Por Franzé Matos
O que é isso sobre nossas cabeças?
Estrelas? Galáxias? Planetas? Não é o desconhecido
Aquilo que tanto temes em pensar
Vives num planeta que flutua sobre o nada
Que é um tudo. Sem saber que é poeira
Uma lareira ínfima. Em oceanos ao quadrado² ao quadrado²… de incertezas.
Tu amigo não tens certeza de nada
Moras num grão de areia
Inebriado pelas glórias voláteis
De falsas verdades
E esqueces as estrelas
Tu? O bem maior da natureza.
Grande piada! Pó é pouco para o que tu és em relação a uma galáxia.
Admira-me ver quão amantes és das falácias…
Porque gostas tanto de se enganar?
Tua Terra gira e não sentes
Tua galáxia movimenta-se e não sentes
O universo se expande e não vês
Como podes crer nisso tudo que te mandam pensar?
Expande-se? para onde?
Buscas uma segurança onde não existe
Inebriar-se com certezas artificiais
Não traz paz alguma ao homem
Mas te faz viver em um cemitério
Coberto pela terra
Que te penetra a boca
Que transforma em rouca
A voz que agora chora por ti
E tu! Sem nunca refletir. Sobre o absurdo aparente que te entorna.
Pois fechando a porta para este universo de mistérios,
Corrompe-se a mentiras ditas como verdade
De onde baseias tua “inteligente” vida
Jogas uma bola para cima ela cai!
Que magnífica certeza, não?
Vais para lua e atira a mesma bola…
A bolsa de valores que agora quebra
Sais da Terra
De que te vale essa verdade?
Humildade é…
Sentir saudade do desconhecido
E ser ungido ao mundo que realmente te aproxima da verdade.
E a única saudade, humano, que deves ter
É a de perceber que realmente nada sabes.
Joaseiro.com
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