Poema

25 10 2009

O homem-máquina

Por Franzé Matos

O homem-máquina vivia
Antes numa ilusão de ser homem
Agora num desejo de ser máquina

No sol quente
Que lhe tocava a pele
Feria agora a química fria
Que protege e perece
Até o próximo frasco
Casco cheio de nova pele
Que se compra

O olhar se estende a vastidão
Do novo e límpido focar de sua mão
A matéria escura de todo universo
O subverso, o transverso já não são limites
O limite é a capacidade de ser máquina
De ser Deus na terra. Este demônio do homem?

Mefistófeles amigo
Que traz de volta o sentido
Sem te cobrar quase nada
Apenas sua alma
Sua gana, seu drama
De ser um novo homem
Homem perfeito e máquina.

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