Encontro Lusófono

8 05 2009

     Acontecerá, de 12 a 16 de maio, na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, a Mostra de Artes em Língua Portuguesa. O evento privilegiará músicos e instituições culturais, com uma programação que permitirá ao público conhecer melhor o trabalho de instituições culturais lusófonas, como BNB de Cultura, Sesc CE, Itaú Cultural e ONG Etnia, de Portugal. O evento apresentará ao público um pouco da boa música produzida em nosso idioma, porém pouco conhecida no Brasil.

Fonte: Diário do Nordeste

Comentário: A Fundação Casa Grande tem realizado um belíssimo trabalho lá em Nova Olinda (quem ainda não conhece precisa conhecer!) e vem se tornando cada vez mais conhecida em nível nacional. Neste mês de maio, a banda de lata formada pelos meninos da Fundação e chamada de “Os Cabinha” tocará em São Paulo, com Marcelo Camelo, ex-Los Hermanos. Conheça o site da Casa Grande, CLICANDO AQUI. Ou pegue o carro, dirija 50km de Juazeiro até Nova Olinda e conheça pessoalmente o projeto. Chegando lá, todo mundo ensina onde fica!

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Uma ‘ruma’ de shows na sexta

7 05 2009

     liberdade-e-raiz 

sexta-acustica

jessier-quirino

Fonte: Blog Agende-se.blospot.com





É uma pena…

6 05 2009

     É uma pena o Icasa ter sido eliminado (e com uma goleada de 4 x 1) nas oitavas de final da Copa do Brasil pelo Vasco da Gama, agora há pouco no Romeirão. Durante as duas últimas semanas a torcida juazeirense (e os antivascaínos também) nutriu grande expectativa de um feito histórico, já que o chamado “Verdão do Cariri” havia conseguido um ótimo empate em 1 x 1 lá no Rio de Janeiro. Infelizmente, aconteceu o mais lógico: com o time que caiu pra segunda divisão do campeonato cearense, era difícil ganhar da equipe carioca. Pelo menos a campanha da Copa do Brasil mostrou que o Icasa pode chegar mais longe, só precisa se organizar melhor. E é bom começar logo, pois a série C do Campeonato Brasileiro começa logo logo.

P.S.: Quem acompanhou a transmissão pela Rádio Vale FM deve ter notado a quantidade de políticos que patrocinaram o jogo: Deputado Vasques Landim, Vereadores Ronaldo e José de Amélia, Prefeitura Municipal de Juazeiro e Raimundo Macedo. Este último era anunciado com o slogan “Raimundão é Federal!”. Pois é, Raimundão, cuidado com a Justiça Eleitoral e a propaganda eleitoral antecipada…

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Segurança em Juazeiro

6 05 2009

     A Assessoria da Prefeitura vem divulgando em tom de comemoração (e com razão) que a nossa cidade foi incluída no Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania).  O convênio celebrado entre Município e Governo Federal, através do Ministério da Justiça, vai permitir a injeção de mais recursos no combate à violência, tanto por medidas preventivas como repressoras.

     Segundo ainda o Portal da Prefeitura, “O Pronasci tem como metas a redução da criminalidade e insegurança pública, o controle do crime organizado, a eliminação do poder armado de criminosos e o bloqueio à dinâmica do recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico.” Em Juazeiro, o dinheiro deve ser investido na formação de um gabinete municipal integrado em gestão, no setor administrativo, na requalificação da guarda municipal e no programa mulheres da paz.

     Muito importante mesmo essa conquista. Juazeiro vai crescendo a olhos vistos, adquirindo as vantagens, mas também os problemas de uma cidade grande, dentre eles a violência. A quantidade de assaltos a mão armada na cidade nas últimas semanas foi algo assustador. O movimento no Instituto Médico Legal (IML) daqui em um final de semana ou feriadão se assemelha muito ao de Fortaleza. O número de menores nas ruas pedindo esmolas, lavando carros, e vendendo objetos é muito grande; essa classe de menores é muito vulnerável a entrar no mundo da violência, se nada fizermos para os incluirmos socialmente.

     Precisamos mesmo ampliar e melhorar os serviços da Guarda Municipal e do Demutran; esperamos também (desta feita do Governo do Estado) a implantação do programa Ronda do Quarteirão. Porém precisamos também nos desenvolver, um desenvolvimento que venha com qualidade de vida para a população, com os devidos cuidados para nos tornarmos uma cidade pacífica e agradável de se habitar, lembrando que saúde, educação, emprego, esporte e lazer de qualidade para o povo também contribuirão para diminuir a violência.

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Ri-di-chulus XLI

5 05 2009

     As estradas do Cariri em péssimas condições. Têm trechos danificados pela chuva as estradas:

  • Crato – Farias Brito;
  • Crato – Nova-Olinda;
  • Barbalha – Crato (Via Arajara);
  • Barbalha – Jardim;
  • Juazeiro – Caririaçu;
  • Caririaçu – Lavras da Mangabeira.

     Essa são as que chegaram ao nosso conhecimento. Se você souber de mais alguma estrada danificada, poste aqui nos comentários.

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A causa da gripe suína

5 05 2009

A gripe dos porcos e 

a mentira dos homens

O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente.

Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.

O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco.

Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.

As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada “ação social”. Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.

O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.

Mauro Santayana

Fonte:  Jornal do Brasil (01/05/2009)





Discussão sobre Avenida Carlos Cruz chega à Câmara Municipal

4 05 2009

     Pois não é que alguma alma boa da Câmara Municipal de Juazeiro leu nossos posts a respeito da situação do calçadão na Avenida Carlos Cruz e solicitou audiência pública para discutir os problemas apresentados? Infelizmente, a audiência que deveria ter acontecido na última quinta-feira (30), não chegou a durar 15 minutos, pois houve tulmuto entre pessoas que vaiavam e as que aplaudiam o expositor dos problemas.

     Lamentamos que atitudes extremadas assim possam estragar a oportunidade que temos de fazer as autoridades ouvir nossas demandas. A sociedade deve requerer, incentivar e participar nesse tipo de ocasião em que somos chamados a participar efetivamente das decisões que interferem na nossa vida (isso sim é democracia, e não votar de quatro em quatro anos e esperar na poltrona a melhoria do mundo). A Câmara tentará fazer novamente a discussão no início dessa semana. Esperamos que, dessa vez, os presentes sejam mais maduros e procurem soluções para resolver os problemas, deixando de lado as briguinhas politiqueiras que a nada de construtivo levam.

     E que mais audiências acontençam! Juazeiro tem muitas questões a serem discutidas e o povo deve ser ouvido.

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JUACB?

4 05 2009

     O Diário do Nordeste noticiou que o deputado estadual (pois sim, ele existe e até fala!) Vasques Landim defendeu na Assembléia Legislativa que a Região Metropolitana a ser criada aqui venha a se chamar “Juacb”. Ora, serão só os 3 maiores municípios que vão compor a região? Se for, por que não chamar de Crajubar, como tradicionalmente já somos conhecidos? Ou simplesmente Região Metropolitana do Cariri, o que englobaria todos os municípios da região?

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Desenvolver o Cariri

4 05 2009

Leiam este editorial tratando da criação da Região Metropolitana do Cariri.

     A promulgação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), pela Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, permitindo a criação de novas regiões metropolitanas no Ceará, autoriza a elaboração de projeto de lei complementar, pelo Executivo, instituindo a Região Metropolitana do Cariri. Essa iniciativa exigirá a ampliação dos estudos técnicos para definir sua abrangência.

     A idéia não deixa de ser um avanço, especialmente se forem respeitadas, como manda a legislação, as afinidades geoambientais, espaciais e socioculturais. Na prática, a integração preconizada já existe, principalmente na esfera socioeconômica, tendo Juazeiro do Norte como pólo aglutinador dos negócios do Cariri.

     Maior mercado consumidor da região, com 250 mil habitantes, Juazeiro do Norte chegou nos anos 60 a dispor de um comércio atacadista bem próximo ao de Campina Grande, na Paraíba, abastecendo municípios do Ceará, Piauí, Pernambuco e da própria Paraíba. De outra parte, o comércio varejista atendia as demandas das cidades no seu entorno. As vicissitudes econômicas, especialmente o processo inflacionário e a escassez de crédito para capital de giro, provocaram o desmantelamento da forte cadeia atacadista, na qual se destacavam os distribuidores de miudezas, gêneros alimentícios, tecidos, ferragens e combustíveis. Também a produção artesanal de ourivesaria sofreu sério abalo, provocando o fechamento de mais de 50 pequenas fábricas de alianças, brincos, anéis e braceletes. Este ciclo econômico foi substituído pela expansão desordenada do comércio ambulante, espalhado pelo centro vital de Juazeiro do Norte – a Rua São Pedro -, fazendo desaparecer sua feira aos sábados. Para compensar a queda no setor do comércio, Juazeiro ganhou inúmeras indústrias, descentralizadas pelas rodovias que ligam a cidade ao Crato e a Barbalha. A produção industrial impulsionou sua economia.

     O Crato, por sua vez, situado a dez quilômetros de Juazeiro, sempre primou pelo varejo de qualidade, além de suas características de cidade cultural por excelência. Centro introdutor da educação universitária no interior, lá foi implantada, em 1960, uma Faculdade de Filosofia, embrião da Universidade Regional do Cariri.

     Barbalha, também distante dez quilômetros, viu a economia agroindustrial da cana-de-açúcar tomar outro impulso com a instalação de três indústrias essenciais: uma de açúcar, outra de cimento Portland e uma terceira, de cerâmica. A crise econômica das últimas décadas só permitiu a consolidação da indústria de cimento. Barbalha se impôs como pólo de saúde por excelência.

     Excluídos esses três, os demais municípios, dentre os 33 do sul do Ceará, registram crescimento aquém de suas potencialidades. Por isso, a região carece de um plano de desenvolvimento para consolidar a região metropolitana programada, capaz de espalhar benefícios gerais por todas suas cidades. A experiência do Plano Asimov, na década de 60, demonstrou como o planejamento regional transforma as áreas onde as riquezas estão latentes.

Fonte: Diário do Nordeste





Caso ZH

3 05 2009

Recife, 29 de abril de 2009

A imponência econômica contra a natureza real

Por Guilherme Patriota

                ZH era um típico político do sertão nordestino que havia perdido seu curral eleitoral, mas que tinha tido tempo suficiente para conquistar recursos escusos que realizaram um sonho da maioria dos sertanejos: morar na Avenida Boa Viagem, de frente para o mar, da capital pernambucana Recife. Peculiarmente, ZH e sua esposa B adoravam entrar no mar às 16hs, diariamente, para transar, transformando aquele ato tão comum para qualquer casal em um ato teatral para vários adolescentes que sempre freqüentavam aquela mesma praia naquele mesmo horário. Diariamente, assim como ZH e B, vários, e cada vez mais vários, jovens se juntavam às 16hs, convidados por panfletos vocais que passavam de adolescentes para adolescentes, para entrarem no mar e assistirem aquele espetáculo erótico que, com certeza, não era indicado para menores de dezoito anos. ZH e B, com seu fetiche molhado e salgado, não se apercebiam que eram observados diariamente, e apenas comentavam, ao sair do mar, que o número de jovens que freqüentavam a sua área de banho estava sempre aumentando, contrariando as indicações de periculosidade inseridas diariamente nos jornais da cidade quanto aos banhos de mar naquela região. A notícia se espalhara por toda zona sul, atraindo diversos observadores. Ambulantes, que anteriormente apenas vendiam cervejas, água de coco e churrasquinho, agora também alugavam binóculos e lunetas que possibilitavam uma melhor visão do espetáculo, fazendo aumentar a renda familiar dos menos favorecidos que moravam nas diversas favelas que circulam o bairro de Boa Viagem. Outros jovens, mais sofisticados e interligados com a modernidade digital, levavam suas câmeras de alto alcance para registrarem o ato e para postarem aquela aventura na internet, gerando uma cadeia de comunicação internacional, trazendo outra vez ZH para mídia, só que desta vez não como político corrupto, mas como senhor de idade que realiza atos sexuais com sua companheira, diariamente, na praia de Boa Viagem. O fato tomou uma dimensão impressionante, e agora ZH e B eram celebridades internacionais, eram cumprimentados nas ruas, eram observados por outros senhores de sua geração como heróis e muito mais como indecentes, mas, na verdade, não sabiam por que – até imaginavam que isto se dava pela popularidade alcançada por seu filho, que era dono de uma rede de lanchonetes, e que não tinha tempo de fazer outra coisa que não fosse trabalhar para crescer seu negócio, perdendo assim a possibilidade de assistir ao espetáculo mais comentado na cidade de Recife.  A sociedade tradicional nordestina começava a se indignar com aquele fato, e autoridades mais conservadoras resolveram efetivar um flagrante de atentado ao pudor, afirmando que suas crianças não poderiam ir à praia normalmente e assistirem a um ato tão indecente de forma tão aberta. Reuniram imagens da internet, coletaram depoimentos de observadores comuns, acionaram a policia e a imprensa e marcaram a realização do flagrante para uma terça-feira, sempre no mesmo horário. ZH e B, alheios ao mundo digital, e mais preocupados com sua própria vida, saíram de casa no mesmo horário, com o mesmo destino e com a mesma sensação. Observaram que a maré estava cheia, adentraram no mar e deram continuidade a sua rotina, que era teatral para muitos, e que agora se tornara criminosa para outros. Neste momento estavam a postos vários observadores, como de comum, a polícia, a representação do juizado, a imprensa e salva-vidas, mas ninguém imaginava que outra coisa que não fosse aquela prisão em flagrante pudesse acontecer com o sentido de questionar a sociedade pernambucana. De repente, antes de todos poderem prender o casal que insultava a dignidade social com a prática de sexo em público, observou-se o desespero de B, que acenava bruscamente para todos, gritando e implorando que alguém viesse ajudá-la. B segurava ZH nos braços, e sua agonia era tanta que os observadores perceberam que algo de anormal acontecia naquele instante e naquele local, adentrando vários ao mar na tentativa solidária de ajudar aquele casal. Os primeiros a chegar, observaram que ZH sangrava e B logo afirmou que seu marido havia sido atacado por um tubarão – o bicho tinha trucidado o pênis do pobre homem. O desespero se estendeu a todos, e aquela mesma corrente que informava que um casal transava diariamente na praia agora informava a todos sobre um novo ataque de tubarão. A polícia, os salva-vidas e a imprensa, preocupados com a moral de uma sociedade, e que estavam ali para flagrar um ato inadequado de conduta social, acabaram por flagrar um ato ainda mais inadequado e que é deixado de lado diariamente. Depois do socorro de ZH, B tornou-se mais uma vez celebridade, adentrando a casa de todo um país através dos telejornais, dando o seguinte depoimento: “- O Pênis do meu marido era igual ao porto de Suape, majestoso, imponente, mas despreparado para a cadeia alimentar dos tubarões que residem no litoral pernambucano.”

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Como incentivar os filhos a ler

2 05 2009

     Alessandro Martins, editor do Blog Livros e Afins, escreveu um post citando onze atitudes simples de seus pais, as quais o fizeram gostar muito de ler. Fica a dica para aqueles que seus filhos sejam bons leitores:

  • “Presenteavam-me com livros – Quase toda semana eu ganhava um livro novo. Nas datas festivas, além de um brinquedo, eu ganhava um livro.
  • Levavam-me às livrarias – Nada mais divertido e que chame mais a atenção de uma criança que a colorida seção de livros infantis. Ainda que ela seja pequena e desorganizada, como costumam ser as de ultimamente, para a criança tudo é grande, vasto e divertido.
  • Levavam-me à biblioteca - Nem todo mundo tem dinheiro para comprar livros toda semana. Mas uma biblioteca tem uma quantidade enorme de livros à disposição. De graça. Lembro como ontem o dia em que meu pai me acompanhou quando fiz a minha carteirinha. Emprestei uma edição do Príncipe Valente.
  • Associavam esses passeios a coisas divertidas – Uma ida à livraria ou à biblioteca era acompanhada sempre de um sorvete, uma passada na pastelaria ou um passeio no zoológico. Não precisa ser nada muito complicado. A leitura deve estar ligada a atividades prazerosas já que também é uma.
  • Não tinham preconceito quanto a gibis - As histórias em quadrinhos são ótimas maneiras de iniciar a criança à leitura. Embora sejam uma forma de arte diferenciada, habituam à palavra escrita.
  • Liam histórias para mim – Minha avó também lia histórias para mim. Sempre que o fazia colocava seus óculos. Como eu ainda não sabia ler, um dia roubei os seus óculos imaginando que aquilo me ajudaria a entender aquelas letrinhas todas.
  • Contavam histórias para mim – Quem gosta de ouvir histórias, gosta também de lê-las e de contá-las. Eles também me mantinham em contato com as pessoas mais velhas da família que, por natureza, são contadores de histórias. Quando criança, lembro de aos domingos, bem cedo, ir para cama de minha bisavó, onde ela me contava as suas aventuras da juventude.
  • Davam livre acesso aos livros adultos – Eles nunca temeram que eu estragasse os livros da biblioteca, os livros “sem figura”. De fato, estraguei alguns, mas a minha transição dos chamados livros infantis para os adultos foi gradual e sem pressões, no meu ritmo. O primeiro que li foi Tubarão, aquele do filme.
  • Meu pai me levava ao cinema – O cinema é uma das portas de entrada para a literatura. Foi ao ver Mogli, dos estúdios Disney, que me interessei em ler o Livro da Selva, de Rudyard Kipling.
  • Eles liam – Meu pai, sobretudo, lia muito. Para uma criança, o cara mais legal do mundo é o pai. E, quando você é criança, tudo o que você quer é ser como o cara mais legal do mundo. E o mais importante:
  • Eles NUNCA me obrigaram a ler – Tudo que é feito por obrigação é um saco. Coisas feitas contra a vontade causam trauma. E, depois de um trauma, mesmo que seja a mais prazerosa das atividades, mais tarde você vai associá-la com sentimentos ruins e se recusar a fazê-la. Para entender melhor, apenas neste item substitua a palavra leitura pela palavra sexo.”
  •      CLIQUE AQUI para ler outras dicas do mesmo blog para aprimorar seu hábito de ler.

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    1 ano do Joaseiro.com

    1 05 2009

         Hoje, 1º de maio, o Joaseiro.com completa um ano de existência. [Embora tenhamos alguns posts feitos na forma de testes e datados anteriormente a 1º de maio de 2008, foi exatamente naquela data em que começamos a divulgar o endereço para os amigos mais próximos]

         Embora a quantidade não seja o nosso foco, ficamos felizes ao constatar nossos números: em 365 dias dessa curta vida, nossos quase 500 posts foram acessados mais de 53 mil vezes e receberam quase 400 comentários. Certamente outros blogs conseguem e conseguirão números maiores do que esses, às custas de publicidade, matérias que dão mais “audiência” e maior visibilidades para os sites de busca; esse, porém, nunca foi nosso objetivo. Antes, a qualidade dos textos, a abordagem séria e crítica (mas sem perder o bom humor) dos assuntos relevantes. Aqui a exaltação e o proveito pessoais passam longe: trabalhamos em um projeto abnegado e despretensioso de sucesso e reconhecimento; todas as nossas publicações visam a proporcionar a você, nosso leitor assíduo, um espaço de leitura agradável e profícua, que sirva ao engrandecimento da coletividade.

         Nosso trabalho é de formiguinhas, mas temos certeza que onde nossa mensagem for chegando estaremos dando nossa contribuição para uma cidade melhor, para pessoas melhores em um mundo melhor. Agradecemos a você, nosso leitor que nos prestigia, comenta, critica, divulga o blog e sugere as pautas; aos nossos colaboradores e colunistas que enriquecem o nosso espaço com seus textos belíssimos; aos blogs e sites parceiros que divulgam nosso endereço sem nada pedir em troca; enfim, a todos que acompanham o Joaseiro.com, nosso muito obrigado.

         Cordialmente,

         Equipe Joaseiro.com





    Mais poesia

    1 05 2009

    No dia do nosso aniversário, postamos a bela instigante poesia de Franzé Matos, nosso grande parceiro desde o início do blog.

     

    Sou um sofista. Produzo minha doxografia em poesias

    Que virtuam e desvirtuam o pensamento de tanta gente

    Pois nossa razão baseada em projeção não privilegia a verdade

    Mas um mundo de virtualidade que cremos como a única forma possível de se pensar.

    Esquecemo-nos das grandes dúvidas que forma o homem

    Inebriados por juros, mercados, paixões e das bolsas em colapso

    Ai meu deus! Quanto dinheiro eu perdi?

    Por isso a filosofia é salutar

    Pois nos faz rememorar

    Da dádiva que é ser um ser racional

    E poder superar o animal que a todo momento tenta nos dominar

    Devemos rememorar o sentido que nossas efêmeras vidas devem trilhar

    Para fazer frutificar em campos de selvagerias e futilidades

    Sem se preocupar com as fatalidades que tal busca lhe trará

    Pois enunciar pensamentos idiossincráticos sobre a vida de outro ser pensante

    É divagar por preconceitos incessantes

    E ser queimado em fogueiras

    Já não as de madeira, mas de risos irônicos e flertes atônitos

    Que transformam toda contraposição

    Em uma simples memória

    Que aos poucos se evapora

    Pois outra bolsa acabou de falir.

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