– É doido, as pessoas perderam a noção do que é público e privado de um jeito patético e absurdo – diz o autor. – Acordam e escrevem num twitter ou num blog: “Hoje tô de ressaca. Acho que vou vomitar”. E depois completa: “Não, não vou”. Todo mundo quer ser o biógrafo instantâneo de si mesmo. O resultado são histórias desinteressantes contadas de um jeito mais desinteressante ainda.
Allan Sieber, quadrinista, na ocasião de matéria veiculada no Jornal do Brasil do dia 17/09 a respeito de seu livro “É tudo mais ou menos verdade”, uma interseção entre jornalismo e quadrinho através da sátira à imprensa e a tipos sociais urbanos, como o exemplificado na citação acima.
Para ler a matéria completa:
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/17/e17095812.asp
Tão sacal quanto as tolices da vida diária dos anônimos é a rotina dos “famosos”, principalmente políticos. “Agora estou em reunião”. “Agora vou pra inauguração de tal obra”. “Agora vou me encontrar com deputado tal”.
Ora bolas, se pelo menos trouxessem contribuições importantes pra discussão dos problemas da cidade, do país….
Só deve falar quem tem algo a dizer de relevante. Quando não, o silêncio é a melhor coisa a fazer.