Nuances

30 04 2009

Viste aquilo? Não?

Era apenas um pardal

acompanhando um avião.

Tu sabes, os dois voam,

mas somente o pardal sonha.

J. Matias





Um olhar lúcido

30 04 2009

Continuamos a postagem de bons textos na nossa semana de aniversário. Deixamos as trivialidades do dia-a-dia para a próxima semana. Com vocês, José Saramago.

Outra leitura para a crise

A mentalidade antiga formou-se numa grande superfície que se chamava catedral; agora forma-se noutra grande superfície que se chama centro comercial. O centro comercial não é apenas a nova igreja, a nova catedral, é também a nova universidade. O centro comercial ocupa um espaço importante na formação da mentalidade humana. Acabou-se a praça, o jardim ou a rua como espaço público e de intercâmbio. O centro comercial é o único espaço seguro e o que cria a nova mentalidade. Uma nova mentalidade temerosa de ser excluída, temerosa da expulsão do paraíso do consumo e por extensão da catedral das compras.
E agora, que temos? A crise.
Será que vamos voltar à praça ou à universidade? À filosofia?

José Saramago

Fonte: http://caderno.josesaramago.org





Livros, Pen-drives, CDs, DVDs…

29 04 2009

Continuemos a comemorar a semana de nosso primeiro aniversário com bons textos. Com vocês, um dos maiores intelectuais da atualidade, Umberto Eco.

      Sobre a efemeridade das mídias

Umberto Eco

     No encerramento da Escola para Livreiros Umberto e Elisabetta Mauri, em Veneza, falamos, entre outras coisas, sobre a efemeridade dos suportes da informação. Foram suportes da informação escrita a estela egípcia, a tábua de argila, o papiro, o pergaminho e, evidentemente, o livro impresso. Este último, até agora, demonstrou que sobrevive bem por 500 anos, mas só quando se trata de livros feitos de papel de trapos. A partir de meados do século 19 passou-se ao papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70 anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos 1940 para ver como muitos deles se desfazem ao ser folheados).

     Portanto, há muito tempo se realizam congressos e se estudam meios diferentes para salvar todos os livros que abarrotam nossas bibliotecas: um dos que têm maior êxito (mas quase impossível de realizar para todos os livros existentes) é escanear todas as páginas e copiá-las para um suporte eletrônico.

     Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e conservação de informações, da foto ao filme cinematográfico, do disco à memória USB que usamos no computador, são mais perecíveis que o livro. Isso fica muito claro com alguns deles: nas velhas fitas cassete, pouco tempo depois a fita se enrolava toda, tentávamos desemaranhá-la enfiando um lápis no carretel, geralmente com resultado nulo; as fitas de vídeo perdem as cores e a definição com facilidade, e se as usarmos para estudar, rebobinando-as e avançando com frequência, danificam-se ainda mais cedo.

     Tivemos tempo suficiente para ver quanto podia durar um disco de vinil sem ficar riscado demais, mas não para verificar quanto dura um CD-ROM, que, saudado como a invenção que substituiria o livro, saiu rapidamente do mercado porque podíamos acessar online os mesmos conteúdos por um custo muito menor. Não sabemos quanto vai durar um filme em DVD, sabemos somente que às vezes começa a nos dar problemas quando o vemos muito. E igualmente não tivemos tempo material para experimentar quanto poderiam durar os discos flexíveis de computador: antes de podermos descobrir foram substituídos pelos CDs, e estes pelos discos regraváveis, e estes pelos “pen drives”.

     Com o desaparecimento dos diversos suportes também desapareceram os computadores capazes de lê-los (creio que ninguém mais tem em casa um computador com leitor de disco flexível), e se alguém não copiou no suporte sucessivo tudo o que tinha no anterior (e assim por diante, supostamente durante toda a vida, a cada dois ou três anos), o perdeu irremediavelmente (a menos que conserve no sótão uma dúzia de computadores obsoletos, um para cada suporte desaparecido).

     Portanto, sabemos que todos os suportes mecânicos, elétricos e eletrônicos são rapidamente perecíveis, ou não sabemos quanto duram e provavelmente nunca chegaremos a saber. Enfim, basta um pico de tensão, um raio no jardim ou qualquer outro acontecimento muito mais banal para desmagnetizar uma memória. Se houvesse um apagão bastante longo não poderíamos usar nenhuma memória eletrônica.

     Mesmo tendo gravado em meu computador todo o “Quixote”, não o poderia ler à luz de uma vela, em uma rede, em um barco, na banheira, enquanto um livro me permite fazê-lo nas piores condições. E se o computador ou o e-book caírem do quinto andar estarei matematicamente seguro de que perdi tudo, enquanto se cair um livro no máximo se desencadernará completamente.

     Os suportes modernos parecem criados mais para a difusão da informação do que para sua conservação. O livro, por sua vez, foi o principal instrumento da difusão (pense no papel que desempenhou a Bíblia impressa na Reforma protestante), mas ao mesmo tempo também da conservação.

     É possível que dentro de alguns séculos a única forma de ter notícias sobre o passado, quando todos os suportes eletrônicos tiverem sido desmagnetizados, continue sendo um belo incunábulo. E, dentre os livros modernos, os únicos sobreviventes serão os feitos de papel de alta qualidade, ou os feitos de papel livre de ácidos, que muitas editoras hoje oferecem.

     Não sou um conservador reacionário. Em um disco rígido portátil de 250 gigabytes gravei as maiores obras-primas da literatura universal e da história da filosofia: é muito mais cômodo encontrar no disco rígido em poucos segundos uma frase de Dante ou da “Summa Theologica” do que levantar-se e ir buscar um volume pesado em estantes muito altas. Mas estou feliz porque esses livros continuam em minha biblioteca, uma garantia da memória para quando os instrumentos eletrônicos entrarem em pane.
    

Fonte: UOL -Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Umberto Eco é professor de semiótica, crítico literário e romancista. Entre seus principais livros estão “O Nome da Rosa” e o “Pêndulo de Foucault”.





Novo Colunista

26 04 2009

Para dar início à semana em que comemoraremos 1 ano de Joaseiro.com, hoje estreamos uma nova coluna, a do pernambucano Guilherme Patriota, que já era nosso leitor e comentarista assíduo. Guilherme publicará contos e reflexões sobre artes em geral. Deleitem-se!

Conto de Parágrafo Único:

Tradição é Tradição

     Na Itapetim de minha infância, moral e tradição sempre andavam juntas, e deviam ser interpretadas de acordo com nossos próprios sentidos. E nada mais tradicional do que a bodega de seu JS. Lá, nas quartas-feiras, dia da feira da cidade, todos se encontravam para comprar seus mantimentos ou mesmo para encher a cara ou simplesmente para observar os sitiantes que só apareciam naquele dia para fazer negócios e também suas feiras semanais. Mas para nós moradores da rua – como lá se dizia – a tradição era o queijo de manteiga fresquinho, que chegava pontualmente às 7h da manhã, e que era consumido por todos os habitantes daquela localidade. Seu JS nunca ficava pela manhã, apenas abria a bodega e ai acordar P, seu neto, que preguiçoso que era, vinha ainda sonolento tomar conta do negócio da família. Na minha casa, que tradicionalmente eu não tomava café da manhã, todos adoravam queijo de manteiga, principalmente no desjejum quando o queijo ainda estava quente e não precisava nem esquentar o pão para consumi-lo. Sendo eu o filho homem mais velho, meu pai sempre me atribuía a função de ir buscar o queijo fresco na bodega de seu JS, motivo este para eu nunca querer engolir aquele alimento tão tradicional na rotina alimentícia de nossa cidade. Diariamente a cena se repetia. Chegava eu na bodega e estava P sentado, com os joelhos junto ao rosto, meio acordado e meio dormindo, com os olhos cheios de remela e o nariz sempre escorrendo pelas duas narinas, esperando que qualquer freguês lhe acordasse para fazer seu pedido. O queijo, objeto de maior desejo de todos, geralmente, ficava em uma mesa logo a sua frente para facilitar a movimentação e para que o mesmo voltasse a cochilar mais rápido no intervalo entre um freguês e outro. Quando eu o chamava ele sempre dizia que não estava dormindo e, quase que mecanicamente, punha sua mão sobre a mesa, puxava o pano que cobria o queijo, passava em seu rosto, retirando todo aquele excremento que ali se encontrava, pegava a faca com a outra mão e limpava-a com o mesmo pano e me perguntava quantos quilos queria. Eu dizia a quantidade, ele cortava, pesava, embalava com um papel de embrulho e me entregava para que minha família pudesse tomar deliciada seu café da manhã. Certo dia, enojado com a situação e, principalmente, porque P estava extremamente resfriado, escorrendo rios de catarro por suas narinas e, ainda, resolveu limpar a parte superior do queijo com aquele mesmo pano que limpava seus excrementos, dado que era época de chuva e as moscas tomavam conta do local, resolvi perguntar se ele não se sentia mal por praticar tamanho ato anti-higiênico e o mesmo respondeu: “- Meu amigo, tradição é tradição! Você está querendo questionar a moral higiênica deste ambiente que alimenta toda uma cidade?” Sai de lá todo desengonçado e resolvi, pela primeira vez, comer aquele tão tradicional queijo brasileiro, realmente brasileiro, verde e amarelo.

Guilherme Patriota

Recife, 13 de fevereiro de 2009

Joaseiro.com





Mudança na feira do peixe

24 04 2009

     A partir de hoje a feira do peixe deixa de acontecer na Avenida Ailton Gomes e passa para o mercado do bairro João Cabral, aquele que fica próximo à Cagece. Muito boa a iniciativa, pois não eram nada higiênicos aqueles peixes todos no meio da via pública.

Joaseiro.com





Necessidade de aparecer

24 04 2009

     Já viram alguém que tem mais necessidade de aparecer do que político sem mandato? Sempre criando fatos e factóides para se manter na mídia, levando ao pé da letra o ditado “falem mal, mas falem de mim”. O medo do esquecimento atormenta-os bastante.

     Vejam Raimundo Macêdo. De vez em sempre, mesmo que não tenha novidades, dá uma entrevista na rádio, fala da sua gestão, rebate acusações, desmente fofocas, fala do futuro. Sua filiação ao PMDB, por ele, seria falada ainda por muito tempo.

     É assim mesmo, e não é só com ele. Dois anos sem mandato ou sem disputar eleição é demais pra um político.

Joaseiro.com





E agora?

23 04 2009

     Será que também vão parabenizar o prefeito da cidade pela classificação, ontem, do Icasa, para a próxima fase da Copa do Brasil? Já que andam implicando tudo que acontece com o time seja por culpa dele…

Joaseiro.com





Quadrinhos Filosóficos

19 04 2009

 platão 

Fonte: Diário do Nordeste





Ri-di-chulus XL

19 04 2009

    Toda vez que chove o Aeroporto de Juazeiro deixa de fazer pousos e decolagens.

Joaseiro.com





Barracas vão sair da Rua São Paulo

18 04 2009

     Aquelas barracas do Mercado Central que há anos se instalaram na Rua São Paulo, entre as ruas Alencar Peixoto e Santa Luzia sairão de lá e ficarão em um galpão onde funcionava um estacionamento, na própria Rua São Paulo, mas um quarteirão abaixo. É mais uma medida da prefeitura na tentativa de melhorar o trânsito caótico de Juazeiro. Algo importante que também precisa ser efetivado é a retirada de mercadorias das calçadas, para melhorar o fluxo de pedestres.

Joaseiro.com





Ri-di-chulus XXXIX

18 04 2009

     Parte da imprensa querendo atribuir culpa do rebaixamento do Icasa ao Prefeito de Juazeiro Manoel Santana. E ele é jogador ou dirigente do time? Ora, o time recebeu passagens e hospedagens de patrocínio da prefeitura (e os dirigentes ainda queriam dinheiro vivo – tem gente que adora o dinheiro público!). Se o Icasa foi rebaixado, é porque o futebol que jogou era um futebol de segunda divisão mesmo.

Joaseiro.com





Estação do Trem será transformada em espaço cultural

17 04 2009

(…) A estação de trem, localizada na Praça dos Ourives, vai se tornar um grande centro de cultura e arte: a Estação das Artes. O espaço vai oferecer à população atrações na área da música, dança, artes cênicas, literatura, audiovisual, cordel, xilogravura e diversos segmentos da cultura popular da região do Cariri.

As reivindicações dos artistas, sobre falta de oportunidade e espaço para mostrar seus talentos, foram o carro chefe da elaboração do projeto. Para a secretária de Cultura de Juazeiro, Glória Maria Ramos, vai ser um espaço para “amenizar o sofrimento dos que não são reconhecidos”.

O projeto foi elaborado pela Secretaria de Cultura que aguada apenas a aprovação e o apoio financeiro do Ministério da Cultura. De acordo com Glória Ramos, Juazeiro merece um espaço para valorizar mais seus artistas. “A expectativa dos artistas é muito grande em torno desse projeto. Juazeiro foi considerado primeiro lugar em todo país em termos de cultura, e com a Estação das Artes só tende a aumentar esse índice”.

A estação vai englobar setores específicos, desde o teatro até o audiovisual. Cada setor terá uma equipe para coordenar os artistas de cada espaço. Para a fotógrafa Nívia Uchoa, já nomeada gerente do segmento de artes visuais da Estação das Artes, a revitalização da estação será uma forma de levar arte a um local que se encontra abandonado. “A idéia é levar arte para onde não existe arte”, afirma.

Um dos pontos do projeto é levar a gráfica Lira Nordestina para a estação. A gráfica é um dos principais pontos de cultura da cidade e com a restauração da antiga estação o local terá mais oportunidade de crescimento. “A Lira é a cara de Juazeiro do Norte e será mais valorizada em um espaço adequado”, concluiu Nívia.

Anamaria Duarte – Repórter

Fonte: Jornal do Cariri

Comentário: Muito boa a idéia! Hoje temos o exemplo da estação da RFFSA no Crato que, após ser revitalizada, transformou-se em um excelente lugar para shows e apresentações artísticas, além de ter se tornado um lugar muito bonito da cidade. Vai ser muito bom ter um espaço semelhante na nossa Juazeiro!

Joaseiro.com





Ri-di-chulus XXXVIII

16 04 2009

     Prefeito Santana era veementemente contra a Taxa de Iluminação Pública quando era vereador. Agora, como prefeito, é a favor.

Joaseiro.com





Problemas na Avenida Carlos Cruz

15 04 2009

Parte Final – Os perigos da noite

     Há mais de vinte dias iniciamos aqui a série de reportagens sobre a Avenida Carlos Cruz e seus problemas. De lá pra cá, o piso continua estragado, as bicicletas continuam andando no calçadão, o odor, o lixo e as pichações continuam a dominar a  paisagem, a estátua de José Geraldo da Cruz continua dando uma de Vênus de Milo, sem os  braços, etc.

     Essa semana resolvemos ir fotografar o calçadão à noite (sim, desobedecemos todas as recomendações daqueles que alertaram para o risco de roubo da câmara fotográfica e de outros pertecences e fomos lá). O resultado vocês vêem logo mais abaixo:

dsc01632 

Você consegue enxergar alguma coisa na foto? Pois é, quem caminha à noite na Av. Carlos Cruz também não.

dsc01629

Mesmo trecho da foto anterior, com recurso da câmera que aumenta luminosidade. Perceba que a iluminação só está boa no lado oposto e que, no lado direito da foto, há uma sequência de 7 postes com lâmpadas queimadas.

dsc01634

O que dizer desse buraco em plena passagem da linha férrea? Há muitos meses ele está lá. O cheiro não é nada agradável. Quando chove muito, as águas encobrem-no e as pessoas correm o risco de cair por lá.

     Nesses poucos posts, abordamos apenas os problemas relativos ao trecho que fica próximo ao Santuário de São Francisco e ao calçadão a partir da praça José Geraldo da Cruz, mas muitos outros problemas existem em toda extensão da avenida, tais como falta de iluminação, lixo, esgoto, insegurança e  buracos nos cruzamentos da linha férrea com diversas ruas. Da mesma forma que fomos lá pra registrar os problemas e criticar, também iremos lá para mostrar os consertos e elogiá-los, quando eles finalmente vierem.

     Nossa cidade dispõe de pouquíssimos lugares para prática de esportes. O que acontecerá se não cuidarmos desses poucos que temos?

Joaseiro.com

Para ver todas as reportagens sobre a Avenida Carlos Cruz, CLIQUE AQUI.





Show de Geraldo Júnior na sexta

15 04 2009

show_geraldo_junior

Fonte: Divulgação do Blog Agende-se





Tombo famoso

14 04 2009

     O vídeo acima ficou tão famoso que foi citado até no programa CQC da Rede Bandeirantes, em segundo lugar no quadro Top Five. Marcelo Tas, apresentador do programa, disse que “Cid não caiu quando levou a sogra pra Europa no jatinho, mas caiu agora”

Joaseiro.com





Faltam incentivos aos esportes e ao lazer em Juazeiro

13 04 2009

     Cid Gomes (a despeito do tombo que levou) conseguiu inaugurar, na última segunda-feira, uma nova pista de skate no Parque Ecológico aqui em Juazeiro. A iniciativa merece aplausos: primeiro porque valoriza, dá um significado maior ao Parque das Timbaúbas, como é chamado, atualmente subutilizado pela população; segundo porque está incentivando a prática de esportes na cidade, especialmente na faixa etária dos jovens, que geralmente é a mais vulnerável à criminalidade.

     O fato é que (repetimos isso pela milésima vez) Juazeiro tem pouquíssimos lugares para prática de esportes e opções para o lazer. Enquanto for assim, o lazer do povo continuará sendo encher a cara nos fins de semana, gerando doenças, crimes e acidentes; e a ociosidade continuará pendendo os jovens para o mundo da criminalidade e das drogas.

     O ex-prefeito Manoel Salviano sempre se vangloria de ter criado o Parque Ecológico e o Ginásio Poliesportivo. Escândalos à parte, tudo bem, aplausos para a iniciativa da sua administração. Mas o que são essas duas obras para um Juazeiro com 250 mil habitantes? Pra toda a demanda de uma população que merece ter um estilo de vida mais saudável, menos sedentário, capaz de prevenir doenças a longo prazo (percebam, senhores gestores, investimento em lazer e esporte é economia nos gastos com saúde!).

     É necessário pelo menos um parque e um ginásio poliesportivo para cada bairro da cidade, no mínimo! Já pensaram o quanto a cidade seria mais feliz, mais alegre e a população mais saudável?

     Que tal mais eventos esportivos organizados pela Prefeitura? Só o JEJUNOS uma vez ao ano e a Corrida Padre Cícero, também uma vez ao ano, são muito poucos! Do jeito que está hoje, em Juazeiro, atividade física é apenas uma matéria obrigatória na escola, que não será praticada nunca mais depois que saímos dela, afinal, nem lugar pra praticar nós temos…

Joaseiro.com 





Novos empreendimentos da UFC no Cariri

12 04 2009

     A UFC criará o Centro de Pesquisa e Pós-Graduação do Semi-Árido no município de Barbalha, no prédio histórico Solar Maria Olímpia, onde estava funcionando a prefeitura municipal. A assinatura do convênio entre a Prefeitura   e a Universidade Federal do Ceará (UFC) aconteceu semana passada em solenidade na Faculdade de Medicina de Barbalha. O reitor da UFC, Jesualdo Farias anunciou a criação do Mestrado de Desenvolvimento Regional Sustentável, para o qual o novo centro servirá de suporte para estudos de questões que envolvem o semi-árido na região. 

     O reitor da UFC também assinou convênio com o reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca), para criação  Curso de Especialização em Geologia no Crato.

     Já com a Prefeitura de Juazeiro do Norte, o convênio foi através da implantação de um Programa de Cooperação Técnico-Científica e Administrativa de formação de recursos humanos e de prestação de serviços de saúde, através do qual os estudantes e médicos residentes da UFC no Cariri passarão a se utilizar dos serviços de saúde de Juazeiro para seus estágios. O Prefeito de Juazeiro, Manoel Santana, solicitou ao Diretor da Faculdade de Medicina a instalação de um programa de residência médica em anestesiologia, tendo em vista a carência de anestesistas na região.

     Jesualdo Farias também prometeu a construção do campus do curso de Agronomia, no Crato, e mais concursos para professores efetivos ainda este ano.

Joaseiro.com





Somos animais

11 04 2009

O Joaseiro.com traz uma reflexão aos que só pensam em não comer carne na sexta-feira santa.

Por Franzé Matos

Em sonhos provindos de cavernas do passado
Vejo deturpados em voluptuosas correntes
Imagens decadentes de milhares de seres
Entre não contáveis joelhos e chifres
Vejo releases da matança da qual compactuava

Estes músculos, joelhos e chifres
Antes de serem defumados
Eram contemplados com a vida
Que em nossas certezas de discernimento
Achamos que a qualquer momento a vida de outro ser podemos tirar
Para nos alimentar com desculpas mesquinhas
Dizimando os inferiores
“Pois sou o mais forte!”

Entre toneladas de sangue coagulados
Resultados de um dia normal
Em corredores de carnificina
Vêem apenas um caminho
Lacrimejando os olhos por seu indelével destino
De um produto comercial

Tratamos a vida como nosso maior bem
Somos leões com quem tenta nos privar
Mas com a vida de bilhões de seres
Emitimos pareceres sem julgamento
Esperando apenas nosso estômago acalmar
Com o sangue de tantas vidas
As quais somos cúmplices em retirar e dizimar
Mas se já não nos consternamos com a morte de humanos
Porque se preocupar com a vida de um animal?
Um ser irracional que a única coisa que tem para nos dar é prazer
E falamos sem vacilo
“Eles são fabricados para isso!”

 Joaseiro.com





Loucura, tragédia e hipocrisia

10 04 2009

     Semana passada todos os juazeirenses foram surpeendidos com o assassinato trágico do Sr. Geraldo, mendigo que vivia às portas da Agência do Banco do Brasil do Centro da cidade, morto enquanto dormia. Chama a atenção, além da forma cruel do assassinato, sem causa imediata alguma, o fato de os dois personagens desse triste episódio serem doentes mentais. O Sr. Geraldo incorporava um personagem, dizendo ser o dono do Banco do Brasil. Já o assassino matou porque disse ter escutado vozes que o mandavam matar, pararam de ouvi-las apenas quando ele concretizou o crime; já no dia seguinte, ele foi visto andando pelas ruas de Juazeiro gritando, com uma Bíblia na mão, falando sozinho aos quatro ventos. Claramente se trata, por essas características, de um esquizofrênico.

     Pois bem, a cobertura que vimos de parte da imprensa juazeirense e cearense foi a mais sensacionalista possível. Na reportagem da TV Verde Vale, o repórter fazia aquelas indagações primárias, clichês e claramente induzindo as respostas das pessoas comuns que acompanhavam o enterro do Sr. Geraldo: “Foi um absurdo, não foi?“; “Uma pessoa dessas não tem coração, não é mesmo?“; “O Sr. Geraldo não mexia com ninguém, não era?“; “O Sr. acha que uma pessoa dessas tem Deus no coração?“. Além de não fazer uma pergunta inteligente, o repórter ainda induzia as pessoas a dizerem o que estava querendo ouvir, o que era a opinião dele. Já no site sensacionalista Miséria (fazemos questão de não acessar, mas todos contavam) foram expostos fotos e vídeo do circuito interno do BB com o morto envolto em sangue. Ora, isso lá é jornalismo! Qual o intuito de expor a carnificina? Transformar uma tragédia em um show, ter audiência a qualquer custo? Em que isso pode contribuir pra termos uma cidade melhor, uma sociedade melhor?

     Cabe dizer também que a opinião das pessoas escutadas era a mais ridícula possível, analisando o crime à luz de um assassinato comum, o que não foi. No site do jornal O Povo, uma leitora declarou que, pra esse tipo de crime, deveria haver cadeia elétrica no Brasil. Ninguém refletiu o que passou mesmo ali: uma tragédia envolvendo dois doentes mentais. Ninguém pensou que a culpa não foi deles e sim de todo mundo que não cuida da saúde mental adequadamente: poder público que não cumpre sua função, sociedade que não cobra, não faz sua parte e imprensa que criminaliza esses doentes, como aconteceu no caso em foco. A questão não foi o crime, não foi a pedra na cabeça, não foi falta de Deus no coração; a questão é: o que deveria ter sido feito pra o crime ser evitado? Por que aqueles dois esquizofrênicos não estavam em tratamento? O que podemos fazer com nossos doentes mentais (Juazeiro tem muitos!) pra evitar que novas tragédias ocorram?

     É pra esse tipo de reflexão que a imprensa deve servir.

Joaseiro.com





Estrada Crato-Nova Olinda

9 04 2009

      Quem faz o percurso do Crato à simpática Nova Olinda frequentemente sabe dos riscos que existem naquela estrada. A subida e a descida da Chapada do Araripe, por si só já seriam perigosas. Não bastasse, os motoristas também contam com a chuva e o nevoeiro para atrapalhar o caminho. Ora, uma estrada com todas essas características e que não tem iluminação artificial deveria estar sempre bem asfaltada e bem sinalizada.

     Não é o que ocorre: a cada chuva, novos buracos surgem, cada um maior que o outro; os remendos colocados não duram muito e a sinalização também é precária. Nessas condições, o risco de acidentes é altíssimo! Esta semana, duas motos colidiram frontalmente naquela estrada (pois uma delas tentou desviar dos buracos) causando a morte dos dois motociclistas. Quantos mais esperarão morrer ali até darem um asfaltamento e uma sinalização de qualidade?

     Aos motoristas, resta cobrar das autoridades e esperar pelas melhorias. Por enquanto, devem evitar ao máximo aumentar o risco de acidentes na estrada, andando com a prudência necessária e a atenção redobrada.

Joaseiro.com





Problemas na Avenida Carlos Cruz

7 04 2009

Parte IV – As poluições

dsc01292

Movimentação intensa de veículos

     Já havíamos abordado anteriormente a falta de lixeiras no calçadão, os entulhos jogados no caminho, as pixações, os buracos, todos eles elementos que também podemos enquadrar como poluição ambiental, visual, etc. Desta feita, chamamos atenção para algumas características próprias da Avenida que não casam com a idéia de um lugar calmo, tranquilo e agradável para fazer caminhadas. É fato que ela (principalmente no seu lado que segue ao encontro da Avenida Ailton Gomes) é bastante movimentada, apresentando grande fluxo de veículos durante todo o dia, que acabam gerando grande barulho e emissão de gases poluentes. Esse talvez seja o problema mais complicado de resolver pois, como dissemos, é característica inerente àquela rua, porém ele acaba prejudicando quem ali quer praticar esportes.

     Se é difícil mexer com o problema do trânsito, tudo bem, mas o que dizer das fotos abaixo?

dsc01274

Esgoto de forte odor jogado na linha férrea

dsc01276

Lixo (até roupas jogadas), esgoto e pixação em outro trecho. Qual a graça de caminhar em um lugar assim?

     Outro problema bastante frequente, que atrapalha principalmente os coopistas noturnos, é a poluição sonora. Próximo à passarela, no lado menos movimentado da Avenida, alguns bares se utilizam indevidamente do calçadão para colocar mesas e cadeira para os clientes beberem e comer (e consequentemente sujarem também). Geralmente também há músicas de alto volume tocando por lá, principalmente nos fins de semana.

probido-som1

Alguém pintou o letreiro acima, mas não surtiu muito efeito

Repetimos  a pergunta: como caminhar num lugar assim?

Joaseiro.com





Ri-di-chulus XXXVII

6 04 2009

     Icasa rebaixado para segunda divisão do Campeonato Cearense.

Joaseiro.com





O sonho se realizou

5 04 2009

Poucos sabem, mas saiu de Juazeiro do Norte no dia 30 de Março último deste mesmo 2009 dois ônibus repletos de fãs e “fiéis” para o show do Iron Maiden em Recife. Muitos, entre jovens e pessoas que há mais de 20 anos ouvem e colecionam discos da banda inglesa (hoje com 34 anos de vida), esperavam por este inesquecível espetáculo que se realizou no Jockey Clube de Recife, na noite do dia 31 de Março.

Parecia impossível que uma banda cujo porte já percorreu mais de 100 países, levando seu som forte e com letras que versam sobre fatos históricos e clássicos da literatura mundial, de repente, não mais que de repente (como disse o poeta), vir a Recife e consigo trazer à cidade excursões de todo o nordeste e norte do país (vinte ônibus de Natal, vinte de Fortaleza, oito de Campina Grande, etc). Emocionados, gente de todas as idades e sotaques se viu imersa numa massa uniforme de fãs do bom e velho rock’n'roll (sem rótulos), contando ao todo mais de 35 mil fãs. Estamos gratos, sim (um dos editores do Joaseiro.com esteve lá). Para compartilhar deste sentimento de saudosismo pelo espetáculo de uma hora e quarenta e cinco minutos, o Caderno 3 do Diário do Nordeste publicou texto do músico e professor juazeirense Michel Macedo, um desses fãs veteranos da banda, sobre suas impressões e experiências neste primeiro show do Iron na capital pernambucana. E lembrando: eles querem voltar em 2011!

A seguir, vídeo do show e a lista de músicas para quem quiser procurar as respectivas gravações no youtube (sim, estão todas lá).

Música, história e energia

O músico e professor Michel Macedo Marques* conferiu o show do Iron Maiden em Recife, na última terça-feira, e compartilha impressões com os leitores do Caderno 3 (Diário do Nordeste)


Conheci o Iron Maiden em 1987, e demorei um bocado para gostar. Na época só ouvia rock progressivo. Mas, com o passar dos anos, aprendi a apreciar e entender a importância desta que, com certeza, pode realmente ser considerada uma lenda viva do heavy metal.

Ano passado os vi em São Paulo, após uma espera de 21 anos. E este ano me dei como missão prestigiar a entrada do nosso tão sofrido Nordeste brasileiro na lista do seleto grupo de primeira linha de shows internacionais. O Iron Maiden se apresentaria em Recife numa terça feira, 31 de março, pela primeira vez na nossa região.

Este show deu muito trabalho para ser confirmado, foram muitas as dificuldades de local e quanto às exigências da banda. Mas, no final, foi uma aula de organização.

Também se pôde mostrar que um evento como este, ao contrário das tradicionais ´festas´ de música de qualidade duvidosa, pode trazer benefícios turísticos enormes para a cidade, pois todos os outros estados da região se fizeram presentes em caravanas enormes.

No diálogo entre os fãs da banda em Recife, ficamos sabendo da chegada de 20 ônibus provenientes de Natal, dois de Juazeiro do Norte, além de uma estimativa de 5 mil pessoas de Fortaleza. Sem falar de grupos com bandeiras de outros estados. O público foi estimado em 35 mil pessoas, que, além de irem ver o show, também lotaram hotéis, restaurantes e procuraram fazer novas amizades para uma possível volta.

Pontualidade britânica

Quanto ao show, uma aula de profissionalismo, simpatia e energia. Começou com a tradicional pontualidade britânica: exatamente às 20h entrou no palco a fraquíssima Lauren Harris (mas nada menos que filha do fundador da banda, o baixista Steve Harris), com um show de 30min que mais pareceram duas horas. Foi bom para vermos que temos bandas ótimas por aqui que mereciam ter melhores oportunidades e ser mais valorizadas também. Não é só o que é de fora que é bom.

Também pontualmente às 21h o sonho de muitos começava a tomar forma: lá estava a banda esbanjando energia, apesar dos mais de 300 anos que havia no palco (cada um dos integrantes já passou dos 50). Nesta turnê que já tem dois anos, eles celebram a noite com clássicos que, além de boa música, são uma aula de história e literatura inglesa.

Lá estava o carismático vocalista Bruce Dickinson descrevendo o combate aéreo entre a Inglaterra e a Alemanha durante a Segunda Guerra, com a música que nunca pode faltar no início do show da banda: ´Aces High´. Depois usando a máscara egípcia para contar uma das lendas que cerca o rei Osíris e recriando a obra do poeta inglês Samuel Taylor Colerige, com ´Rime of the Ancient Mariner´ (com seus mais de 15 minutos) e ´The Number of the Beast´ (que não tem nada de satânico, e sim bíblico). Além de outras, como ´Wrathchild´, ´Wasted Years´, ´The Evil that Men Do´, ´Fear of the Dark´ e outras. São clássicos eternos na história da banda e do rock em si.

A produção do show também merece destaque, com recursos visuais como monstros (o carismático robô mascote Eddy), muitos fogos e explosões. Foram 1h45min de plena felicidade para um público enorme e educado. Uma platéia que mais parecia formada por ´amigos de infância´ que haviam se conhecido naquele momento. Uma verdadeira irmandade em que todos queriam contagiar e ser contagiados de alegria.

Para quem não foi a Recife, fica o alerta de que a banda pretende voltar ao Brasil em 2011. Quem sabe pisando em solo cearense também. Além de uma promessa de presença do Metallica, em dezembro, na capital pernambucana.

(05/04/2009)

***

Gravação imperdível por um fã da música Fear Of The Dark (uma das mais conhecidas):

Lista de músicas gravadas do show no youtube (é só pôr o nome de cada uma seguida de “Recife” que acha):

1. Churchill Speech/Aces High
2. Wrathchild
3. Two Minutes to Midnight
4. Children of the Damned
5. Phantom of the Opera
6. The Trooper
7. Wasted Years
8. Rime of the Ancient Mariner
9. Powerslave
10. Run to the Hills
11. Fear of the Dark
12. Hallowed Be Thy Name
13. Iron Maiden
14. The Number of the Beast
15. The Evil That Men Do
16. Sanctuary

Up the Irons!

Fontes: Diário do Nordeste, JC Online, Youtube.





Problemas na Avenida Carlos Cruz

3 04 2009

Parte III – O Vandalismo e o Mau Uso

dsc01290

Entulho ladeando o calçadão da Avenida. Como caminhar assim?

dsc01289

Não bastasse a irregularidade do piso, que aqui cedeu, ainda jogam entulhos no lugar

     Uma boa parcela de culpa do estado em que se encontra a Avenida Carlos Cruz no momento se deve à população, como citamos nos posts anteriores. Ela se torna culpada também na medida em que não usa adequadamente o local, joga lixo no chão, anda de bicicleta onde não deve, depreda as instalações e principalmente quando se acomoda com a situação degradante do lugar e não exige do poder público as melhorias necessárias.

dsc01277Ciclista pedalando no calçadão resolveu ir pra rua quando percebeu que estava sendo fotografado

dsc01283

Absurdo: ciclista pedalando em plena passarela para pedestres!

dsc01273Isso deveria ser uma lixeira, que foi quebrada por algum vândalo. Em toda extensão da Avenida, não uma lixeira sequer que tenha sido conservada em perfeito estado. Não há onde jogar lixo.

Joaseiro.com