde demais. Ou melhor, enquanto ainda há tempo.

Pádua Sampaio

Fonte: Diário do Nordeste





Grandes shows, concertos, cursos e exposições

23 11 2008

Juazeiro sedia Lutheria Brasil

     Acontecerá em Juazeiro do Norte o encontro nacional dos luthiers (segundo a internet, o termo luthieria é de origem francesa (“luth” = alaúde). Luthier era quem construia alaúdes na época medieval, na Europa. E hoje o termo se aplicou a todo profissional de conserto e construção de instrumentos. O profissional de luthieria regula, restaura, transforma, adapta peças a instrumentos de cordas, sopro, percussão e também constrói instrumentos de acordo com as exigências dos músicos aliadas as possibilidades de desenvolvimento do instrumento em questão. Aí entra o conceito de instrumentos customizados que são personalizados e únicos.)

      E quem vai ganhar muito com esse encontro é a cidade de Juazeiro. Entre os shows, que acontecerão no Ginásio Poliesportivo, destacam-se os artistas nacionais Chico César, Ana Cañas, Choro de Três, André Madi, além de vários artistas da terra. Vejam a programação completa:

Espaço Sonoridades – Programação
Ginásio Poliesportivo – Juazeiro do Norte/CE
   
                      Artista – Quarta-Feira (26/11) Procedência   Horário

João Nicodemos

Crato/CE   21h

Chico César

São Paulo/SP   22h

Forró Tapera

Barbalha/CE   0h
Marcelo Randemarck  -  Quinta-Feira (27/11) Fortaleza/CE   21h
Luciano Brayner Juazeiro do Norte/CE   22h
Forró Tapera Barbalha/CE   0h
Treminhão                   -        Sexta (28/11) Recife/PE   21h
Choro das Três São Paulo/CE   22h

Hélida Germano

Juazeiro do Norte/CE   23h
Cícero do Assaré e Banda Cariri Crato/CE   0h
Geraldo Júnior          -     Sábado (29/11/08) Juazeiro do Norte/CE   21h
Calé Alencar           Fortaleza/CE   22h
Arice Morais Crato/CE   23h
Dr. Raiz Juazeiro do Norte/CE   0h
Flávio Leandro Juazeiro do Norte/CE   1h
Zabumbeiros Cariris   -   Domingo (30/11/08) Juazeiro do Norte/CE   21h
André Madi (Participação especial: Marcelo Mariano) São Paulo/SP   22h
Ana Cañas São Paulo/SP   23h
Fábio Carneirinho Juazeiro do Norte/CE   0h

Espaço Cego Oliveira – Programação Teatro Marquise Branca – Juazeiro do Norte/CE    

Atração - Quinta-Feira 27/11
Procedência 
 
Horário 
Orquestra de Flautistas do Guarani  
Campos Sales/CE 
 
19h 
Orquestra de Rabecas Cego Oliveira
Juazeiro do Norte/CE 
 
20h 
Duo Spes  
Brasília/DF 
 
21h 
Di Freitas              - Sexta-Feira 28/11 
Juazeiro do Norte/CE 
 
19h 
Orquestra Filarmônica Chapada do Araripe  
Araripe/CE 
 
20h 
Marília Vargas  
Basel, Suíça 
 
20h30min 
Grupo de Flautas UFC     - Sábado 29/11 
Fortaleza/CE 
 
19h 
Marcos Bonilla  
Porto Alegre/RS 
 
20h30min 
Hary Schweizer  
Brasília/DF 
 
21h30min 

     Além dos shows e concertos acima, haverá uma Oficina de Construção de Viola Caipira, outra de Reparos e Ajustes para Violino, Viola e Violoncelo e uma palestra sobre Arcos: História, Desenvolvimentos e Transições.
     Mais informações sobre a programação do evento clicando aqui.

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Estatização que não houve

22 11 2008

BB anuncia compra da Nossa Caixa

Banco federal vai adquirir 71,25% do capital social da instituição nas mãos do governo paulista

SÃO PAULO – O Banco do Brasil anunciou ontem a compra do controle da Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões. Pelo acordo firmado com o Estado de São Paulo, o BB vai adquirir o equivalente a 71,25% do capital social total do banco nas mãos do governo paulista. O pagamento será feito em dinheiro. Serão 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigidas pela Selic.
(…)

Agências

O vice-presidente do Banco do Brasil, Aldo Mendes, disse ontem que não mais que 30 agências precisarão ser fechadas em locais que, por razões econômicas, não caberiam duas agências – uma do BB e outra da Nossa Caixa. “A sobreposição é muito menor do que pensávamos no início”, afirmou.

O executivo informou que o BB era o terceiro em número de agências localizadas no Estado de São Paulo, com 772, atrás de Bradesco e Itaú. Ele ressalvou que o levantamento foi realizado antes da operação do Itaú com o Unibanco. Após o recente movimento de consolidação, Banco do Brasil e Nossa Caixa passam a liderar o ranking, com 1.324 agências. Itaú Unibanco possui 1.240, Santander Real tem 1.204 e Bradesco, 1.168. Segundo Mendes, o número de agências da Nossa Caixa foi um dos principais indicadores estratégicos da aquisição.

Mendes destacou que enquanto o crescimento dos bancos privados ocorreu de São Paulo para o Brasil, no BB o movimento acontece no sentido inverso. Ele citou ainda as compras do Banco de Santa Catarina (Besc), do Banco do Piauí e lembrou que já foram anunciados estudos para aquisição do Banco de Brasília.

Ao falar da consolidação do sistema financeiro nacional, Mendes citou que em 1995 cerca de 55% dos ativos bancários eram detidos pelos dez maiores bancos, e em junho de 2008 esse percentual era de 75%. Segundo ele, há um movimento de consolidação das instituições em busca de escala e eficiência.

Fonte: Jornal Tribuna da Imprensa

O Banco do Estado do Ceará, assim, podia ter sido vendido, mas na hora certa e aos donos certos.





Hoje tem festa do verdadeiro forró!

21 11 2008

     Hoje à noite temos show do forró autêntico, na Casa de Taipa em Barbalha, com Dominguinhos, Fábio Carneirinho e Ítalo & Reno.

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DN entrevista Geraldo Júnior

21 11 2008

     O Diário do Nordeste, edição de ontem, fez boa entrevista com o artista de Juazeiro Geraldo Júnior no seu Caderno 3. Vejam só:

Caminhos da música cariri

Ex-integrante do Dr. Raiz, um dos grupos mais representativos do atual som do Cariri, Geraldo Júnior conversou com o Caderno 3, durante a Mostra Sesc. Em pauta, sua atual carreira solo no Rio de Janeiro, o CD ´Calendário´, a convergência estética – e a pluralidade – dos músicos do Cariri e os desafios desses artistas em busca de maior repercussão.

Como é estar de volta ao Cariri pela primeira vez, após a mudança para o Rio de Janeiro?

A oportunidade de vir ao Cariri surgiu quando nos agregamos ao grupo de teatro Filhotes de Leão, dirigido por Sidnei Cruz. Fizemos as músicas pra um espetáculo deles, com um texto do Arthur de Azevedo, e estamos gravando um disco com esse trabalho. Se não fosse isso, a gente não tinha vindo. Não que a gente não quisesse, mas a gente não chegou a mandar material (para a seleção da Mostra), porque não daria tempo de preparar o show novo. A gente lançou o disco (´Calendário´) agora, e tá fazendo a divulgação lá no Sudeste. Com esse trabalho, a gente não teria como se bancar pra vir pra Mostra este ano. Estamos no Rio faz cinco meses, mas ainda é um período de adaptação. Tínhamos planejado ir pra São Paulo, mas começaram a aparecer coisas no Rio, e fomos ficando, eu, Ranier (Oliveira, acordeonista e pianista) e Flauberto (Gomes, percussionista). Naturalmente, a gente ficou muito feliz de estar no Cariri, com essa oportunidade. Eu tô desde a primeira Mostra, ou produzindo, ou me apresentando.

Como é que vem sendo o dia-a-dia no Rio? E o espaço para o trabalho tem surgido como vocês imaginavam?

Estamos morando perto da Lapa, tem uma movimentação, dá pra ir pra lá a pé, quando a gente vai tocar. E os espaços têm surgido. A gente se apresentou no Sesc, nos espaços da noite, com o projeto paralelo Forró de Raiz… Fizemos o show do CD na Livraria Saraiva, tocamos no Circo Voador no Tangolomango, no Rio Cenário, no Democráticos… Temos gostado. É muito bom pra gente, pelo lado profissional, mas o trabalho da gente tem muito do Cariri, e a gente sente muita falta daqui.

A concorrência lá também é bem maior…

Sem dúvida. Lá a gente tá disputando espaço direto com os nomes nacionais. Tocamos onde Alceu, Cordel, Geraldo Azevedo toca. De lá a gente já tem amizade com o Yamandu. Existe essa proximidade. Mas a gente saiu daqui sem essa falsa idéia do Sudeste. Foi mesmo na necessidade de dar uma saída. É óbvio que lá é o centro do País ainda, pelo vetor de trabalho, mas a gente chegou sem deslumbramento. E lá a gente vê que o nível técnico, inevitavelmente, tem que subir muito. Tudo, do palco ao material que a gente manda pros projetos, tem que ter muita qualidade. Levando isso em conta, acho que o disco tá sendo bem recebido. Ainda não temos um produtor só nosso, mas é uma função que nós também fazemos, eu já tinha essa experiência, já viajava. E todo mundo tem nos recebido bem.

O Dr. Raiz, no show na Mostra Sesc, fez questão de homenagear você. Olhando de hoje, você vê a sua saída da banda como inevitável? E o que você achou do show?

Rapaz, eu cheguei na hora, fui direto pro show, mesmo vindo da maratona do Tangolomango. A saída do grupo foi mesmo uma necessidade do trabalho. Foram quase 10 anos de convívio, ou até mais. Aí foi bem difícil, uma separação mesmo. A questão maior pra sair foi a impossibilidade dos meninos viajarem. Até querer eles queriam, mas não podiam. E aí a gente não tinha como crescer. Eu tava me achando limitado, porque tava desgastando, o mercado é muito fechado. Até antes a Secult tinha um circuito de eventos em todas as regiões, e aquilo nos ajudou muito, por muito tempo. Depois disso a gente tinha planos de viajar, mas passou a haver dificuldades, inclusive nas composições e tudo, em função dessa coisa, dos meninos não terem condição de parar. Tanto que, com a minha saída, os meninos tão gravando o disco novo, mas dentro do tempo que eles têm. E eu parei faculdade, parei tudo. Hoje não tenho casa, vendi minha moto pra pagar o disco. Eu conversei, disse que entendia a situação, mas que eu tinha trabalhado pra isso. E aí, com toda a dor no coração, saí e depois encontrei outras pessoas a fim de viajar. A idéia era montar outro grupo, mas, como não tinha músicos fixos, usei o Geraldo Júnior, até pra diferenciar do (guitarrista cearense) Júnior Boca (nome utilizado também por Geraldo Júnior, quando integrante do Dr. Raiz). Quanto ao show deles, eu gosto muito do trabalho, mas acho que falta uma pessoa pra dar uma movimentação maior, cantando. Até falei com o Dudé, que as pessoas sentem falta disso. Os meninos estão em processo, mas eu gostei do show. Estou torcendo por eles.

Hoje, nos seus shows, você conta com o Ranier e o Flauberto…

É verdade. Inclusive o Beto Lemos, do Carroça de Mamulengo, que também foi do Dr. Raiz e do Zabumbeiros Cariris. E quando a gente faz o show do CD, que pode bancar todo mundo, tem também o Antônio Queiroz, o Beto Lemos e o Francisco Gomide, do Carroça, mais eu, Ranier e Flauberto. Viola, violão, rabeca, flauta, zabumba, baixo.

Que avaliação você faz dessa geração de vocês, do Dr. Raiz, do Zabumbeiros, de outros cantores e compositores do Cariri? Que acertos e erros cometidos você enxerga?

Não posso dizer que essa visão é só agora, que a gente tá fora, mas por essas viagens todas que a gente fez. Essa coisa de sentir saudade, de não romper essa ligação direta com a região, porque indireta a gente sempre tem, o nosso trabalho é musica caririense. Chamamos de música cariri, porque a essência da música tá aqui. O que posso dizer é que tem uma galera fazendo uma musica nova, fora do clichê de música de raiz. Sabendo que fazer música de viola, de pífano, não é a única verdade. E nossa ideologia é fincada na realidade da gente, com essa grande diversidade cultural – e não apenas ligada à cultura popular tradicional. Mas esses trabalhos, Zabumbeiros, Dr. Raiz, Luciano Brayner, Ermano Morais, a gente, o Ranier, o Flauberto como instrumentistas, o Beto Lemos, o Carroça, um trabalho mambembe mas que hoje se pode dizer que é do Cariri, todo esse pessoal eu acho que o que tá fazendo de certo é ter humildade. E cabeça aberta, no mundo. O pessoal já teve oportunidade de viajar também. E mesmo os que optaram por ficar aqui, ou não puderam viajar, estão trabalhando, mesmo com toda a dificuldade. Não existe um mercado consumidor, pra gente poder montar um show, gravar um disco, fazer esse show e começar um novo ciclo. E mesmo assim o pessoal continua. Mesmo quem não é ligado à cultura popular, como o pessoal do hip-hop e do rock que fala do Cariri. E a gente tem contato com trabalhos como o do Abidoral (Jamacaru), o Luís Fidélis, o (Luís Carlos) Salatiel, o Zé Flavio, Dihelson Mendonça, Ibbertson Nobre… A gente vem crescendo junto com esse pessoal.

Mas também se percebe nos músicos locais um olhar crítico em relação à própria Mostra Sesc. Há queixas sobre diferenças de cachês, horários, espaços de shows, em relação a artistas de fora. Como você analisa essas reclamações?

Eu sempre digo que tem uma galera que vem trabalhando há mais tempo, mas se você pegar esses 10 anos de Mostra, com certeza a formação de público pro artista local é uma coisa antes e outra coisa depois da Mostra. Acho que a classe artística caririense ainda precisaria ter mais representatividade. As festas da região, antes todas tinham espaço pros artistas locais. Hoje não é assim. Falta sensibilidade dos produtores, das prefeituras. E a classe artística cearense poderia estar melhor organizada para cobrar esse espaço. Houve uma época em que tava acontecendo muita coisa e a gente tinha mais contato com Fortaleza, principalmente ali no Movimento Cabaçal (início dos anos 2000), que a gente conquistou muita coisa. Havia comunicação entre os grupos, e o público de todo mundo se juntou. Agora, uma entidade como o Sesc, eu acho que eu sou suspeito pra falar, mas eles sempre tiveram muito carinho com o pessoal daqui. Uma coisa que vejo como produtor e cidadão é que muitos artistas ainda não conseguem acompanhar a coisa da produção, de ter um ´release´, ter um material, um show preparado. O cara que se apresentou ano passado critica porque não entrou este ano, mesmo sem ter mandado um projeto novo. Às vezes eu tava na Mostra e chegava um artista daqui no último dia de inscrição, ou já depois do prazo, com um ´release´ manuscrito, pra se inscrever. A gente ficava até triste, ajudava, digitava. Mas essa dificuldade é porque não existe mercado, nem políticas públicas, pra que isso se desenvolva, pra que o show possa ser apresentado, que o artista possa ter um retorno financeiro. Só existe a mostra, o BNB e um ou outro evento escasso. O Sesc ainda tem uma série de atividades, que na verdade culminam na Mostra. Os cachês são baixos, mas não são distantes do que o BNB, por exemplo, paga em Fortaleza. Pra mudar isso, não vejo que seja uma questão apenas do Sesc. Inclusive existem artistas que criticaram a programação em outros anos, foram convidados pra fazer a curadoria e não aceitaram, porque sabem do peso que é, da responsabilidade que vão ter que enfrentar depois. Mas a questão maior é da nossa organização pra construir esse mercado.

DALWTON MOURA
Repórter – Diário do Nordeste





Governador da Paraíba é Cassado

21 11 2008

     Na Paraíba (onde moram muitos cearenses do Cariri), foi confirmada ontem à noite a cassação dos mandatos do governador, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice José Lacerda Neto (DEM), por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. O Senador José Maranhão (PMDB) foi o segundo colocado nas eleições estaduais de 2006 e deve renunciar ao seu cargo atual para assumir o governo da Paraíba.

O caso

     As suspeitas contra Cunha Lima e Lacerda Neto se referem ao chamado Caso Fac que trata de suposto uso político de programas assistenciais da entidade. De acordo com as investigações contidas no processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda.

     As irregularidades teriam sido cometidas durante ano eleitoral de 2006, por intermédio de um convênio firmado entre a Fac e o Fundo de Combate à Pobreza. Em janeiro, a PGE (Procuradoria Regional Eleitoral) da Paraíba informou ter encerrado as investigações sobre o possível uso político de programas assistenciais no Estado.

Fonte: Folha OnLine





Vagando entre universos paralelos

21 11 2008

 Por Franzé Matos

Vagando entre universos paralelos,

Visando algumas respostas encontrar,

Dirijo-me ao infinito,

E contemplo o limbo metafísico,

Do encontro pós-físico de todos os paralelos,

Na estranha viagem da minha alma,

Com medo vociferante do desconhecido,

Contemplo embevecido idéias cristalizadas,

E linhas curvas formadas e deformadas

Por uma força incomum,

A que nenhum homem pode se eximir de sentir,

E a esta força indescritível,

Que a tudo animou,

Não consigo explicá-la por palavras e sentidos,

Pois corro o risco de me atirar em litígios,

E viver um ostracismo,

De tentar conceituar o que nem se pode imaginar,

Sendo assim, deixo-lhe uma ingrata missão,

Se quiser encontrar seu verdadeiro ser,

Liberte-se de tufo que pensas ter,

E finque os pés nos desconhecidos,

Pois as respostas estão nos abismos,

E não tão visíveis, que a qualquer momento possamos imaginar.

Joaseiro.com





Alunos de Juazeiro ficam sem transporte para ir à URCA do Crato

19 11 2008

     Estudantes da URCA (campus do Pimenta, no Crato) residentes em Juazeiro procuraram o Joaseiro.com para reportar fato acontecido hoje. O ônibus, que é oferecido pela Prefeitura de Juazeiro para transportar os estudantes e trazê-los de volta gratuitamente, foi parado por uma blitze do DERT na altura do Sítio São José, na fronteira entre os dois municípios e impedido de seguir seu percurso. Segundo os alunos, não é a primeira vez que isso acontece.

     O ônibus é da Viação São Francisco, porém o veículo é todo pintado de vermelho e não possui identificação. O principal problema, no entanto, é a superlotação e esse foi o motivo de fazerem os alunos descerem e continuarem seu percurso de outra forma. É muito estudante pra pouco ônibus. Além do constrangimento de ter que descer do ônibus e terem suas atividades atrapalhada, os estudantes também relataram que ficaram constrangidos com uma equipe de reportagem da TV Verdes Mares que chegou ao local para entrevistá-los. Segundo eles, o repórter queria induzir as respostas dos estudantes e pediu pra que eles não apontassem culpados.

     Nem precisava: os culpados e as soluções para o problema estão bem evidente pra todos: a Prefeitura precisa colocar mais ônibus à disposição dos alunos e a Viação São Francisco precisa melhorar a qualidade dos seus ônibus, oferecendo mais segurança aos seus passageiros.

Joaseiro.com





Neno Cavalcante lança livro amanhã em Fortaleza

19 11 2008

     O colunista do Diário do Nordeste e apresentador da TV Diário Neno Cavalcante lança amanhã seu primeiro livro (e como ele mesmo diz, o último) “Era…” nos jardins do Ideal Clube em Fortaleza. Boa pedida para quem estiver na cidade, conhecer melhor a história de 30 anos de jornalismo combativo, crítico e bem-humorado do grande Neno. Pra quem não conhece, veja trecho da coluna “É…” de hoje:

Justo pelo pecador: Tenho dificuldade em aceitar manifestações que atinjam os que não têm nada a ver com a história. A decisão de remunerar melhor, por exemplo, os professores da rede oficial não é minha nem sua, mas das autoridades públicas. Desse modo, não é justo que você ou eu seja impedido de se deslocar pelo motivo dessa categoria ter fechado uma via como forma de protesto. A única manifestação que pode legitimamente obstruir via pública é aquela em que a população clama por barreiras físicas e acostamento em trecho de rodovia onde se excedem de acidentes e mortes.

     Quem quiser saber mais do Neno, pode acessar seu blog “Caminhando e Cantando” (www.contraimitacoes.blogspot.com) ou assistir ao “TeveNeno” todos os dias às 22h na TV Diário. Abaixo, matéria do Caderno 3 do Diário sobre o lançamento do livro.

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“É…” de novo

Neno Cavalcante na redação do Diário, de onde tece as notas a seu extenso ´leitorado´: ´Uma coluna diária é um desafio, mas hoje escrevo por música´ (Foto: PATRICIA ARAUJO)

Colunista do Caderno 3, o jornalista Neno Cavalcante celebra três décadas de profissão recontando saborosas histórias em ´Era…´, livro que tem lançamento amanhã, às 17h, no Ideal Clube

Nos bastidores das redações de jornal, há uma historinha recorrente, que costuma voltar à baila quando algum colega anuncia a celebração de seus 20, 30, 40 anos de jornalismo. Diante da notícia da efeméride, quase sempre acompanhada de uma festa ou de outro tipo de homenagem, uma figura experiente se impressiona: ´Nossa, Fulano já tem 40 anos de jornalismo! E eu, quantos será que tenho?´. Ao que um interlocutor responde: ´De jornal, eu sei que são muitos anos. Mas de jornalismo…´.

A lembrança vem a propósito dos 30 anos de jornalismo – não apenas de jornal, ressalte-se – de José Nairton Quezado Cavalcante. O nome na carteira de identidade pode não soar conhecido a muitos, e o próprio homenageado do encontro de amanhã, às 17h, no Ideal Clube, reconhece que não conseguiu, conforme o registro de batismo, encontrar combinação que o satisfizesse para a assinatura. A solução foi dada pelo amigo Guto Benevides, que uniu o apelido de infância ao derradeiro sobrenome. Ficou, assim, Neno Cavalcante. Hoje sinônimo, no Ceará, de jornalismo opinativo com personalidade em conteúdo e forma – seja nas notas breves de sua coluna diária no Caderno 3, ou nos ´drops´ entremeados por vinhetas de seu ´Teveneno´, na TV Diário.

Em comum a ambos, a verve irônica, o gosto pela crítica, o diálogo com o leitor/espectador. Tudo permeado pelo humor bem cearense, responsável pela consagração de bordões hoje indissociáveis da fala do povo. ´Indissociáveis´? ´Ihiii!!! É o novo!´.

Um olhar em perspectiva sobre esses 30 anos de dedicação ao jornalismo está agora disponível em forma de livro. ´Era…´, que tem lançamento amanhã, reúne notas publicadas por Neno Cavalcante com relação ao 30º aniversário de batente. ´Na verdade, agora são 31 anos, porque passei exatamente um ano depois do aniversário, a partir de 13 de agosto de 2007, publicando essas notas, lembrando os 30 anos´, detalha, em papo na redação do Diário, deixando momentaneamente o cantinho onde elabora sua coluna – e de onde literalmente recorre ao soprar de um apito para clamar por silêncio, diante das ´gaitadas´ e conversas em alto volume por parte dos colegas. Inclusive deste redator.

´Foi um ano que passou muito rápido, em meio a tantas lembranças. Quando comecei a publicar essas notas sobre os 30 anos, uma coisa foi puxando outra, as pessoas me lembravam histórias, muita coisa foi surgindo´, acrescenta, sobre a novidade nas colunas, que acabaria por suscitar a idéia da publicação em outro formato. ´O Humberto Cavalcante, presidente do Ideal, me perguntou se eu não pensava em lançar um livro. Eu disse que não tinha essa pretensão. Mas ele insistiu: ´Por que não colocar no livro essas historinhas?´´.

Memórias em croniquetas

Provocação aceita, o resultado são as páginas de ´Era…´, trazendo em notas curtas – ou ´croniquetas´, no gênero apontado pelo professor do Curso de Comunicação Social da UFC Ronaldo Salgado, editor do livro, ex-colega de redação e eterno amigo de Neno, para os textos com os quais o colunista compõe um mosaico de memórias, histórias, opiniões, observações. Quase como um bate-papo oferecido ao leitor, em páginas que rapidamente escorrem pelo olhar – com algumas gargalhadas pelo caminho.

´Reuni as notas que achei mais engraçadas, ou importantes, se é que posso usar esse adjetivo, e acrescentei outras que não tinham entrado no ´período curricular´. Também adaptei um pouco a linguagem pro livro´, diz Neno, que não tem dúvida ao indicar como sua coluna mais importante a publicada após o cerco de policiais a trabalhadores rurais sem-terra, na avenida Bezerra de Menezes, em Fortaleza, em dezembro de 1997. ´Fiz a coluna inteira sobre aquele verdadeiro massacre, e teve uma repercussão muito grande. Foi um episódio muito triste, a polícia pisoteando até os alimentos que os moradores haviam doado, solidários com aquela gente desafortunada´, recorda, para resumir o princípio em que procura balizar sua atividade. ´O jornalismo tem que visar ao bem coletivo, não pode atender a interesses individuais ou de grupos. Você pode até trazer algo que aconteceu com você, mas desde que haja um sentido coletivo, de você falar de algo que afeta outras pessoas também´.

Consciência presente, segundo ele, desde seu início no jornalismo, em agosto de 77, atendendo a convite do irmão, Lúcio Brasileiro, a quem já secretariava no jornal O Povo, para fazer uma coluna sobre ´jovem sociedade´. Em ´Era…´, Neno revela ter hesitado, antes de aceitar a proposta. ´Isso decididamente não tinha nada a ver comigo. Conversei com o meu amigo Maneco (Emmanuel Carvalho Lima, grande sujeito) e ele sugeriu: ´Faça do jeito que ele quer e depois vá impondo o seu estilo´. Peguei corda e já de saída fiz meio a meio´.

Um ano e meio depois, uma outra experiência: a de assessor parlamentar, integrando a equipe do deputado federal Paulo Lustosa. ´A ida pra Brasília me fez passar por um processo de politização maior. Ainda peguei o Congresso em um nível mais alto que o de hoje´, compara, admitindo que a experiência lhe serviu de base para as constantes ´cutucadas´ a parlamentares, já na coluna diária ´É…´, que ele assumiria a convite de Maurício Xerez, aproveitando a sugestão de Ubaldo Solon para batizá-la em referência à famosa peça de Millor Fernandes. E tome ´Vereador, por que o senhor é desse jeito?´. Ilustrando passagens desses 30 anos, entre figuras da política (destaque para Leonel Brizola), da música (de Fagner a Manassés e Alex Holanda), do esporte (de Gildo e Reinaldo a Sérgio Redes e Garrincha), ´Era…´ convida à retrospectiva de uma trajetória que, a depender de seu protagonista, ainda promete muito mais.

30 ANOS – “Era…”
Neno Cavalcante
R$ 30,00 (R$15,00 para estudantes) - 184 páginas
Lançamento amanhã, às 17h, no Ideal Club (Av. Mons. Tabosa, 1381) Entrada franca.

DALWTON MOURA
Repórter – Diário do Nordeste





Falta bom-senso no trânsito

17 11 2008

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     A foto acima é o retrato da falta de noção de quem organiza o trânsito em Juazeiro. Há uns dois meses puseram novos semáforos em vários cruzamentos da cidade, e um deles é o da foto, no encontro das Avenidas Ailton Gomes com Carlos Cruz, próximo à igreja dos Franciscanos, beirando à linha férrea. Há tempos que o local precisava mesmo de um semáforo, afinal há um entroncamento de simplesmente 8 vias ali no local (cidade não-planejada dá nisso!). Porém, qual o sentido de pôr um semáforo e TAMBÉM um redutor de velocidade (aquelas ‘tartarugas’ horríveis)?

     Quem vem dirigindo na rua e vê o semáforo aberto, ainda assim tem que reduzir a velocidade, quase parando, se não quiser perder o amortecedor do seu veículo. Com isso, acaba perdendo a vez de passar. Ou pior: muitos passam quando o sinal está amarelo, e como há relativamente uma grande distância até conseguir passar pra via que se quer (é preciso atravessar a linha férrea vagarosamente, atentando também para possíveis trens passando ali), o semáforo acaba ficando vermelho, conseqüentemento ficando verde para quem está na outra via, quando ainda se está no meio do cruzamento, podendo ocasionar acidentes. Além disso, todo semáforo pressupõe uma faixa de pedestres, que até agora não foi pintada lá. E aí os motoristas não sabem onde parar quando o semáforo está vermelho. Alguns param antes do redutor, outros param depois, e o pedestre fica sem lugar pra atravessar a rua.

     Alô, Demutran! Vamos trabalhar! Arranquem esses redutores de velocidade e pintem faixas de pedestres no local!

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Acima, carro freando pra passar no redutor de velocidade e o semáforo ficando amarelo

Pauta sugerida pela leitora Cimara

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Sentimentos calados

16 11 2008

Por Franzé Matos

Sentimentos calados

Em espaços fechados

Numa luz que se apaga

 

Do breu que se anuncia

Minha alma irradia

Uma fagulha de esperança

 

Em amores latentes

Florescem pungentes

Herança da filosofia

 

Caminho que se abre

Entre as sombras que já sabem

Que este ser não podem assombrar

 

Uma razão treinada

Visceralmente incrustada

De uma sutil sensibilidade

É condição para a liberdade

E todo medo enfrentar

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Hoje tem Overdoze!

15 11 2008

     Confira a programação:

http://mostracariri.wordpress.com/programacao/overdoze./

     Bons Espetáculos!

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O Caderno de Saramago

14 11 2008

Dogmas

Novembro 12, 2008 by José Saramago

Os dogmas mais nocivos nem sequer são os que como tal foram expressamente enunciados, como é o caso dos dogmas religiosos, porque estes apelam à fé, e a fé não sabe nem pode discutir-se a si mesma. O mal é que se tenha transformado em dogma laico o que, por sua própria natureza, nunca aspirou a tal. Marx, por exemplo, não dogmatizou, mas logo não faltaram pseudo-marxistas para converter O Capital em outra bíblia, trocando o pensamento activo pela glosa estéril ou pela interpretação viciosa. Viu-se o que aconteceu. Um dia, se formos capazes de desfazer-nos dos antigos e férreos moldes, da pele velha que não nos deixou crescer, voltaremos a encontrar-nos com Marx: talvez uma “releitura marxista” do marxismo nos ajude a abrir caminhos mais generosos ao acto de pensar. Que terá que começar por procurar resposta à pergunta fundamental: “Por que penso como penso?” Com outras palavras: “Que é a ideologia?” Parecem perguntas de pouca monta e não creio que haja outras mais importantes…

Publicado em O Caderno de Saramago

Fonte: caderno.josesaramago.org

(CLIQUE PARA ENTRAR)

Nós do joaseiro.com somos incentivadores (e leitores) do blog em que o caro José Saramago escreve suas divagações, senão para a posteridade, para nossa vaga e temporal virtualidade. Algo de perene, sem dúvida, nesse mar de águas passageiras.





Asfalto e acidentes na rodovia Juazeiro-Crato

12 11 2008

     Duas coisas boas: a primeira é que estão asfaltando a Avenida Padre Cícero, que liga nosso Juá ao Crato (e o asfalto parece ser de boa qualidade); a segunda é que a nova camada de pavimentação cobriu aquela infinidade de redutores de velocidade desnecessários entre as duas cidades. Além das 5 lombadas eletrônicas, os carros e motos ainda tinham de lidar com as “tartarugas” que fazem a alegria dos mecânicos e vendedores de amortecedores e suspensões de veículos. (Tomara que não venham colocar essas quinquilharias de novo!)

     PORÉM, há um ponto em que um redutor de velocidade (ou alternativamente um semáforo) seria essencial: na rotatória de Juazeiro que dá vazão aos veículos que vão ao Crato e a Barbalha. Quem vem do Crato, por exemplo, e vai entrar em Juazeiro ou seguir direto para Barbalha, deve parar e dar a preferência (que é de quem está dentro da rotatória, segundo o Código Brasileiro de Trânsito). No entanto, os motoristas têm passado direto e provocado acidentes naquele local. O mesmo vale pra quem está saindo de Juazeiro e vai seguir em linha reta para o Crato ou entrar na rotatória para ir a Barbalha. Algo tem que ser feito JÁ para evitar mais acidentes.

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Educação desprezada pelo Governo do Ceará

10 11 2008

Cristovam propõe mobilização por piso salarial dos professores

Cristovam Buarque (PDT-DF) conclamou o Congresso e a sociedade a empreenderem uma “guerra santa” para defender a lei que fixou em R$ 950 o piso salarial nacional para os professores. O senador manifestou sua indignação diante da ação direta de inconstitucionalidade que os governadores do Ceará, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul impetraram no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a nova lei.

Segundo o parlamentar, a lei foi aprovada, quase por unanimidade, na Câmara dos Deputados e do Senado e, posteriormente, sancionada pelo presidente Lula.

- Quem é contra essa lei deve ter aversão às crianças e desprezo pela educação, e não entende que somente por meio de uma melhor educação o Brasil poderá chegar ao pleno desenvolvimento que todos desejamos – disse Cristovam.

Fonte: Jornal do Senado

Comentário: que bonito, hein, seu Cid Gomes?!





Eventos Científicos no Cariri

10 11 2008

     Tem sido grande o número de eventos acadêmicos na área de Saúde aqui na região do Cariri. Para se ter uma idéia, semana passada a Faculdade Leão Sampaio promoveu eventos através dos cursos de Biomedicina e também de Psicologia (I Jornada de Psicologia do Cariri). No próximo fim de semana, é a vez da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ) promover mais muma Jornada de Saúde da Família. Também é o início do Curso de Feridas, Estomias e Incontinências, promovido pelo Curso de Enfermagem da URCA. Ainda teremos o último fim de semana da Jornada de Doenças Tropicais, que está acontecendo na Faculdade de Medicina do Cariri (UFC – Barbalha). Tudo isso em apenas dois finais de semana, sem contar todos as outras jornadas, cursos e simpósios já promovidos esse ano!

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Texto do Leitor

10 11 2008

Homenagem ao Aniversário de Aurora

125 anos de emancipação cívico-política,
lutas e conquistas…
Esta é Aurora – Cidade aprazível e bela
De um povo forte e destemido.
Rainha do Cariri e que o Ceará tanto adora.
Encantamento natural de vales e serras
De um chão de riquezas em que o rio Salgado
Dorme, corta e fertiliza.
Cidade do Menino Deus,
Serra Azul, Aldemir , Ermenegildo e Amarílio.
Nem sua feição mais moderna
fê-la esquecer e se despir do seu antigo encanto,
há muito preservado e pastoreado pela história afora.
Da taberneira Aurora ao lado do rio,
aplacando o cansaço dos visitantes.
Do Negro Benedito zeloso na sua capela
Dobrando o sino do império,
Para provar ao coronel do Casarão
Que a sua fé era ainda mais forte
Do que o preconceito.
Aurora do entroncamento do primeiro trem – a Maria-fumaça.
Da grandeza do seu “ouro branco” – o algodão.
Da brava Marica, dos visionários padre França e padre Luna.
De Lampião, Massilon, Izaías e seus coiteiros na Ipueiras.
De padre Cícero, Bartolomeu e as minas do Coxá.
Da jagunçada: invasão e saque de 1908.
Aurora de um passado quase hermético,
Altissonante de batalhas e tantas glórias.
Mesmo, com tanta história para contar,
Aurora hoje, é uma jovem debutante.
que sonhara se fazer mulher-centenária
apenas para se mostrar de vez para o Ceará e o mundo
os sues dotes de mulher amada.
Além do quanto “trágica e tremenda” foi a sua história.
Seu aniversário por isso é uma festa de congraçamento
entre seus filhos, como um encontro de velhos amigos.
Um marco entre gerações que nunca perderam de vista
O sonho, a utopia, a esperança de sempre acreditar
numa Aurora possível, moderna e renovada.
Tal qual uma criança enviada pelos deuses
que ainda hoje permanece de braços abertos
sempre disposta a abraçar o tempo futuro.
Num abraço forte e altaneiro
com a exata dimensão do Salgado.
Aurora, guarida primeira dos índios Kariri-novos,
oriundos do além-fronteiras,
das sequidões da distante Borborema.
Aurora, orgulho indelével do Cariri -
Oásis de eternas grandezas enamorando os poetas.
Sonho de vitória de um povo a se espalhar pelo mundo afora.
Terra do sem-fim de uma gente humilde, feliz e hospitaleira
a carregar nos próprios ombros, pelos anos afora,
toda a coragem necessária para a vitória.
Como no próprio peito, a ousadia de sempre construir novos caminhos.
Aurora é sinônimo de felicidade, ode à vida…
Pura crença num amanhã de conquista.
Esperança de um mundo melhor.
Voz de um povo que nunca se cala.
Amor a se derramar pelas veias e pelo chão,
com se fossem as enchentes do Salgado
por entre tantos, que porventura
não tenham olhos para ver os horizontes do porvir
estampado no sol nascente
da Aurora que se renova graciosamente e bela
em todas as manhãs;
Como donzela a se enfeitar para o amante.
Ou os Kariris a se pintar para a guerra.
Aurora é por fim, um estado de espírito.
Puro deslumbramento juvenil e coletivo
De uma gente que pensando grande,
Jamais perdeu a capacidade de acreditar.
Muito especialmente em todos os 10 de novembro
De cada ano.
Aurora é uma saudade eterna: máximo saudosismo
de um passado que nunca passa….
José Cícero da Silva
Homenagem aos 125 anos de Aurora em 10/11/2008
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E a Mostra SESC continua…

9 11 2008

Boletim 10ª Mostra SESC Cariri de Cultura

09/11/08

Um dos objetivos do Blog da Mostra é interagir com o público que vai ao evento e também levá-la um pouco mais para perto de quem não conseguiu comparecer nesse ano. Lá, você encontra entrevistas, programação, fotos, áudio e vídeos para que nada fique de fora. 

O mais bacana é que você pode acessar e deixar sua opinião, nos ajudando a melhorar cada vez mais esse conteúdo. O Blog da Mostra é atualizado constantemente, chega por lá!

Confira hoje:

“Os cabinha” da Fundação Casa Grande convidam para a 10ª Mostra.

A Terreirada hoje é na casa dos Irmãos Aniceto.

 
Blog da Mostra Sesc Cariri de Cultura
http://mostracariri.wordpress.com
Fonte: Organização da Mostra SESC