A vez dos negros

9 11 2008

 hamilton-e-obama

Fonte: Blog do Noblat





Texto do Leitor

4 11 2008

Carta de um Juazeirense um tanto quanto insatisfeito

 

Mesmo de longe, acompanhando diariamente as notícias via internet da terra do “Padim Ciço”, fico preocupado com a situação alarmante que vem se instalando nesse centro comercial, religioso, turístico e cultural. Sou estudante de Medicina da Universidade federal de Alagoas e há seis anos saí, temporariamente, da minha terrinha.

            Juazeiro do Norte a cada dia vem se mostrando uma cidade pequena estruturalmente. É incrível a falta de políticas eficazes para receber aqueles que sustentam a cidade – os Romeiros  – e para manter os habitantes e visitantes de todos os lugares do Brasil . A cidade é a mesma com 250 mil e com 800 mil habitantes. O centro da cidade se torna um emaranhado inconfundível de pessoas, carroças, camelôs e romeiros. Sem contar o calor esgotante, atrelado à falta d’água é claro.

            A segurança pública é uma piada. Somos a maior cidade do interior do Estado e, à disposição se encontram apenas duas viaturas que, como diz o poeta Pedro Bandeira, “na subida falta força e na descida falta freio”. O governo cearense nunca nos olhou com bons olhos, isso é fato. Mas não é argumento, pois temos deputados eleitos pela região, já tivemos um senador na última gestão, e acima de tudo, um curral eleitoral decisivo.

            A saúde é uma falácia. Não temos um hospital de urgência e emergência de qualidade. Dependemos da boa vontade dos municípios de Barbalha e Crato. Juazeiro possui somente 92 leitos para internação em estabelecimentos públicos, segundo o IBGE. Não dispõe de uma Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), presente em cidades de médio e grande porte. A saúde em Juazeiro está doente, agonizando e ninguém a salva. Mas como, se não tem onde interná-la?

            Falando um pouco da infra-estrutura, pergunto: que estrutura temos? A cidade se encontra abandonada. O trânsito crescente e caótico sem nenhuma ação do órgão municipal, que sem dúvida, já caiu no gosto popular, pois não se faz ações de fiscalização na cidade; e isso os motoristas e motoqueiros de Juazeiro adoram. Andar sem capacete e sem cinto é uma necessidade para essas pessoas, esquecendo que a vida é o principal. Foram distribuídos na cidade vários sinais de trânsito, como se isso fosse a solução. A cada tropeço, um sinal. O Centro de Apoio ao Romeiro está jogado, servindo apenas de morada para alguns cães e gatos e de poluição visual para quem vai em direção à Caririaçu.

            Não vou me alongar tanto nesse intróito texto. Ele representa a sensação de um juazeirense que por ora está estudando em outro Estado. Deixo aqui o meu protesto e pedido a todos, incluindo os políticos, que olhem com carinho a nossa cidade tão bela e sofrida. Aproveitando a inspiração do Dia de Finados e aconselho aos meus conterrâneos que “não morram” agora, pois só temos um rabecão que serve toda a região do Cariri, logo até os mortos sofrem. Grande abraço.

                                                              

  Júlio Onofre, Maceió-AL

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Papel da imprensa

4 11 2008

     Deixamos passar toda a fase de sensacionalismo que envolveu o chamado “Caso Eloá”, o seqüestro seguido de morte acontecido mês passado em Santo André – SP. Muito já se falou a respeito e não queremos nos repetir. No entanto, queremos questionar um aspecto específico, o papel da imprensa nesse caso. Veja o vídeo abaixo, em que apresentadores de um fútil e imprestável programa da Record pedem ao seqüestrador para dar um ‘xauzinho’ para as câmeras:

          Os apresentadores se gabam de terem conseguido uma entrevista e dizem que querem o sinal apenas para acalmar as famílias. Na verdade, claramente o que eles queriam era participar, interferir, ser protagonistas. Se acabasse tudo bem, eles diriam: “Olhe, bem que nós dissemos! Nós antecipamos em primeira mão, falamos com exclusividade (ô palavra nojenta!) com ele, nós já sabíamos, nós somos os melhores!”. Tudo o que queriam era audiência, prestígio!

     Agora vejam esse outro vídeo, com a quantidade de programas que entrevistou o seqüestrador (na verdade, ele falou com muito mais repórteres do que esse vídeo mostra):

     Cabe dizer que o seqüestrador tinha problemas mentais: estava nervoso, era passional, dizia que ia se matar, que a vida não fazia mais sentido, que não ia mais negociar nada, foi agressivo com suas reféns… Tudo isso demonstrava que a negociação era extremamente difícil e deveria ser conduzida por profissionais com muita experiência. A imprensa, em vez de não atrapalhar, o que fez? Interferiu, falou com ele diversas vezes (ele deve ter se sentido um verdadeiro popstar, todo poderoso), a ponto de fazê-lo desistir de se entregar.

     Claro que o caso envolve muitos, muitos outros aspectos. Mas, se analisarmos sob esse ponto de vista, não podemos isentar a imprensa de sua parcela de culpa na morte de Eloá Cristina. Enquanto isso, o apresentador babaca ainda tem coragem de abrir a boca pra dizer “Fomos 100% éticos”! Até quando a imprensa no Brasil vai se ocultar sob a cortina da “liberdade de expressão” para poder fazer o que bem entender?

      Para ver um artigo que fala do papel da mídia em outro caso de grande repercussão, clique aqui

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Massa corre como campeão, ganha a corrida, mas perde o título

2 11 2008

      Em uma corrida emocionante, liderada por Felipe Massa de ponta a ponta, o inglês Lewis Hamilton acabou sagrando-se o mais jovem campeão mundial de Fórmula 1 da história. Para ser campeão, Felipe precisava chegar em primeiro e Hamilton deveria chegar no máximo em sexto lugar, posição em que estava até a última curva, quando conseguiu ultrapassar o piloto Glock e ficar em quinto lugar. Assim, Hamilton terminou o campeonato com 98 pontos, contra 97 de Massa.

     A equipe Ferrari e a torcida presente no autódromo de Interlagos chegaram a comemorar o título de Massa, mas logo em seguida veio a frustração da perda do campeonato por apenas um ponto. Massa poderia ter ganho o título, não fossem erros da sua equipe Ferrari em corridas anteriores, como o GP de Cingapura, em que teve problemas com mangueira de combustível nos boxes. Agora, os brasileiros precisarão aguardar pelos anos seguintes.

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Programação: X MOSTRA SESC CARIRI

2 11 2008

X MOSTRA SESC CARIRI DE CULTURA

A Mostra Sesc Cariri de Cultura chega ao seu décimo ano como um evento consolidado no calendário anual do Estado, com abrangência nacional, fortalecendo e difundindo o fazer artístico e cultural, como um acontecimento referencial na região. A edição desse ano acontece de 8 a 15 de novembro.

Reunindo artistas locais, de vários estados do País e atrações internacionais, promove o intercâmbio, o desenvolvimento e a cooperação cultural entre artistas de vários segmentos, contribuindo com a construção e difusão da identidade regional, calcada na memória histórica do fazer cultural.

Assim, a X Mostra Sesc Cariri de Cultura será um acontecimento com atividades culturais múltiplas, que serão desenvolvidas durante nove dias na Região do Cariri, mais especificamente nos seus dois pólos principais (Crato e Juazeiro do Norte) e em outros municípios, que recebem programações itinerantes.

Cada pólo sediará os núcleos de Artes Cênicas, Música, Literatura, Artes Plásticas e Audiovisual, que contemplam, além de apresentações, momentos de formação e reflexão sobre os caminhos da arte e da cultura, no Cariri e no mundo.

Acompanhe toda a programação clicando nos links que seguem:

Fonte: mostracariri.wordpress.com




Romarias acentuam o caos em Juazeiro

2 11 2008

Todos os anos a imprensa juazeirense e cearense se repete na cobertura das romarias da cidade: dizem as mesmas coisas, passam as mesmas “informações”, fazem as mesmas indagações aos romeiros. Como quem repete muito uma mentira acaba transformando-a em verdade, criou-se um mito de que “Juazeiro do Norte é uma cidade hospitaleira, que acolhe bem a todos”.

     Como podemos dizer que uma cidade que não tem a mínima estrutura para receber os romeiros-turistas é hospitaleira? Não é não! Juazeiro, atualmente, não é acolhedora nem mesmo para seus 250 mil habitantes fixos. Nossos problemas urbanos, que são muitos, agravam-se com a chegada dos romeiros (não por culpa deles, e sim da falta de preparo da cidade).

     Senão, vejamos: o trânsito, que já é muito complicado, torna-se caótico; falta água em muitos bairros (isso na época mais quente do ano); as quedas de energia ficam mais freqüentes; as ruas ficam cheias de lixo; a poluição sonora aumenta; não há rede hoteleira adequada para abrigar todos os romeiros; não há sinalização que indique os principais pontos turísticos; não há estacionamento suficiente para todos os veículos que chegam aqui; não há serviços adequados para atender às necessidades básicas dos romeiros.

     Se levarmos em consideração os aspectos acima levantados, veremos que Juazeiro, na verdade, recebe mal seus turistas (e trata mal seus moradores). Precisamos dotar a cidade de uma infra-estrutura adequada, que a torne funcional no período habitual e que a mantenha assim no período de romarias.

     Nas últimas eleições, muitos candidatos (inclusive o prefeito eleito Santana) cometiam a heresia de prometer ampliar o número de romarias, até chegar a uma grande romaria por mês. Ora, se não temos estrutura nem para as três grandes romarias (fevereiro, setembro e novembro), imaginem só se tivéssemos doze! É certo que os romeiros sustentam a economia de Juazeiro, que a romaria é um fenômeno religioso e cultural impressionante, mas precisamos ter responsabilidade!

 (Acima, flagrante do caos: ambulância da Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte encontra dificuldade para circular nas ruas da cidade).     

     A administração pública de Juazeiro precisa torná-la uma cidade organizada, para os juazeirenses e para os romeiros! Do contrário, o caos se tornará regra por aqui. E iremos, com todo vapor, ao colapso.

Foto 1: Elizângela Santos, Diário do Nordeste

Foto 2 e texto: Joaseiro.com





Felipe Massa faz a sua parte nos treinos…

1 11 2008

… e mantém viva a esperança de um título para o Brasil

O brasileiro Felipe Massa (Ferrari) fez o melhor tempo nos treinos de hoje à tarde no circuito Interlagos em São Paulo e, portanto, largará na frente amanhã. Seu único concorrente ao título, o inglês Lewis Hamilton da McLaren, ficou apenas em quarto lugar, atrás de Jarno Trulli (Toyota) e de Kimi Raikkonen (Ferrari).

Será muito difícil Hamilton perder o título para Massa: para isso, o brasileiro tem que chegar em primeiro, com o inglês em sexto, ou ainda em segundo, com Lewis em oitavo. Qualquer resultado melhor do que esse para Hamilton, lhe dará o título mundial da fórmula 1.

Embora seja muito difícil, o Brasil todo está na expectativa: seria o primeiro título de um brasileiro após a era Senna. Além disso, Massa comemoraria a vitória “em casa”. Esperamos até amanhã à tarde.

Foto: Grande Prêmio

Texto: Joaseiro.com





Texto do leitor

1 11 2008

 Aurora, perspectiva cultural  de um novo tempo

     Tradicionalmente o município de Aurora tem-se notabilizado no cenário artístico do Ceará, do Nordeste e por que não dizer do Brasil, como um verdadeiro celeiro que mantém guardada uma das mais autênticas riquezas culturais do  interior caririense. Com uma vertente por demais variada, indo da literatura à música, da escultura às artes plásticas, do artesanato à culinária, assim como do repentismo poético ao reisado e aos penitentes da Ordem Santa Cruz. Todos esses valorem compõem o verdadeiro caleidoscópio das preciosidades sócio-culturais desse belo município localizado nos grotões do Cariri cearense. No entanto, o abandono em que se encontram relegadas antigas tradições que no passado fizeram à alegria e a diversão de gerações inteiras tais como: a dança do coco, o reisado, o bumba-meu-boi, o maneiro-pau, as pastorinhas, o forró de pé de serra, o xaxado, a literatura de cordel, o Casemiro coco,  dentre outras que se encontram hoje quase que completamente esquecidas. De tal maneira, não constitui nenhum exagero afirmar que parte considerável das manifestações da cultura popular de Aurora ou já desapareceu ou encontra-se num acelerado processo de extinção, rumo ao esquecimento total. Uma vez que aqueles que eram possuidores deste conhecimento oral, já tenham quase todos falecidos.

 

     O mesmo acontece com o seu patrimônio arquitetônico de onde se destacam o Casarão do Cel. Xavier de 1831, a antiga residência da brava matriarca Marica Macedo, o prédio da Estação Ferroviária de 1920, incluindo a do distrito de Ingazeiras, juntamente com as residências do Agente da Reffsa ambas construídas no mais apurado em estilo neoclássico. Todo este patrimônio precisa ser recuperado/tombado(enquanto há tempo).

 

     Um trabalho rigoroso com esta perspectiva preservacionista pode inclusive gerar divisas não apenas no sentido da preservação da memória histórica, mas principalmente no aspecto do turismo local que também precisa ser iniciado. Há, decerto, uma possibilidade efetiva de um desenvolvimento cultural sustentável. Não importa se estamos apenas começando, é preciso que tenhamos uma visão de futuro para tudo… Por conseguinte, com a implementação de uma política voltada para este setor é possível que Aurora passe a ocupar de vez um lugar de destaque e que tanto merece no cenário regional do Cariri e quiçá no Ceará. Já que potencial para isso possui de sobra…

 

     O fenômeno relacionado à figura da Mártir Francisca, conhecida no além-fronteira como “A santa Popular de Aurora” constitui um outro aspecto fundamental para a projeção de Aurora e o desenvolvimento do chamado turismo religioso no contexto regional. Mesmo sem nenhum trabalho voltado para o setor(até agora 29/10/08) por parte do poder público, a história da mártir correu o mundo, ao ponto de serem muitas as caravanas de curiosos, devotos e fiéis que vêm todos os anos a Aurora para visitar a capela da ‘Santa’. O primeiro passo seria dotar o local de visitação de uma infra-estrutura mínima necessária, proporcionando mais conforto, comodidade e bem-estar aos visitantes. O turismo religioso é outro item propulsor de desenvolvimento que vem sendo trabalhado em todo o mundo. Creio que em Aurora não poderia ser diferente.

 

     Por outro lado, temos ainda cerca de 42 km do rio Salgado (o maior rio da região) cortando Aurora de uma ponta a outra. Com a viabilidade do projeto de Transposição do São Francisco para o Nordeste e, que usará o percurso do Salgado como calha natural, ajudará em muito a execução de um possível programa voltado para o turismo ecológico em várias partes do rio, notadamente onde os atrativos naturais são preponderantes. Para citar apenas alguns dos muitos atrativos naturais do manancial salgadiano, basta lembrar a aprazível vista da ponte; os mergulhos nas  barragens; o banho e o panorama ecológico proporcionado pelo Poço-do-Meio, o insólito sítio arqueológico da Massalina (sítio Volta), a promoção de pescaria esportiva e controlada, etc. Tudo isso, facilitaria, inclusive o despertar para a necessidade de uma efetiva consciência ecológica atrelada a uma visão mais responsável no tocante à preservação dos recursos naturais do Salgado e por extensão, de todo o bioma aurorense por parte da população. Também é digno, tanto de preservação, quanto de aproveitamento turístico; a enigmática necrópole conhecida sob a denominação de Cemitério da Bailarina situada no sítio Carro-quebrado na região de Antas. Resquícios de sepultamentos clandestinos que remontam o século XVII.

 

     Um município com o potencial cultural de Aurora não pode se dá ao luxo de prescindir de um centro cultural, de um museu, de oficinas de artes e ofícios, de um núcleo de exposição permanente, de uma central de artesanato, de uma biblioteca que seja modelo e referência para o Cariri, enfim de uma política de cultura realmente “agressiva” que possa mostrar aos próprios aurorenses e ao Brasil o que o município tem de melhor nesta área. É inconcebível que tenhamos ainda pessoas, sobretudo jovens que sequer já ouviram falar em Hermenegildo de Sá Cavalcante, Jaime de Alencar Araripe, Nêgo Simplício, Serra Azul, Marica Macedo, Padre Francisco França, Padre Luna, Amarílio Gonçalves e tantas outras figuras importantes desta terra. Todavia, conhecem de cor e com riquezas de detalhes: Madona, Xuxa, Michael Jackson, Tiririca, Bola de Fogo, Ronaldinho Gaúcho e por aí vai… Convenhamos, não podemos permanecer impassível perante esta inversão de valores  cada dia mais crescente. Antes de se estudar o rio Nilo, Tigre e Amazonas, por exemplo; é imperioso conhecer o rio Salgado, o Jaguaribe, o riacho do Jenipapeiro, dos Porcos, o açude Cachoeira, o Orós, o Castanhão, a Massalina, o boqueirão, o olho d’água de Vinô, etc… de modo que o universal possa começar efetivamente, por nosso quintal.

 

     Esta constatação também está umbilicalmente atrelada a forma como temos tratados historicamente as nossas riquezas culturais(tradição, o folclore, os saberes do senso-comum) e, por conseqüência o tratamento que se tem oferecido aos nossos autênticos valores da terra (os artistas e artesãos). A própria escola (no seu atual modelo engessador de novas idéias) e, sobretudo a sua metodologia estanque tem ajudado no atual emaranhado destas contradições. Além de todo o “lixo” midiático que tem produzido na nossa gente um verdadeiro “estupro cultural” ao subestimar a sua capacidade de raciocinar livremente sem a imposição do “emburrecimento” programado. Mas é verdade, a TV não é apenas causa, porém conseqüência também…

 

     No entanto, digamos que uma cultura de verdade não se cria. Vive-se na medida em que a preservamos. Ao passo que a cultura é a própria identidade de um povo, sem ela, não se é ninguém… Assim como um povo sem história nunca pode sequer se imaginar no tempo  futuro. É preciso conhecer para viver uma cultura de verdade, sob pena de não sermos ninguém. Ou quem sabe, apenas mais um, perdido para sempre numa massa amorfa que não pensa e não vive por si mesma. Chega, de se viver e consumir gregariamente o que não é nosso.

 

     Por isso acreditamos que Aurora daqui para frente resistirá à tentação, construindo a sua própria história. Ou pelo menos se esforçará para isso. Optando por  construir um novo tempo cultural para sua gente, com o mesmo entusiasmo de quem constrói uma aventura para uma vida inteira.

 

José Cícero, Professor, pesquisador, poeta e escritor.
Editor da Revista Aurora - www.blogdaaurorajc.blogspot.com

 

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