Quadrilha

5 08 2009

     Assistimos também à reunião do Conselho de Ética que serviu para mostrar que o seu presidente rejeitou todas as cinco primeiras denúncias contra José Sarney. O Conselho tem como presidente o medíocre suplente, ora no exercício do cargo, senador Paulo Duque do PMDB-RJ e como vice Gim Argello (PTB-DF), que era suplente de Joaquim Roriz (PMDB-DF, que renunciou para não ser cassado por corrupção). Gim, mal assumiu o cargo já teve pedido de cassação aberto e só foi salvo pelo então presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Hoje, Paulo Duque e Gim Argello fazem parte da chamada tropa de choque de Renan e Sarney. Por aí vocês imaginam que de ética esse conselho não tem nada.

     Dias atrás, Paulo Duque já havia deixado a entender que não aceitaria as representações contra Sarney e chegou a declarar que o PSOL, partido autor de duas dessas representações, “nem existia”. Ora, que isenção tem esse senador pra julgar se as denúncias contra outro senador têm ou não indício de verdade? Pois mesmo assim ele julgou todos os pedidos improcedentes, alegando que não tinham fundamentação, e eram apenas notícias de jornal com fins eleitoreiros. Antes, porém, de anunciar seu veredicto, Paulo Duque foi interpelado por Arthur Virgílio (PSDB-AM), autor de três das denúncias contra Sarney rejeitadas hoje. [Em represália, foram apresentadas denúncias contra Virgílio, de que ele pagava salário de um funcionário que não trabalhava em seu gabinete. Virgílio está tendo que devolver o dinheiro, em quatro prestações] Pois bem, Arthur Virgílio acusou Paulo Duque de cometer o mesmo crime que ele assumiu: Duque também tem funcionários em seu gabinete que recebem salário de não trabalham. Paulo Duque enrolou, enrolou e não respondeu.

    Diante desse imbróglio todo, que acabou – até agora – na não denúncia de Sarney, lembramo-nos do poema célebre de Drummond, que dá título a esse post e cabe como uma luva nas relações incestuosas que ocorrem agora no Senado. A paródia ficaria assim:

Virgílio denuncia Sarney,

Que denunciou Virgílio,

Que denunciou Duque,

Que não denunciou ninguém.

 

    Enquanto isso, Sarney ainda permanece lá, apoiado por Fernando Collor, Renan Calheiros, Paulo Duque, Gim Argello, Wellington Salgado, Mão Santa, Heráclito Fortes, Almeida Lima e tantos outros, sem esquecer, claro, de Luís Inácio Lula da Silva.

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A inocência de Sarney

5 08 2009

     Acabamos de assistir, aqui pela internet mesmo, ao discurso do Presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), pela primeira vez se defendendo na tribuna de todas as acusações que pesam contra ele. Nervoso, gaguejante e em alguns momentos demonstrando estar até emocionado, Sarney tentou passar uma imagem diametralmente oposta – e não conseguiu – de que estava seguro para responder a tudo na ponta da língua. Iniciou relembrando sua história política e depois passou a rebater as denúncias. Dentre outras coisas, mostrou que os chamados atos secretos existiram não só durante a sua presidência, mas de todas as presidências desde 1995 (vale lembrar que o próprio já foi presidente do Senado em outros dois mandatos). Como se isso justificasse!

Algumas frases do Senador Sarney:

“Rodrigo Cruz também não sei quem é. Incluíram como se fosse nomeado por mim.” Rodrigo Cruz é  simplesmente o homem de quem Sarney foi padrinho de casamento e genro do ex-diretor Agaciel Maia.

“Há 55 anos no Congresso, nunca adotei a norma de chamar parentes para a minha assessoria.”

“É claro que não existe o pedido de uma neta – se pudermos ajudar legalmente – que qualquer um de nós deixe de ajudar.”

“Segundo nome: Vera Portela Macieira Borges. Realmente, é sobrinha, por afinidade, minha (…)”

“Perdão, eu pulei Ivan Sarney. Ivan Sarney trabalhou aqui dois anos”

“Sou vítima de uma campanha sistemática e agressiva”

“Estavam discutindo, sou Senador e estou sendo representado como decoro parlamentar, mas colocaram minha família que nada tem a ver com o Senado.”

“Este cargo não me acrescenta nada senão agruras, injustiças, decepções e trabalho, mas minha certeza de que nada fiz de errado,(…)”

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Sobre a Gripe A no Cariri

5 08 2009

     Hoje pela manhã médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais e estudantes da área da saúde estiveram reunidos no auditório do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo em Barbalha para receberem treinamento, orientações e atualizações sobre a Gripe A, a fim de saber conduzir os futuros casos que o Cariri venha a apresentar. A população da Região Metropolitana do Cariri deve ficar tranquila – porém alerta – pois há aqui, mais precisamente na Secretaria de Saúde de Barbalha, quantidade suficiente da medicação específica para os casos graves da doença. Se houver necessidade, os remédios serão repassados aos pacientes que necessitem, em qualquer município da região.

     O Cariri ainda não tem nenhum caso confirmado da nova gripe, mas isso não tardará a acontecer. Daqui a um mês Juazeiro receberá milhares de visitantes para a Romaria de Nossa Senhora das Dores, o que deve contribuir bastante para a vinda do vírus para a região. É bom os serviços de saúde e as secretarias prepararem-se, reforçando os plantões e atendimentos nas emergências e postos de saúdes da região.

     É importante alertar às pessoas que evitem ir a hospitais desnecessariamente e que não saiam para lugares onde exista grandes aglomerações, a fim de evitar a contaminação. Nunca é demais lembrar: evitem a automedicação e sigam as recomendações de higiene preconizadas pelo Ministério da Saúde e já amplamente divulgadas pela mídia.

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