Conto da Semana

31 05 2009

São José do Belmonte, 29 de maio de 2009.

 

Um desejo próprio para todos

Por Guilherme Patriota

            Na pequena São José do Belmonte, sertão central de Pernambuco, o poder e o machismo ainda predominavam em pleno século XXI. Neste tempo e espaço, a jovem E lutava contra tudo e contra todos com o sentido de realizar seus sentidos e trilhar um futuro diferente para sua vida, alertando sua própria sociedade quanto aos direitos de todos em escolher seus próprios caminhos. E era filha de pais pobres, que não tinham como criá-la, e morava com seus avós, que apesar da idade tinham uma ligação de criação mais livre para com seus filhos e netos. Com o apoio dos avós, E estudou e sonhou em alcançar a universidade, no entanto todos naquela cercania cobravam da menina uma postura que a direcionasse para ser uma verdadeira mulher, que lá era se casar cedo, ter filhos e tomar conta da casa. A cobrança para E era enorme, ela sofria um isolamento social que a distanciava de todos e começara a criar em sua própria mente, e nas conseqüentes ações, meios de burlar os fatos deste cenário real e empreender seu vôo pelas avenidas da universidade. Demonstrando a todos o desejo de realizar os sonhos de seu povo, E prometeu que iria se casar com H, comerciante de objetos escusos naquela região, mas para isso teria que começar a montar seu próprio enxoval que só se tornaria possível através de seus próprios recursos, dada a situação social de sua família. E foi contratada pela prefeitura para dar aulas de literatura em escolas da zona rural e para recepcionar visitantes que adentravam o Memorial da Pedra do Reino, E tinha um ano para adquirir recursos e corresponder aos desejos que vinham de fora para dentro ou para fazer voar seus desejos que vinham de dentro para fora. Passado o período, E, agora economicamente viável, resolveu que não iria se casar, mas sim patrocinar seu tão desejado intuito de ser uma graduada em letras na cidade de Serra Talhada. Fez o vestibular e adentrou pela primeira vez no campus como uma graduanda, no entanto todos os que puderam prejudicá-la naquela cidade assim o fizeram. Primeiro o prefeito proibiu E de pegar o transporte público noturno que levava os estudantes, 80% homens e 20% mulheres, na sua maioria filhas de grandes comerciantes daquela cidade, para a cidade vizinha, e depois demitiu a jovem dos dois empregos. E insistiu o quanto pôde, mas um acidente no caminhão, transporte ilegal, porém sempre usado naquela região, que a levava para as aulas, fez com que seu dinheiro fosse gasto por completo na recuperação de sua própria vida, trazendo de volta o sentido anterior do casamento e o definhar de seu verdadeiro destino. E, convencida de que ela era o problema, resolveu aceitar seu destino traçado pelos outros e convenceu-se do casamento, mas ainda imaginando que iria convencer seu futuro marido, que tinha posses, mesmo questionáveis, mas posses, a deixá-la concluir os estudos. Casaram-se, e E adentrou em um novo mundo, um mundo de sofrimentos para seu espírito livre, pois seu marido transformou-se em um carrasco dos seus desejos, bloqueando tudo quanto podia no sentido de ele mesmo guiar o caminho da jovem. E agora era uma participante social, isolada psicologicamente de tudo e de todos. Um ano após o casamento, H saia de um bar e foi alvejado por três tiros a queima roupa disparados por um desconhecido, deixando E como única herdeira de uma pequena fortuna de um milhão de reais. Dois anos depois do fato, inaugurava-se naquela cidade a primeira faculdade, que dava acesso gratuito a meninas de baixa renda que obtivessem notas suficientes em sua seleção. Graduada, calejada e com autoestima recuperada E inaugurou seu empreendimento dizendo as seguintes palavras: “- Mais forte que o desejo de homens ou mulheres é o desejo dos sentidos de realização do todo. A partir de um desejo meu, e próprio, que foi motivo de chacota e discriminação de todos que agora matriculam seus filhos em meu estabelecimento, foi possível realizar o grande desejo de uma sociedade: amadurecer seus próprios sentidos e relacionamentos.”

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III Aniversário do CCBNB Cariri

31 05 2009

Participem!





Dois grandes nomes da MPB no Cariri

30 05 2009

     Dois grandes nomes da MPB se apresentam aqui no Cariri neste final de semana: Caetano Veloso e Geraldo Azevedo.

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     O primeiro apresenta o show “Zii e Zie”, do seu mais novo CD, junto com a Banda Cê. Será na Aplausus hoje (sábado) à noite. Os ingressos custam R$ 30,00.

     Já o segundo se apresenta amanhã, no Dia do Pau da Bandeira, no Parque da Cidade em Barbalha, como parte da abertura da Festa de Santo Antônio 2009. A entrada é gratuita.

Geraldo Azevedo 

     Duas ótimas oportunidades de assistir a shows diferentes dos que costumamos ter por aqui.

Fotos: Sites ‘Jornal O Grito’ e ‘Música de Pernambuco’, respectivamente.

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Divulgadas as primeiras atrações do JuaForró 2009

30 05 2009

     A Prefeitura de Juazeiro divulgou os primeiros nomes confirmados para o JuaForró 2009. Alguns deles realmente são esperados, diante da temática do evento; são eles: DOMINGUINHOS, ELBA RAMALHO, NANDO CORDEL e CHICO PESSOA.  Outros, fazem a gente se perguntar o que estarão fazendo aqui, em uma festa junina: LEONARDO E ZEZÉ DE CAMARGO LUCIANO. Francamente… Ainda segundo a divulgação do evento, serão privilegiadas as atrações regionais, tocadores de zabumba, triângulo e sanfona (esse sim é o estilo de música a ser valorizado na nossa festa junina!).

     Bom, atrações “breganejas” à parte, vale lembrar que todos os shows têm entrada gratuita. Este ano, algumas novidades. Primeiro, a logomarca do evento homenageia o centenário de nascimento de Patativa do Assaré. Segundo, antes do JuaForró propriamente dito (que acontece no Parque de Eventos Padre Cícero de 13 a 23 de junho), entre os dias 08 e 13, haverá apresentações descentralizadas em diversos bairros da cidade, em programação ainda a ser detalhada pela Prefeitura.  Por último, haverá a eleição da Rainha do Juaforró.

P.S.: No meio da semana deveremos ter a divulgação da programação completa.

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Governo encaminha Mensagem de criação da Região Metropolitana do Cariri

30 05 2009

O governador Cid Ferreira Gomes encaminhou nesta sexta-feira (29) à Assembléia Legislativa um Projeto de Lei Complementar dispondo sobre a criação da Região Metropolitana do Cariri (RMC). A Mensagem também trata da criação do Conselho de Desenvolvimento e Integração e do Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Cariri e da alteração da composição de micro-regiões do Ceará. O projeto trata ainda da inclusão dos municípios de Pindoretamama e Cascavel na Região Metropolitana de Fortaleza.

A RMC será formada pelos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, bem como pelos municípios que lhes são limítrofes: Santana do Cariri, Nova Olinda, Farias Brito, Caririaçu, Missão Velha e Jardim. O secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, afirmou que a criação da região metropolitana contribuirá para a constituição de uma circunstância cultural e socioeconômica capaz de compartilhar com Fortaleza a atração de população, equipamentos, serviços e investimentos públicos e privados.

“Acreditamos que a Região Metropolitana representará um novo foco de desenvolvimento capaz de atrair atividades econômicas. É importante dizer que hoje a região do Cariri já é maior em termos de população e desenvolvimento do que a Região Metropolitana de Fortaleza, na época em que ela foi criada, nos anos 70″, destacou o secretário.

Durante a revisão da constituição estadual a Assembléia Legislativa aprovou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) permitindo a criação de novas regiões metropolitanas no Ceará. A proposta havia sido encaminhada pelo Governo do Estado em 2007.

Assessoria de Imprensa da Secretaria das Cidades

Carlos Henrique (chenrique@cascivil.ce.gov.br / 3101.4462)

Fonte: Site do Governo do Estado





Fórum debate políticas para a cultura no Cariri

28 05 2009
Iniciou o II Congresso Cearense de Folclore e I Seminário Sobre Cultura, Religiosidade e Festas Populares do Cariri. A reunião do Fórum acontece mensalmente e de forma itinerante, onde são debatidas questões relacionadas ao turismo e à cultura da região do Cariri

Barbalha. Políticas para a cultura foram debatidas na manhã de ontem, no Fórum de Turismo e Cultura do Cariri, durante reunião no auditório da Faculdade de Medicina, em Barbalha. O evento marcou o início da programação do II Congresso Cearense de Folclore e I Seminário Sobre Cultura, Religiosidade e Festas Populares do Cariri, aberto oficialmente na noite de ontem, no município, com apresentações culturais e palestras.

O representante do Ministério da Cultura, Pedro Domingues, fez uma breve exposição aos gestores culturais e representantes de instituições, do plano nacional de cultura. Ele destacou a importância de equipamentos culturais na região, a exemplo dos museus, apontando que a rede cultural que simboliza o Cariri é exemplar. “O Memorial Patativa do Assaré é tão importante quanto o Memorial Padre Cícero, os costumes e artesanato regional”, diz ele.

Pedro Domingues destacou a importância de um planejamento da cultura para os próximos dez anos, mostrando o potencial e a capacidade existente no Cariri. “É isso que temos levado ao Ministério da Cultura, aos gestores culturais e empresários”, afirma.

Desenvolvimento

O vice-presidente do Fórum, professor Renato Dantas, destaca a importância do desenvolvimento dos setores do turismo e da cultura na região. O espaço de discussão ocasionado pelo fórum tem reunido diversos municípios da região do Cariri.

Ontem estiveram presentes representações de vários municípios, com a presença de secretários de Turismo e Cultura de várias cidades. Segundo o vice-presidente, o fórum tem sido uma instância de discussão e sistematização de projetos empreendidos na região.

O reconhecimento do trabalho do fórum vem sendo feito pelos ministérios da Cultura e do Turismo, além de ser importante órgão consultivo e reconhecido pela Secretaria de Cultura do Estado. Tanto que o Roteiro da Fé, que vem sendo elaborado no município de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria das Cidades, teve participação e acompanhamento dos integrantes do fórum.

Os inventários turísticos também são destacados pelo professor Renato Dantas. Esse levantamento vem sendo feito em sete cidades da região, uma delas Juazeiro do Norte. As preocupações giram em torno de todo um processo de capacitação dos gestores das áreas culturais e do turismo, hotelaria, a implantação de um selo de qualidade.

São cerca de dez anos debatendo projetos e meios de sustentabilidade para o turismo. “Esse fórum propicia a discussão sobre políticas públicas para se entender as suas áreas de atuação no Cariri. Não é um órgão deliberativo, e sim consultivo e que emite opiniões sobre projetos a serem desenvolvidos”, esclarece.

De acordo com Renato Dantas, “somos uma referência no Nordeste, um dos fóruns mais atuantes do Brasil”. O fórum atua de forma independente e todos os “pensares da região em termos de turismo e cultura passam pelo fórum, em nível de formatação e sistematização das políticas”, diz. Uma das propostas encaminhadas para a próxima reunião, será a retomada de discussão sobre a rede de museus do Cariri.

Mais informações:

Fórum de Turismo e Cultura do Cariri
Presidente – Cristina Martins
Fundação Padre Pedro – Brejo Santo – (88) 9968.7604


Elizângela Santos
Fonte: Diário do Nordeste





O Alumioso: Di Freitas se apresenta em Fortaleza

28 05 2009

Radicado em Juazeiro do Norte, o músico Di Freitas lança hoje, no CCBNB, o álbum ´O Alumioso´

Da rabequinha, muita gente não gosta: som que mais parece a ladainha das rodas de um carro de boi… Instrumento de cego… É, muita gente teima em desaprovar as nossas raízes. Explorando a melopéia da tradição árabe em faixas como ´A transfiguração do Alumioso´, o músico cearense Francisco Ferreira de Freitas, ou simplesmente Di Freitas, apresenta a sonoridade da rabeca com as de outros instrumentos artesanais, fabricados por ele próprio, em seu segundo CD, ´O Alumioso´ (Sesc SP). O primeiro foi ´Ultraexistir´ (2007), com a cantora lírica italiana Francesca Della Monica. Rabeca, marimbau, viola de 13 cordas e até violoncelo, seu instrumento de formação erudita, ganham a textura rudimentar da manipulação de cabaças, para dar forma a sons regionais e universais, na companhia de músicos paulistas. No show, terá a companhia de músicos da orquestra de rabecas, coordenada por ele e mantida pelo Sesc em Juazeiro do Norte.

DifreitasEm alguns momentos, o som é extraído com o auxílio do arco herdado do violoncelo que Di Freitas começou a dominar na Escola de Música do Sesi. ´Em outros momentos, uso as cordas dedilhadas, que aprendi tocando violão com os professores Tarcísio Lima e Raul Soares, mesmo contra a vontade do maestro Vazquen Fermanian´, conta o músico que também ampliou sua formação tocando viola de gamba no grupo de música antiga Sintagma, influência registrada, sobretudo, em ´O Alumioso Caririzeiro´. Os pizzicatos (dedilhados) chegam também à viola de 13 cordas, feita pelo próprio músico e criador de instrumentos, mantendo a afinação original do instrumento (em Ré), mas que se aproxima mais do formato da viola caipira do Sudeste, e não das violas usadas pelos cantadores da nossa região.

Encontro iluminado

O violão, de técnica experimental, soa na única composição com letra, a romançal ´Flor de Algodão´, na voz da cantora Juliana Amaral. E na homenagem a Nonato Luiz, ´Lavras da Mangabeira´, em lirismo ´sujo´ e apoiado pelo acordeon de Lincoln Antonio. O violoncelo (de cabaça) volta a encantar com um clássico do cancioneiro nordestino, ´Vaca Estrela e Boi Fubá´ (Patativa do Assaré), prima-irmã de ´Memórias do Boi Mansinho´, onde, entre ritmos percussivos de outras plagas, o carro voa pelas estradas sonoras do compositor. Também guia a releitura de ´Juazeiro´ (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) e a melodia indígena de ´Manduri, Jati, Cupira´, embora a percussão de Ari Colares e o piano de Lincoln a deixem mais indiana do que propriamente indígena, em alguns momentos. Os dois instrumentos estão até juntos, nas mãos de Di Freitas, na canção ´A estranha cavalgada´, tema armorial por excelência.

E o bailado gostoso de ´Segura o Coco´, em contraponto com o piano mais sensorial de Lincln Antonio, e dobrando a melodia de sua rabeca com viola tocada por Filpo Ribeiro, confirmam como o ´alumioso´ artista estava certo em sua decisão de mesclar referências. ´Salsa com Baião´ também, mais parecendo levada do Mestre Ambrósio até a hora de assumir uma latinidade imprevisível. Com uma levada mais quebrada da percussão e bateria do pernambucano Éder ´O´ Rocha, presente em todas as faixas do CD, ´A dança do Rei Negro´ o traz revisitando as matrizes sonoras do Oriente Médio com outro instrumento seu, batizado de lira nordestina, enquanto Filipo se encarrega da rabeca e Lincln Antonio ataca de piano e pifes.

Nas apresentações de hoje, o público de Fortaleza poderá se aproximar um pouco mais desta riqueza sonora, em que o rabequeiro, flautista e violoncelista terá a companhia de Evânio Soares (rabeca e viola), Cidália Maria (percussão e rabeca), Amélia Coelho (voz e percussão) e do músico egípcio Youssef Atwan. Só não poderá levar o CD, que acabou e não vai ter nem para os lançamentos no circuito Sesc de São Paulo e Rio, mês que vem. Quem puder conferi-lo depois verá um belo projeto, desde a capa de Leda Catunda. Di Freitas acredita estar cada vez mais próximo da linguagem popular, se desfazendo das normas da tradição erudita. Melhor para todo mundo.

CD O Alumioso, 2009

 14 FAIXAS, R$ 15

Di Freitas
Contato: franciscofreittas@yahoo.com.br

 

HENRIQUE NUNES
Fonte: Diário do Nordeste





Uma sensação deturpadora da razão

28 05 2009

Por Franzé Matos

Uma sensação deturpadora da razão

Percorre meu corpo nesses segundos

Em que o mundo parece desabar

Sobre ossos perfurantes

E gritos jorrantes de adrelina e cuspes a jorrar junto com palavras

Manchando de negro o ambiente

E transformando baluartes de negação e concordância

Em uma distância visceralmente enorme de transpassar

Pois entre mundos distintos

Há todo um jogo de instintos

Que a nossa mente e aos outros quer controlar

Sendo material pesado todo esse estado de incompreensão e divergência

E na iminência do embate

No corpo que se debate sob a parede que rui

Com líquidos de tristeza

Em variantes incertezas dos minutos que custam a cessar

Só resta contemporizar

Se por novamente em um altar famigerado

E criticar, criticar e criticar.

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Mais agenda cultural: poesia e experimentação no Crato

27 05 2009

CONEXÃO POÉTICA reúne poesia e experimentação poética no Cariri

Os dias 29 e 30 de maio de 2009 pretendem marcar a história das criações poéticas no Cariri. Trata-se do Conexão Poética, encontro sensacional quem acredita na poesia como forma de expressão e (r)evolução da espécie.

Um evento que reunirá artistas dos estados do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Brasília. Todos eles desenvolverão ações artísticas de intervenções urbanas poéticas, oficinas de vídeo-poesia, performances e demonstrarão seus processos criativos. Uma mostra de vídeos também está prevista. Tudo isso acontece na cidade do Crato, sul do Ceará, cerca de 600km da capital Fortaleza.

No dia 29 (sexta), O Conexão será realizado no OLHAR Casa das Artes, às 21h com lançamentos de livros e as oficinas. No dia 30, no Teatro Arena da RFFSA com recital poético e apresentações musicais, a partir das 18h.

O Conexão Poética é uma realização da produtora TODOSNÓS e tem a parceria do Centro Cultural do Banco do Nordeste, SESC, Olhar Casa das Artes e Secretária da Cultura do Crato.

Conexão Poética
dias 29 e 30 de Maio de 2009 (sex e sáb)
no Espaço Cultural OLHAR Casa das Artes e no Teatro Arena da RFFSA
cidade do Crato / CE
info: (88)3521-5777 e todosnosprodutor@gmail.com

Fonte: www.tembiu.pro.br





Agenda cultural: Nelson Rodrigues em cena

27 05 2009

Leitura dramática de “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, reúne Tear Cia. de Teatro e Grupo Bagaceira

Duas irmãs, Guida e Lígia, casaram-se na mesma igreja, no mesmo dia. Um ano se passou e desde o casamento elas dividem o mesmo apartamento com seus respectivos maridos. Tudo seria perfeito se não fosse a infelicidade muda de uma das irmãs, que escondeu durante esse ano um segredo matrimonial: continua virgem.

O espetáculo “A serpente”, última peça escrita por Nelson Rodrigues, inicia-se com a cena de separação de Décio e Lígia. Assim, o espetáculo já começa no auge de um conflito, escancarando a impotência de Décio e a virgindade de Lígia. Logo de início, após a saída de Décio e a chegada de Guida, escancara-se também uma relação ambígua de amor e inveja entre as duas irmãs, que antes dos casamentos pareciam se bastar uma para a outra. Guida, tentando impedir o suicídio de Lígia, oferece a esta uma noite de amor com seu marido, uma noite só de prazer para a irmã…

Nelson Rodrigues, nesta contundente Tragédia Carioca, nos mostra a que limites pode chegar o amor, a irmandade, o desejo e o ciúme.

Ficha técnica
Texto: A Serpente, de Nelson Rodrigues
Direção: Juliana Carvalho (Tear Cia. de Teatro)
Sonoplastia e figurino: Yuri Yamamoto
Elenco: Grupo Bagaceira de Teatro (Cristiane de Lavôr, Rogério Mesquita, Sâmia de Lavôr, Yuri Yamamoto). Atriz convidada: Adriana de Maria

Leitura Dramática de “A Serpente”, de Nelson Rodrigues
Tear Cia. de Teatro + Grupo Bagaceira de Teatro
= ÚNICA APRESENTAÇÃO – dia 28 de maio (qui) às 19h
no Centro Cultural Bom Jardim (Rua Três Corações, 400 – Bom Jardim)
entrada franca
info: (85)3497-5991

Fonte: www.tembiu.pro.br





A criatividade do povo de Barbalha

27 05 2009

    Foto de uma cena de um carro abandonado à Rua Divino Salvador, na aprazível cidade de Barbalha. Ô povo criativo!

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Entrando no clima

26 05 2009

     É boa a iniciativa da Prefeitura Municipal de Juazeiro em fazer a contagem regressiva para o centenário do município, tanto no seu site quanto na (futura) colocação de relógios-marcadores espalhados pela cidade. Assim, os munícipes vão se lembrando da data, contando os dias e isso vai gerando uma expectativa para a data, que será única. É uma forma também de fazer os cidadãos juazeirenses valorizarem a cidade, buscarem saber mais a respeito da nossa história e refletirem que tipo de cidade nos tornamos nesses quase cem anos e, mais importante, que tipo de cidade queremos ser daqui pra frente.

     Esperemos que, nesses poucos mais de 2 anos que faltam para o dia 22 de Julho de 2011, Juazeiro se torne uma cidade melhor em todos os aspectos e que nós tenhamos motivos verdadeiros para comemorar o nossa aniversário. Cabe principalmente ao poder público, mas também a você leitor, à iniciativa privada, enfim, a todos que compõem a sociedade juazeirense, fazerem sua parte para que, mais que uma simples data, esse seja o marco de uma nova era na cidade, de progresso, desenvolvimento e justiça social.

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Saiu por aí

25 05 2009

 ”Decom autua lojas de Fortaleza que não expõem preços na vitrine”

     Que tal o Decom dar uma passadinha aqui no Juazeiro também, a começar pelas lojas do Cariri Shopping e da Rua São Pedro, que teimam em não pôr os preços nos seus produtos? É um direito do consumidor ver o produto e já saber o preço, sem precisar adentrar na loja para perguntar os preços aos vendedores. Muitas vezes, ele passa por constrangimentos quando o produto não está dentro do seu poder aquisitivo e sai da loja sem levar a mercadoria.

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Conto da Semana

24 05 2009

Recife, 21 de maio de 2009.

                 A vida, por muitas vezes, é muito dura, caleja e faz despertar relações que nem sempre têm a serventia necessária e real para os seres humanos. A sociedade e suas teias de diferenças indiferentes criam laços que são passados de pais para filhos, e este passar, quase sempre, contorna o sentido do poder, da ignorância do poder – até do poder imaginado do matar e do morrer.

 Salvando o crime e perdendo a vida

Por Guilherme Patriota  

     Quando criança, a pequena S imaginava que um dia iria crescer e conquistar seus sonhos, como toda garota de dez anos de idade, mas sua trajetória, desde o nascer, programava um destino difícil e um futuro incerto. S era a sexta filha de seu X e dona C, casal de agricultores Itapetinenses que serviam à família P, alta mandatária das lavouras de caju do Sertão do Alto Pajeú. S era uma menina linda, esperta, estudiosa e consciente de sua situação social, no entanto prendada por um novo despertar que pudesse levá-la a uma vida melhor do que os seus pais podiam dar. S tinha dez anos, mas já fazia a 7ª série e tinha uma compreensão de mulher feita, além de um corpo formado e contornado que deixava qualquer adolescente a soltar pipas para o ar. Seu X e dona C moravam na casa dos fundos da grande fazenda PR, e S, assim como eles, se achava gente daquela gente, família daquela família, pois o tratamento que suas seis filhas recebiam naquela grande casa era bem melhor do que os próprios pais davam na sua, assim como relatavam os mesmos. No entanto, S era diferente, e o coronel A adorava colocá-la no colo, dizendo sempre que queria ter uma filha assim, e seu X enchia os pulmões de alegria por saber que tinha criado uma criatura tão linda, doce e inteligente como aquela. O coronel A apropriara-se de S, como quem realmente tivesse uma filha, mas isso deixava dona C encucada, pois desta forma ele nunca tinha feito com nenhuma das outras cinco, mesmo as tratando super bem. Dona C, inocentemente, resolveu perseguir os passos do coronel A, para saber até onde caminhava a bonança daquela situação e acabou por ver o que não queria: o Coronel estava sem roupas e recebia toques de requinte em seu membro reprodutor pela meiga e inteligente S. Dona C não soube como reagir e resolveu não entrar em ação, pois sua subserviência ao marido X acabava por indicar que aquilo era coisa para homens resolver. Dona C voltou para casa indignada, revoltada com sua condição e levada a experimentar seu primeiro amadurecimento real, que não configurava com a realidade que ela imaginava viver. Guardou-se até a noite, depois que já havia coberto todas as suas seis filhas, dedicando um carinho ainda mais especial a S, e esperou até o final da “Hora do Brasil”, quando seu marido chegava à cama, para contar todo o acontecido. Seu X aparentou um descontrole e, primeiramente, ameaçou matar o coronel A, demonstrando para dona C que era pai e que sentia tudo aquilo de forma brusca e nefasta, incorporando a faceta de um vingador, mas que na verdade já estava vingado. Depois de um diálogo conciliador, dona C notou que seu X demonstrara um medo de reação e, para salvar sua família da maior das misérias que é a humilhação, resolveu convencer seu X a não tomar nenhuma medida direta. Amadurecida por este primeiro baque, dona C resolveu que ela mesma daria um fim naquela situação, buscando montar um flagrante que pudesse demonstrar a todos naquela fazenda, da família do coronel até a sua própria, que o coronel era um homem de posses, mas que não tinha uma conduta como a do seu marido. Dona C notou que sempre que S chegava do colégio o coronel A a levava para o curral, sempre dizendo que iria mostrar o futuro para ela, pois o investimento nos cavalos ou na veterinária eram as saídas para aquele criança a posteriori, mas a senhora já compreendia que sentido era aquele. Na primeira oportunidade, dentro desta lógica, dona C chamou todos ao curral, afirmando que acontecia naquele momento um fato realmente inusitado e que ninguém poderia perder. Imaginando que iria desmascarar o canalha de seu patrão, dona C acabou por esfacelar sua vida.  Quando chegaram ao curral, dona C, seu X, a mulher do coronel e seus dois filhos, viram a pequena S se relacionando com o coronel A e geraram um escândalo maior do que a nobre e inocente senhora pudesse programar. Acuado e em defesa, o coronel disse a dona C que estava, na verdade, cometendo um crime, mas que ao mesmo tempo estava salvando a filha de um crime ainda maior, pois seu crime era qualificado e o que o seu X cometia era duplamente qualificado. O coronel explicara, para a despedida da inocência de dona C, que seu X abusava das outras cinco filhas dela cotidianamente e que resolvera tomar parte na situação, pois ele era o coronel e não poderia deixar um fato assim acontecer em suas barbas. Como não tinha outra saída que não fosse cometer os mesmo atos, pois de forma animalesca seu X já havia confessado ao patrão que acreditava que o poder estava nas mãos daquele que resguardasse o sexo ao seu bem querer, resolveu salvar a pequena S de um trauma ainda maior na sua vida promissora, acabando por gerar tal situação. Dona C, quase sem palavras, e antes de cortar seus pulsos com a foice, foi direta no seu texto, que serviu para todos que quisessem ouvir: “- Pedofilia é pedofilia em qualquer lugar.”

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Arrojada Mudança arquitetônica é projetada em Juazeiro

23 05 2009
Consulta pública sobre Roteiro da Fé

A Secretaria das Cidades realizou  sexta-feira (15)  consulta pública do projeto Roteiro da Fé. Durante o evento, foram apresentados à população os estudos e as intervenções urbanísticas propostas para os principais pontos de visitação dos romeiros no município. A audiência contou com a presença do secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, e do prefeito de Juazeiro do Norte, Dr. Santana Neto. O Roteiro da Fé em sua concepção paisagística compreende um longo calçadão com cerca de 4 km de extensão, começando na Rua do Brejo, ao lado da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, e passando pelos seguintes pontos: Casa onde Padre Cícero morou, Museu Padre Cícero (Rua São José), Capela de São Vicente,  Memorial Padre Cícero, muro do cemitério, parte da Rua Santa Cecília até chegar ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus, Rua São Bernardo até chegar ao Santuário de São Francisco, Rua São Jorge até chegar à  Igreja de São Miguel, Rua Dr. Floro até chegar  à  Basílica de Nossa  Senhora  das Dores, onde termina a primeira parte do projeto.

 Será um calçadão bem iluminado, arborizado com piso em concreto e dotado de muitos equipamentos de lazer, segurança etc., tudo para proporcionar conforto para os romeiros e os moradores da cidade, além de um melhor ordenamento territorial nos pontos de visitação.

 

Em todo o trajeto do calçadão só será permitida a presença de automóveis dos moradores das ruas envolvidas. A prioridade será dada aos transeuntes. O financiamento da obra já está garantido.

 Fonte: www.juaonline.info

Comentário: Somos da opinião de que todo projeto modificador, embelezador e que torne mais viável e funcional a estrutura urbana de Juazeiro do Norte é bem-vindo. Temos dito aqui que nossa cidade precisa se tornar mais bonita, mais agradável aos olhos, não pode ser grande apenas no tamanho, mas também em beleza!

A única ressalva que fazemos em relação ao projeto acima é que se tomem os devidos cuidados para manter viável o trânsito do Centro da cidade. Nossas ruas já são poucas e estreitas e se se fechar o acesso a determinadas vias, corre-se o risco de aumentar o caos vigente. Por exemplo, três ruas, principalmente, do nosso Centro servem para “subir”: a Padre Cícero, a São Paulo e a São Jorge. Se obstruirmos uma delas, as outras duas ficarão sobrecarregadas de veículos.

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Foto: Site da Prefeitura

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Trazendo o conhecimento do manifesto

20 05 2009

Por Franzé Matos

Trazendo o conhecimento do manifesto

Para o eterno postular de forças em relação

Que produzem o movimento

Em todo momento que pudermos questionar

Aquilo que vemos como unidade

E transformá-la em múltiplos espelhos da realidade

Criando multiplicidades tamanhas

Que fazem chocar minha própria razão

Criando em mim uma negação

Fomentando a contradição do ingênuo flertar

Elevando minha relação sujeito-objeto

Para outro paradigma e começo a compreender

O caminho que devo seguir para que algo de eterno original eu possa contemplar

E praticar na vida sensitiva os frutos desse pensar

Pois refletir sem praticar os conceitos que lhe assolam

É se prender entre medos dos pesadelos vazios

Num torpe medo das reações

Das mesmas sensações que todos os homens também sentem

Que por não refletirem sobre realidades postas

Permanecem expostas sob pano negro invisível

Que esconde sua real vocação

Ser manifestação de mútiplos

Tornando indivisível toda a realidade

E escondendo a verdade

Para uma vida de mentiras sonhar.

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Receita para fazer um blog de sucesso

19 05 2009

     Ainda bem que o sucesso não é nosso objetivo…

tirinha1223

     Troque-se “Fábrica de Amianto” por outras empresas, prefeituras, personalidades, etc e veja que qualquer semelhança com outros blogs que você conheça não é mera coincidência.

Fonte: www.malvados.com.br





100 anos de imprensa em Juazeiro

18 05 2009

Imprensa juazeirense

GERALDO MENEZES BARBOSA – Jornalista e escritor
 
Quando o tempo se fez veículo para arcar com a história do mundo, por certo já esperava a colaboração participativa da imprensa como sua fiel companheira testemunhal. Decorreram séculos para que Gutemberg reunisse tipos em letras, formando palavras e as imprimindo sobre tinta e papel, conseguindo até 300 impressos por dia, em páginas da Bíblia. A partir de 1440, a imprensa alçou vôo como jornal e maior meio de comunicação de massas, em janelas de conhecimentos, formadora de opinião pública, tornando-se a poderosa arma do homem contra seu maior inimigo, a ignorância. No Brasil, tem-se como primeiro órgão da imprensa o ´Correio Brasiliense´, impresso em Londres, 1808, seguido pelo Jornal do Comércio-PE (l827).

Não ficou distante a terra do padre Cícero, no roteiro da imprensa brasileira, ao lançar, no dia l8 de maio de 1911, seu primeiro jornal, ´O Rebate´, como democrática arma de conquista pela sua independência política, numa época difícil de maquinaria gráfica. Era imperiosa, naquele instante de motivação libertadora, a poderosa arma da imprensa que não exigia derramamento de sangue, mas o diálogo transparente de uma opinião pública feita através do jornal.

Direcionado pelo vice-líder local, o médico e jurista Floro Bartolomeu, o ´Rebate´ abriu páginas em confronto com o ´Jornal do Cariri´, de Crato, defendendo os postulados de uma urgente separação municipal, com artigos incisivos do próprio Floro, padre Alencar Peixoto, José Ferreira de Menezes, além de um forte editorial conclusivo.

Ao ser comemorado, a 18 de maio, o centenário da primeira edição do ´Rebate´, a Comissão Central do Centenário de Juazeiro do Norte homenageou a imprensa da terra do padre Cícero, exibindo o original do seu primeiro número e sua reimpressão, em solenidade no Panorama Hotel, trazendo à memória o exemplo pioneiro da imprensa conterrânea, como parte da programação feita para as comemorações do centenário do Município , marcadas para 22 de julho de 2011. É a imprensa sempre testemunha do tempo.

Fonte: Diário do Nordeste




Progresso e provincianismo

18 05 2009

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     A foto acima mostra trecho da Avenida Padre Cícero, que liga Juazeiro ao Crato. Recentemente reformada, a Avenida tem tudo que TODAS AS RUAS IMPORTANTES de uma cidade como Juazeiro deveria ter: é duplicada, bem sinalizada, bem iluminada, tem um canteiro central bem pintado, sem lixo e sem mato e tem fiscalização eletrônica que dispensa o uso dos famigerados redutores de velocidade (as “tartarugas”). O trânsito flui sem maiores problemas e com relativa segurança aos seus usuários (talvez faltem mais passarelas para os pedestres). Ressalte-se que as recentes chuvas provocaram buracos no asfalto em tudo quanto é rua da cidade, mas não na Avenida Padre Cícero; o material utilizado parece ter sido de boa qualidade. Precisamos que essas mesmas qualidades sejam características de todas as vias mais importantes da cidade!

     Agora vejam a foto abaixo:

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     Visualizar Juazeiro e o Cariri como um todo hoje é ver a mescla de progresso e provincianismo. Em plena avenida mais moderna e de melhor estrutura de que dispomos atualmente, um criador de gado atravessa tranquilamente com seu rebanho os dois lados da via, pondo em risco a vida de motoristas e pedestres. Na rodovia Juazeiro-Barbalha não é diferente: todo dia se podem presenciar jumentos perambulando na Avenida Leão Sampaio. Pois é, quem é usuário de trânsito no Cariri, mesmo nas vias mais movimentadas e estruturadas, ainda precisa andar como se estivesse cortando as roças, prestando atenção nos bois, jumentos e cavalos soltos por aí…

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Conto de um parágrafo só

17 05 2009

Recife, 15 de maio de 2009. 

O fantasma do Rio Pajeú

 Por Guilherme Patriota

                No inicio dos anos de 1990, em Itapetim, os pré-adolescentes não tinham muito o que fazer à noite, a diversão mais comum era ir até a praça Rogaciano Leite, que ficava bem no centro da cidade, para se encontrar e criar aventuras que fossem suficientes, mesmo que paradas, para preencher o buraco de tamanha energia gerada pelo organismo de todos nós. A turma era grande, eu, J, R, S, P, B e vários outros, e nos encontrávamos sempre às 19hs, quando já havíamos jantado, para criarmos a aventura do dia. Tínhamos a mania de repetir, até esgotar o sentido, brincadeiras das mais diversas possíveis, mas sempre impulsionados por algo que não fosse normal, ou que, pelo ao menos, não fosse do gosto de nossos pais – até porque dificilmente eles ficavam sabendo o que estávamos aprontando ou por onde estávamos andando. Nesta época, e por um bom tempo, resolvemos brincar de polícia e ladrão, mas não de forma comum, no meio da praça, optávamos por ir até as margens do rio Pajeú, que ficava a mais ou menos um quilômetro daquela praça central, pois lá a visibilidade era pouca e poderíamos dar mais realidade a nossas imaginações. Quando a brincadeira já parecia tornar-se banal, algo inesperado aconteceu. R, após o termino da brincadeira, saiu na frente, parou no meio do caminho de nossa volta, junto a um cercado de animais que havia no meio da estrada de chão, escondeu-se e imaginou que iria dar um susto em todos nós, os outros. No entanto, todos nós chegamos de volta à praça e notamos que R não tinha vindo conosco e daí começamos a viajar no que teria acontecido. Antes mesmo de montarmos histórias mirabolantes sobre o desaparecimento de R, avistamos o mesmo correndo em nossa direção, gritando, chorando. R chegou pálido, quase sem voz. Parou, sentou-se ao nosso lado, quando todos, aí sim concentrados, perguntávamos para ele o que tinha acontecido, por que ele tinha demorado e coisas tais. R, nessa noite, virou motivo de risos, pois nos informara que tinha visto um fantasma, daqueles clássicos, todo de branco, e o mesmo tinha lhe dito, enquanto ele se urinava de medo, que nós não mais deveríamos voltar a brincar por lá, nas areias do rio. R virou piada por uma noite e um dia, mas nossa curiosidade era gigantesca e sabíamos que no outro dia voltaríamos a brincar por lá de forma ainda mais instigada, pois agora, além dos nossos inimigos de brincadeira, fossem a polícia ou ladrões, tínhamos um fantasma da mente de R para enfrentar. No dia seguinte o grupo já não era mais o mesmo, vários outros amigos de escola apareceram para a aventura, dado que na escola tínhamos passado o dia “tirando onda” da cara de R – o menino que tinha medo de fantasmas – e ninguém, apesar de não acreditar, queria perder esta brincadeira por nada. Desde o momento em que saímos em direção ao rio, todos começaram a pregar peças uns nos outros. Alguns saíram na frente e fizeram susto em nós, os outros, mas nada que pudesse demonstrar um realismo temeroso com o qual R chegou a nossas vistas na praça no dia anterior. Quando convencidos de que não havia fantasma algum, resolvemos dar início a brincadeira, que no fundo era o verdadeiro foco de estarmos ali. Dividimos os times, sorteamos quem seria polícia e quem seria ladrão, e começamos a correria. O grupo dos ladrões que, naturalmente, saem na frente e em fuga, correu em direção a uma pedra que aparecia na margem contrária do rio, e que era lugar comum de esconderijo, pois muitos não tinham coragem de atravessar o rio à noite, apesar dele não ter quase água. No quando deste atravessar, antes de chegar aos pés da pedra, avistamos aquele pano branco flutuante e iluminado sobre a pedra, gritando “saiam daqui, saiam daqui”. Foi a visão do inferno. Era moleque chorando, e guri gritando, eram todos desesperados, aflitos com aquela aparição inesperada que confirmava a verbalização do dia anterior de R. Chegamos à praça em questão de segundos, todos pálidos, com medo realmente, e sem entender como aquilo poderia existir. No correr e no fugir daquele polícia e ladrão, na verdade correndo do primeiro e único fantasma que vi na vida, vários ficaram feridos, cortados pelo arame farpado que cercava toda aquela área. Outros, ainda mais feridos, haviam descido, forçadamente, o barranco abaixo, machucando braços e pernas de uma forma tão grosseira que tiveram de ir ao hospital fazer curativos e se consultar com o plantonista para terem a certeza de que não haviam quebrado nenhum osso. Desta forma, a notícia se espalhou pela cidade, e todos os nossos pais ficaram sabendo do acontecido, mas, obviamente, não deram crédito à aparição fantasmagórica. Passamos uma semana sem aparecer por lá, no entanto, na primeira investida de S, que era mais afoito, resolvemos tirar a “prova dos nove”, querendo outra vez ver para crer. Neste ínterim ZJ, que era pai de P e também policial, havia abandonado a sua patrulha noturna para patrulhar nossos passos, pois queria entender como seu filho tinha se machucado tanto. Paciente que era, ZJ esperou toda aquela semana nos vendo ficar na praça de conversa fiada, mas não arredou o pé de nossa cola até que fôssemos outras vez para algum lugar estranho, como era o caso de nosso rio das brincadeiras. Saímos da praça temerosos, mas dispostos a encarar o fantasma de uma forma ou de outra, querendo conversar com ele para saber qual era o corpo que tinha deixado sua alma, ou seja, saber se ele era o espírito de seu ZS que tinha sido dono daquelas terras em épocas passadas. Quando chegamos ao rio vasculhamos toda a área, buscando encontrar aquilo que nunca quisemos e ficamos com o nunca achar, pois enquanto caminhávamos nenhum sinal do fantasma apareceu. Resolvemos sentar na beira do rio que ficava do lado da cidade, como que esperando o momento de outra aparição. O tempo passou, e quando já nos levantávamos para irmos de volta à praça, frustrados com a não aventura daquela noite, enxergamos novamente o pano flutuante e iluminado vindo em nossa direção. Ficamos parados o quanto deu, mas nossas pernas começaram a tremer e saímos em retirada, correndo, com aquela aparição a nos perseguir. Nosso medo era tão cego e grande, e a escuridão era sempre tanta, que nunca percebíamos que sempre alguém estava faltando nos momentos em que o fantasma aparecia, e, de repente, no meio da perseguição, ouvimos dois tiros e gritos: “- Para, filho da puta! Para!” Era o policial ZJ, que estava a nossa espreita e que agora perseguia o fantasma a nos perseguir. Enquanto pulávamos a cerca, vimos a luz do fantasma desaparecer, e vimos o pano cair no chão e ouvimos aquela voz conhecida afirmando: “-Sou eu painho! Sou eu!” E ZJ, tirou seu chicote, que sempre estava no cinturão e começou a gritar e a chicotear ao mesmo tempo, dizendo: “- Sou eu o quê, seu cabra! Você num é fantasma, então vai ter que apanhar para ganhar vida!” Desta feita, estava descoberta a aparição. O fantasma não passava de um lençol branco com uma lanterna por abaixo que cobria, em revezamento, o corpo de P num dia e o de B no outro. Eles sempre deixavam o equipamento fantasmagórico enterrado, dentro de um saco, junto à pedra na outra beirada do rio, aproveitando-se da escuridão não para fugir no polícia e ladrão, mas para se transformarem naquela aparição. Para P, flagrado pelo pai por dois crimes familiares, brincar onde não podia e enganar toda uma cidade, sobrou o castigo de não mais poder ir para a Praça Rogaciano Leite por um ano inteiro, tendo cumprido a pena por completo. Já B, filho de JC, pai que foi avisado na mesma noite sobre o acontecido por ZJ, teve como punição imposta por seu pai criar uma nova aparição fantasmagórica que pudesse enganar seus outros três irmãos, obviamente que com a ajuda de todos nós.

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Programação da Festa de Barbalha 2009

16 05 2009

     Apesar de ainda predominar o mau-gosto e a falta de qualidade, temos muitas atrações boas este ano, algumas regionais. Fazer o quê? Aproveitar o que há de bom e ficar em casa nos outros dias… O destaque fica para a programação do dia do Pau da Bandeira: quatro palcos, todos eles com boas atrações. Boa festa!

  • Dia 31 – Dia do Pau da Bandeira

Palco 01- Parque da Cidade – Geraldo Azevedo; Joãozinho do Exu e Forró Kaquiado.

Palco 02 – Largo do Rosário – Dorgival Dantas; Casa de Reboco; Flávio Leandro e Cicéu.

Palco 03 – Marco Zero – Chico Pessoa; Maninho e Banda; Maurício Jorge e Fernandinho.

Palco 04 – Praça da Estação – Caninana do Forró; Ítalo e Reno e Forró Tapera.

  • No Parque da Cidade:

Dia 01, grátis, Swing Massa; Capim Cubano e Forró Cuxixo.

Dia 02, grátis, Ítalo Queiroz, Lázaro Barbalhense e Ellus Musical.

Dia 03, pago, Maninho e Banda; Calypso e Arreio de Ouro.

Dia 04, grátis, Os Pelejas; Os Águias e Forró de Nós.

Dia 05, grátis, Patrícia Michelly; Stéphane Pontes e Dé do Norte.

Dia 06, pago, Tchekerê; Louro Santos e Garota Safada.

Dia 07, grátis, Hélio Ferraz; Maurício Jorge e Dalton e Daniel.

Dia 08, grátis, Waldonys; Forró Tapera e Orlando Sanfoneiro.

Dia 09, grátis, Caixa Oito; Banda Retina e Epitácio Pessoa.

Dia 10, pago, Forró do Muído; Forró do Bom; Boca de Moça e Casa de Reboco.

Dia 11, grátis, Nilsinho e Cia; Chamego Bom e Zé Ramalho Barbalhense.

Dia 12, pago, Patrícia Michelly; Edu e Maraial; Parangolé e Forró de Taipa.

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Educação

16 05 2009

     O Brasil tem recursos para investir na educação equiparados aos países de primeiro mundo. Gastam-se verdadeiras fortunas, em nome da educação, só em nome, porque se contabilizá-las mesmo, não chega esse dinheiro todo ao destino e nem se educa o homem capaz de promover a transformação que a humanidade anseia. Aliás, nem precisa de CPI para saber que a educação está mendigando, com o chapéu na mão. Há um déficit de no mínimo 254 mil professores na rede esfarrapada do sistema. Precisa falar mais o que? Distribuem-se computadores a analfabetos funcionais como se isto fosse inclusão.

    É tão “simples”! Complicam tudo. Jesus deixou a proposta e o programa da pedagogia da transformação. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (Rm 12:2)  Ele não propõe que o mundo seja mudado, sim, diz que é possível transformar-se o homem.

     O mundo, cada vez mais perto e visível, fica ao alcance de um mouzer e a bala perdida fica ali. Cadê o educador? A verba acaba, antes de capacitar pessoas para assumir o comando da educação que a sociedade precisa! Os donos da verba preferem propor projetos disse daquilo e daquilo outro que fracassam, porque são feitos por voluntários despreparados.

       Cadê o salário mínimo do professor? Não se implanta e já é até Lei, mas neste País, fazer Lei é muito “simples”. A gente paga horas extras, ela é votada, aprovada, comemorada e enfiada nos gavetões. Socorro!

     Se Carlos Drumond de Andrade estivesse aqui, iria, com certeza, reeditar sua poesia na capa da atual política de educação.  Na poesia, ele já denunciara que “no meio do caminho tem uma pedra”…

      Diz-se que um certo rei mandou colocar uma enorme pedra no centro de uma estrada bastante movimentada e ficou à distância, observando as reações daqueles que por ali passavam. Ele desejava ver quem tomaria a iniciativa de retirar a pedra, que atrapalhava o livre trânsito.

     Os homens de todas as camadas sociais passaram e todos igualmente se desviavam da pedra, subindo no acostamento. O rei notou que a maioria daqueles que caminhavam, apressados, queixava-se do rei por não se interessar pela conservação da via.

      Finalmente, um pobre lavrador aproximou-se da pedra e, com grande esforço, retirou a pedra do caminho. Acontece que, ao transportar a pedra para fora da estrada, sentiu que pisara em alguma coisa que certamente estaria embaixo dela. Depois de afastá-la do caminho, voltou e viu que no lugar ocupado por ela estava uma carteira. Abrindo-a, encontrou, além de uma respeitável soma de dinheiro, também uma notificação do próprio rei, esclarecendo que aquela importância se destinava a quem demonstrasse respeito, consideração mútua e urbanidade ao retirar da estrada a pedra que mandara colocar de propósito.

Moral da história: O educador sabe o que fazer das pedras. A educação precisa mudar o ritmo e o tom do discurso para garimpar tantas pedras que encontra pelo caminho. E sobre pedras edificar escolas. Afinal de contas: “Tu és Pedro e sobre esta pedra”…

Ivone Boechat

PhD em Educação

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Projeto de Lei visa descriminalizar maus-tratos a animais

10 05 2009

Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei número 4548/98 que está apensado ao projeto de lei número 3981/00 e que propõe que seja removida do artigo 32 da lei federal número 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) a criminalização de atos de maus-tratos a animais domésticos ou domesticados.


Há mais de 10 anos, esse é o principal recurso legal que garante a punição de pessoas que cometem atos de maus-tratos contra animais. A aprovação desse novo projeto de lei implicaria na remoção da caracterização de crime para aqueles que maltratam animais, basicamente denotando tal comportamento como aceitável.

Acompanhe o andamento da campanha acessando: http://veddasartigo32.blogspot.com/

Manifeste-se nessa campanha que o VEDDAS inicia agora assinando o abaixo-assinado que será entregue ao Congresso Nacional e será usado na campanha em conjunto com outras ações.

A petição preparada pelo VEDDAS está disponível em:


“ASSINE, REPASSE e CONTRIBUA: leva apenas alguns segundos e fará toda a diferença para milhares de animais”


IMPORTANTE: Digite o seu nome, e-mail e cidade com atenção. Use um endereço de e-mail válido, do contrário a sua assinatura será removida pelo servidor. Ao final, certifique-se de clicar em “Approve Signature” para que a sua assinatura seja efetivada. Você receberá uma mensagem de e-mail em inglês (a petição está hospedada em site estrangeiro) apenas informando que a sua assinatura foi registrada.

Assine aqui a petição: http://www.petitiononline.com/artigo32/petition.html

Fonte: Veddas





Não se mistura fé e embriaguez

10 05 2009

Por Guilherme Patriota

     Quando penso em reflexões sertanejas, pois sertanejo que sou, sempre me vem na memória a fé de nosso povo. E não falo aqui apenas na fé que nos faz viver, mas também na fé que cega, na fé que desvirtua sentidos e, por vezes, nos faz morrer. Na estratégica cidade de Afogados da Ingazeira, no Pajeú Pernambucano, ninguém poderia ter mais fé do que dona A, mãe de gêmeos que, segundo a mesma, nasceram de um milagre de Padre Cícero do Juazeiro. Quando D e E vieram a vida, dona A tinha apenas sete meses de barriga e estava num pau de arara que se acidentou, dirigido por seu marido, a caminho de Juazeiro do Norte, a caminho de receber a benção que sua fé indicava para o recebimento dos seus filhos. Mesmo com o acidente e a gravidez, dona A escapou ilesa e deu a luz a dois filhos homens rezando, atribuindo aquela sorte ao santo cearense e gerando uma promessa que mudaria para sempre a rotina de sua vida. D e E, apesar do inicio de vida difícil, deram continuidade a viagem até a “terra santa” dos sertanejos e foram abençoados pelas palavras de sua mãe ao santo padre, com o sentido de voltarem, os dois, ao horto – santuário do santo padre – quando completassem quinze anos de idade para levar oferendas ao condutor de suas chegadas na terra. Na casa de dona A todos eram devotos e, além disso, sobreviviam da fé dos mesmos e dos próximos, dado que seu J era dono de pau de arara que fazia mensalmente o caminho de Afogados até Juazeiro para levar romeiros pernambucanos à cidade cearense. Dona A nunca deixou D e E irem com o pai em suas viagens, mesmo os dois manifestando o seu desejo de ir, pois para ela este desejo era a manifestação tentadora de sua fé e os dois só deveriam ir no momento certo, na hora certa de cumprir sua missão: pagar a divida prometida no instante de seus nascimentos, tendo resistido ao desejo de tempos anteriores como penitência de gratidão pelo milagre realizado. Seu J, desde o acidente que fez nascerem seus filhos, parou de beber e nunca mais teve qualquer problema na estrada, tendo a fé certeira de que tinha de viver para levar seus filhos de volta ao Juazeiro para finalizar o sentido da graça conseguida. E como é honesta a fé do povo sertanejo, assim como é honesta sua fidelidade ideológica, todos naquela casa diariamente rezavam em agradecimento e para que todos tivessem vida ao menos até o momento de irem reunidos ao santuário do Juazeiro do Norte. Quando faltava uma semana para a data prometida, seu J e dona A avisaram a todos os romeiros da cidade que nesta viagem não levariam ninguém, pois esta era uma viagem prometida e apenas a família reunida iria seguir em romaria. Fizeram todos os preparativos, compraram velas, comida, roupas novas, sapatos e até uma câmera fotográfica para registrar aquele dia tão esperado por todos. Ao amanhecer de um dia de novembro de 2008, entraram todos no pau de arara, seu J ao volante, com dona A e a filha mais velha ao lado, e os quatro filhos homens em cima – os gêmeos e os outros dois mais jovens. Chegaram a Juazeiro no “pingo do meio-dia”, como eles mesmos falavam, e não perderam tempo, direcionando-se retos ao horto para efetivar o pagamento de sua promessa. Chegando a Juazeiro se curvaram aos pés da estátua do santo padre em agradecimento e entraram em um êxtase daqueles que só a verdadeira fé pode gerar. Tiraram fotos, visitaram o memorial, a antiga casa do Padre Cícero e viveram uma felicidade momentânea que era suficiente para toda uma vida. Para seu J e dona A, mais do que para qualquer um, aquele era um momento de comemoração e, no finalzinho da tarde, adentraram em um restaurante para realizarem a “última ceia”, antes de iniciarem a jornada de volta a sua casa. A felicidade era tanta que seu J, extasiado, pediu de cara uma pinga e depois outra, e depois mais outra por fim, passando despercebido o sentido do volante, da direção. Embriagados de fé e vida, ninguém viu nada, ninguém falou nada, ninguém questionou nada e, depois de fartos pela comida, partiram de volta para sua terra natal. Mas a viagem foi curta. Seu J, quinze anos sem ingerir uma gota de álcool, cochilou na estrada e desceu com o caminhão barranco abaixo, levando consigo a vida de toda a sua família. Ao amanhecer, o policial rodoviário, em entrevista a jornais cearenses, afirmou categoricamente: “- Havia sinais de embriaguez no motorista, no entanto a fé dessa gente era tanta que todos morreram sorrindo e segurando uma imagem de Padre Cícero nas mãos. Portanto, e mesmo com fé, não se mistura bebida e direção!”

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Dia das mães

10 05 2009

Que mulher é essa ?

Que mulher é essa
que não se cansa nunca,
que não reclama nada
que disfarça a dor?
Que mulher é essa
que contribui com tudo,
que distribui afeto,
tira espinhos do amor!
Que mulher é essa
de palavras leves,
coração aberto,
pronta a perdoar?
Que mulher é essa?
que sai do palco,
ao terminar a peça,
sem chorar!
Essa mulher existe,
sua doçura resiste,
às dores da ingratidão,
resiste à saudade imensa,
resiste ao trabalho forçado,
resiste aos caminhos do não!
Essa mulher é MÃE,
linda, como todas são.

Ivone Boechat

PhD em Educação

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