O homem-máquina
Por Franzé Matos
O homem-máquina vivia
Antes numa ilusão de ser homem
Agora num desejo de ser máquina
No sol quente
Que lhe tocava a pele
Feria agora a química fria
Que protege e perece
Até o próximo frasco
Casco cheio de nova pele
Que se compra
O olhar se estende a vastidão
Do novo e límpido focar de sua mão
A matéria escura de todo universo
O subverso, o transverso já não são limites
O limite é a capacidade de ser máquina
De ser Deus na terra. Este demônio do homem?
Mefistófeles amigo
Que traz de volta o sentido
Sem te cobrar quase nada
Apenas sua alma
Sua gana, seu drama
De ser um novo homem
Homem perfeito e máquina.
Joaseiro.com
muito bom!
um dos melhores que li por aqui.
abraços