Às ruas, à terra

18 10 2009

O vandalismo da violência social nas grandes cidades provocadas pelo êxodo rural parece não escandalizar a mídia. Vocês do Rio não assistem os vandalismos provocados pelas forças de repressão em despejos de famílias sem teto. A polícia de São Paulo usou trator de esteira para destruir barracos em uma favela. Isso sim é vandalismo contra o povo brasileiro.

João Pedro Stédile,

a respeito da luta pela atualização dos índices de produtividade do país e da pecha de “vandalismo” frequentemente atribuída ao Movimento dos Sem-Terra.

Leia a entrevista no Jornal do Brasil, clicando aqui.





Novo canal de TV no Cariri

2 10 2009

    Louvamos a chegada da TV Verdes Mares no Cariri, iniciando ontem suas atividades. A vantagem para os telespectadores é que agora não haverá versão única dos fatos divulgados pelo jornalismo televisivo local, já que a TV Verde Vale tem claramente interesses políticos ligados ao seu dono, o deputado federal Manoel Salviano.  Nada melhor do que a pluralidade de fontes para garantir o amplo direito à informação sem manipulação.

    A existência de mais de um canal de televisão, esperamos, deve levar ainda a uma concorrência salutar entre a TV Verdes Mares Cariri e a TV Verde Vale; a tendência é que, com o tempo, melhore-se a qualidade do conteúdo veiculado pela primeira TV da região, atualmente ainda deixando muito a desejar.

Joaseiro.com





Ri-di-chulus L

24 09 2009

     A Globo possui dois programas muito tradicionais aos domingos: o Esporte Espetacular, pela manhã, e o Fantástico, à noite. A Record criou um jornalístico noturno semelhante ao da sua concorrente, e nomeou-o Domingo Espetacular. Há pouco, também criou um esportivo matutino, e chamou-o de Esporte Fantástico. Criatividade é isso aí…

Joaseiro.com





Expandindo as atividades

24 09 2009

     Wilson Melo anda expandindo suas atividades. Agora, além do programa na TV Verde Vale, ele está no rádio, na Barbalha FM. O mesmo discurso de “um programa ético, que ouve todos os lados, sem conotação política”. Balela. Na prática, comete os mesmos erros e vícios jornalísticos do seu programa televisivo.

Joaseiro.com





Minicômio – cubículo dos loucos -

18 09 2009

Fonte: www.malvados.com.br





Mudar para continuar como está

31 08 2009

     Eliana sai da Record e vai para o SBT. Gugu faz o caminho inverso e agora é da Record. E o telespectador, o que ganha com isso? Nada, já que permanece a má qualidade dos programas, quadros sensacionalistas, atrações que não atraem, a exploração do chulo e do ridículo como meio de obter audiência. A esses, somam-se os programas eternos dos domingos, os de Sílvio Santos e o de Faustão. Um tédio só pra quem resolve ligar a TV aberta em dia de domingo.

Joaseiro.com





E viva o besteirol…

30 08 2009

     A TV Verde Vale transmitiu no horário de almoço deste domingo a realização do prêmio “Destaque Caririense 2009″.  Primeiramente, tudo que dissemos outra feita ao “Talentos Cariri” também pode se aplicar a esse outro prêmio. Veja a postagem: http://joaseiro.com/2009/07/12/talentos-cariri/

    O que podemos acrescentar na nossa crítica, pelo fato de termos assistido (a contragosto, por dever jornalístico, para podermos comentar com propriedade sobre o assunto) foi o fato de muitos agraciados com a plaquinhas “agradecerem o convite para receber o prêmio”. Engraçado, não é? As pessoas são con-vi-da-das a receber um prêmio. Qual deve ser o critério pra receber esse convite? Pesquisa de opinião pública, como os organizadores desses eventos costumam dizer? Ora, ora, vão enganar outros inocentes!

     Premiados e premiadores estão tão mancomunados na realização dessa farsa, que a própria TV Verde Vale ganhou prêmio (deve ter sido o de melhor TV do Cariri, já que – infelizmente - só temos ela aqui) e vários programas seus também foram premiados. No ato de recebimento, os apresentadores do evento elogiavam a TV e os representantes da TV elogiavam os promotores do evento. Lindo, não? Você me elogia, eu elogio você, e todos fingimos que todos somos “demais”, somos “os caras” em alguma coisa.

    Chegando em casa, eles fazem como na música do grande Raul Seixas: “Convencem as paredes do quarto e dormem tranquilos, sabendo -  no fundo do peito – que não era nada daquilo!”

Joaseiro.com





Vem aí a ‘renovação’ política…

30 08 2009

     Jornalista Donizete Arruda anunciando em sua coluna do Jornal do Cariri que Wilson Melo (apresentador do medíocre Cidade Urgente da TV Verde Vale) filiou-se ao PSDC para sair candidato a deputado estadual, fazendo dobradinha com Manoel Salviano (PSDB), seu patrão, para deputado federal. Eles não têm pudor nenhum em esconder que usam a TV com fins político-eleitoreiros. Com seu programa sensacionalista, apelativo e assistencialista, Wilson Melo tenta tirar proveitos para si e para seu patrão, a fim de angariar votos. Isso em uma TV que deveria ser educativa!

     Realmente, será uma  tremenda dobradinha: juntos, os dois sairão derrotados ano que vem.

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Globo X Record: uma guerra privada com armas públicas

22 08 2009

Por Rodolfo Viana

Não há mocinhos em nenhum dos lados da recente briga entre a TV Globo e a Rede Record de Televisão. Também não há mentiras nos ataques de uma contra a outra: os Marinho sempre tiveram uma relação espúria com o poder e a Record, uma interação promíscua com a Igreja Universal do Reino de Deus. Mas o problema central nessa guerra é que estão guerreando com armas alheias. Estão guerreando com armas públicas.

É ingenuidade de pouco eco crer que não existem interesses econômicos e ideológicos guiando os grandes grupos de comunicação do país. A comunicação de massa tem papel estratégico na organização social e criação de valores e a informação também sofre diversos tipos de manipulações, das mais explícitas – edições de texto/imagens, escolha das fontes, qualificações – às mais sutis – o que é silenciado, o “tom” sobre o informado, as relações de uma notícias com outra, a ordem de apresentação.

É por isso que a luta pela democratização da comunicação não se restringe à criação de normas de conduta ao jornalismo hoje praticado, buscando a isenção e objetividade. Essa luta tem de visar a possibilidade de multiplicação de vozes, a multiplicação do que é informado e como é informado, permitindo ao cidadão obter mais dados sobre uma determinada realidade para que, com eles, forme seu juízo. Com o monopólio ou oligopólio da informação, restringem-se as versões da realidade, orientando visões de mundo.

Qual o problema, então, com a recente disputa entre a Rede Globo e a Rede Record? Esta última está expondo a milhões de telespectadores informações que antes só eram conhecidas de um grupo restrito sobre a tenebrosa história da maior emissora do país. A Globo, por sua vez, ataca o sistema nervoso da segunda maior emissora, os incontáveis problemas da Igreja Universal do Reino de Deus. O conflito quebra um tácito pacto de não agressão entre os poderosos, e mais informações são disponibilizadas ao público. Quando dois gigantes brigam, os pequenos podem tirar proveito, imagina-se.

Só que esta “guerra” escancara de uma forma sem precedentes uma prática ilegal e imoral: os interesses privados estão sendo defendidos com armas públicas, as concessões de TV entregues aos Marinho e a Edir Macedo. Ao lançarem mão destas “armas”, comprometem a função social dos meios de comunicação e, mais, infringem normas de utilização de uma concessão pública de radiodifusão. 
  

Diferentemente de um jornal impresso, que é privado e responde atualmente somente às leis dos códigos Civil e Penal (já que não existe mais a Lei de Imprensa…), as emissoras de televisão operam por meio de concessões públicas e, como tais, estão obrigadas a cumprir determinações legais para o seu funcionamento. Não podem fazer o que bem entender com a sua programação, uma vez que só possuem o direito de chegar aos lares de praticamente todos os brasileiros porque o Estado brasileiro, em nome do povo, as tornou concessionárias públicas de radiodifusão.

Portanto, não importa quem tem razão nessa guerra privada entre Globo e Record. As duas cometem um gravíssimo erro ao utilizar a arena pública da radiodifusão de forma privilegiada para travarem as batalhas privadas que lhes interessam. A Rede Globo, caminhando por mais anos nessa estrada, tem mais expertise. Seus interesses são mais bem travestidos de “notícias” relevantes apresentadas à sociedade nos seus telejornais. A Record peca por um amadorismo tacanho, com a edição de “reportagens” em que nem sequer se preocupam em fazer a clássica divisão da objetividade aparente entre “opinião” e “informação”.

Mas não importa o nível de sofisticação de cada uma delas. A disputa Globo x Record é a mais recente e nítida apropriação do público pelo privado.

Em tempo: nestes mesmos dias de “guerra” entre as duas maiores emissoras de TV do país, os representantes dos empresários da área de comunicação se retiraram da comissão organizadora da I Conferência Nacional de Comunicação. A Conferência, prevista para ocorrer no final desse ano, visa a ser um amplo espaço de debate e deliberação sobre temas da área, incluindo as formas de concessão e renovação de espectros de radiodifusão, conteúdo e programação, publicidade etc.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) foi uma das entidades que se retiraram do processo. Mais do que isso, foi a entidade que liderou o movimento de esvaziamento da Conferência pelo empresariado.

A Rede Globo e a Rede Record são associadas da Abert. Estão, portanto, do mesmo lado quando a tarefa é sufocar a justa reivindicação do direito de a sociedade brasileira discutir a comunicação.

Malandro é o gato que já nasce de bigode… (Observatório do Direito à Comunicação)

 
    Rodolfo Viana é jornalista e membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Fonte: Caros Amigos





Ri-di-chulus XLVIII

17 08 2009

     Ontem à noite a TV Verde Vale transmitiu o jogo do Icasa (após o final do jogo, já que ela não podia transmiti-lo ao vivo). Quem era o comentarista esportivo? O Deputado Federal dono da TV, Manoel Salviano!

    O que os políticos não fazem pra aparecer?!

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Guerra de TVs

15 08 2009

     Longe de nós tomarmos partido nessa briga em que ninguém é santo. Em hipótese alguma concordamos ou defendemos Edir Macedo e sua gangue, nem temos ilusão que as supostas “obras sociais” da IURD compensem os crimes cometidos por eles, mas postamos esse vídeo porque é curioso ver a poderosa Globo afrontada diretamente dessa forma.





Causa e consequência ou só coincidência?

2 08 2009

     O Jornal do Cariri deu grande cobertura à corrida pra achar petróleo no Cariri, com reportagens, editoriais e colunas elogiando o presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Senador Inácio Arruda (PC do B). Agora, o jornal exibe vistoso anúncio colorido da ANP em sua página 3.

    Estamos programando uma série de reportagens elogiosas ao Bill Gates e à Microsoft.

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Imprensa Centenária

22 07 2009

exposição

Exposição com Curadoria de Renato Casimiro e Daniel Walker

Período: 18 de julho a 30 de agosto

Local: Centro Cultural do Banco do Nordeste Cariri – 4º Andar

A Exposição procura fazer uma retrospectiva da imprensa juazeirense no seu primeiro centenário, entre 1909 e a presente data. São apresentadas as primeiras páginas de quase todos os primeiros números dos diversos títulos, entre o pioneiro O Rebate (1909 – 1911), cujo centenário se celebra em 18.07.2009, até os jornais que atualmente são editados na cidade. Ressalta-se na mostra a pluralidade de interesses que nortearam a existência destes veículos e a sua contribuição para o desenvolvimento de Juazeiro do Norte e da Região do Cariri. Esse evento faz parte da programação de comemoração do Centenário da cidade de Juazeiro do Norte

Fonte: Assessoria de Imprensa do CCBN

Foto: www.juaonline.info





Até tu, Lúcio?

9 07 2009

     Outro dia comentávamos a respeito da angústia dos políticos sem mandato em não serem esquecidos (para ver o post, CLIQUE AQUI). Outro que anda na mesma linha é o ex-governador Lúcio Alcântara, talvez candidato a deputado federal, talvez candidato a governador.

     Lúcio edita um blog na internet, lançou um livro, mantém um perfil no orkut, fez vídeos no YouTube, vive aparecendo nas colunas sociais, publicando artigos nos jornais, viajando ao interior para promover o seu partido PR – Partido da República. Agora Lúcio também tem um quadro “Conversa Franca” no programa de rádio sensacionalista “Alerta Geral”, da Rede Som Zoom Sat, apresentado pelos mesmos jornalistas que editam o Jornal do Cariri.

     Convenhamos, Lúcio, que é um homem sério e foi até um governador e senador razoável, bem que poderia estar em melhor companhia…

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Bom trato com as palavras…

3 07 2009

     O pessoal da imprensa costuma às vezes escorregar com o que vai dizer e, na empolgação de exaltar a figura do Padre Cícero, comete uma ligeira gafe. É que muitos jornalistas dizem que Juazeiro vai comemorar os 75 anos de morte do sacerdote ou então citam “as comemorações do dia da morte do Padre”. Ora, ninguém aqui comemora a morte de ninguém - nem do pior inimigo - quanto mais do Padre Cícero, tão exaltado na cidade. Seria de bom tom que dissesem que a cidade “lembrará a passagem do aniversário de morte” ou algo semelhante que não lembre propriamente uma festa.

     A propósito, ao dia 20 juntam-se mais duas datas especiais esse ano: no dia 18, comemoração do centenário do Jornal “O Rebate”, com criação do Dia da Imprensa em Juazeiro e show da Orquestra Eleazar de Carvalho na Praça do Romeiro; já no dia 22, a cidade comemora seus 98 anos e dá início aos preparativos para seu centenário em 2011.

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Texto do Leitor

20 06 2009

     Recebemos hoje pela manhã email do leitor Cícero Batista, enviado também a vários outros meios de comunicação, como jornais escritos e outros blogs. Portanto, é possível que vocês vejam o texto do leitor Cícero também em outros lugares. A correção que fazemos ao texto dele é que o “Bar da Boa” não é propriamente novo, já existe há algum tempo aqui em Juazeiro.

     Ressaltamos que estamos à disposição dos leitores para publicação dos seus textos que sigam a tônica do Joaseiro.com e o nosso limite de espaço. Os textos devem ser enviados pelo email joaseiro@yahoo.com.br

 

Juazeiro do Norte, 19 de junho de 2009

Flagrante e caso de desrespeito em Juazeiro do Norte

Por Cícero Batista

     Flagrante e caso de desrespeito aos princípios da legislação é a utilização da alcunha “educativa”. A cidade de Juazeiro do Norte possui uma emissora com outorga educativa. Muito embora o conceito de outorga educativa estabelecido pela legislação brasileira afirme que a programação admitida para estas emissoras terá exclusivamente finalidades educativo-culturais, sua definição é vaga, dando margem a diferentes interpretações.

     Entretanto, mesmo que ampla e imprecisa, tal definição afasta, de imediato, a possibilidade de ser classificada como tv educativa. É o caso da TV Verde Vale de Juazeiro do Norte, com programação comercial e transparente intenção de arrecadar fundos. Além de possuir uma programação semelhante às tradicionais emissora comerciais do estado, a emissora tem por prática veicular anúncios publicitários. Segundo o departamento comercial da emissora, somente são vetados anúncios de cigarros e bebidas alcoólicas. O Ministério das Comunicações determina que tais rádios não têm caráter comercial, sendo vedada a veiculação remunerada de anúncios e outras práticas que configurem comercialização de intervalos, podendo somente veicular anúncios que se enquadrem no conceito de apoio cultural.

     Também flagrante é o caso do Programa Multimídia, apresentado pelo repórter Marcelo Fraga, que na noite desta sexta-feira, dia 19 de junho de 2009, exibiu durante intervalo comercial, anúncio de um novo bar que hora se instala na cidade de Juazeiro do Norte. Trata-se do “Bar da Boa”, fazendo alusão a cerveja Antartica. Até a marca da Antartica é mostrada.

     Não julgo errado o fato da emissora comercializar os seus intervalos, até porque justifica o alto custo para produção da sua grade de programação. Mas sejamos francos, não podemos admitir que uma emissora educativa possa fazer alusão ao álcool, musicas com conteúdo pornográfico entre outros.

     Sabemos que 70% da grade de programação é arrendada a terceiros, mas cabe a direção de programação da emissora filtrar todo o conteúdo a ser exibido. O que parece não está acontecendo.

     O Cariri precisa da TV Verde Vale, mais a emissora precisa zelar a sua programação.





Malvados e o moderno jornalismo brasileiro

19 06 2009

A seguir, breve histórico do jornalismo em tempos de diploma:

1

2

3

Fonte: Malvados.com.br





Ri-di-chulus XLV

17 06 2009

     O programa “A Fazenda” da Rede Record. Mistura de Big Brother com Casa dos Artistas Rural, mais um programa que se traveste de novo e nada tem a acrescentar.

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O Presidente Responde

16 06 2009

Lula terá coluna em jornais para responder leitores semanalmente

A partir do dia 7 de julho (uma terça-feira), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responderá perguntas de leitores de jornais impressos em uma coluna semanal intitulada O Presidente Responde

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República abriu hoje (15) as inscrições para os jornais interessados em publicar o material. De acordo com a secretaria, a coluna terá o formato de perguntas e respostas e será publicada sempre às terças-feiras.

Os leitores deverão enviar as perguntas para os jornais com nome completo, idade, profissão e cidade onde residem. Por sua vez, os jornais encaminharão as perguntas Presidência da República, que irá selecionar três, a cada semana.

Conforme comunicado da Secretaria de Imprensa, as perguntas devem tratar de temas relacionados às políticas do governo federal, considerando que a coluna visa ser mais um instrumento de prestação de contas sociedade das ações do governo federal. A coluna ficará disponível ao público no site da Presidência da República depois da publicação nos jornais cadastrados.

Fonte: Correio Braziliense

- Daremos as devidas informações aos leitores de como proceder para enviar suas perguntas ao presidente, bem como através de que meios.





Receita para ter um blog de sucesso II

14 06 2009

     Seja polêmico. Escolha alguém para bater e bata forte, não importam os motivos. Deixe seus reais interesses escondidos, arrume algo para criticar alguém e vá em frente. A pessoa criticada rebaterá no mesmo tom, então você deverá se fazer de vítima. Posteriormente, aparecerão pessoas que, como você e o criticado, também gostam de aparecer; eles lhe prestarão apoio, farão notas de solidariedade, defenderão a liberdade de expressão, etc, etc e isso dará muito pano pra manga. Responda a algumas destas colocações, mantenha a polêmica viva por algum tempo. Não importa se você tinha razão ou não, se a contenda trouxe ou não algum crescimento pra você ou para os outros. Se seu lema é “falem mal, mas falem de mim”, você ficará satisfeito com o resultado final: mais audiência pra você e seu blog.

PS 1: Qualquer semelhança com realidade é só mera coincidência

PS 2: Obviamente este post é irônico. Em todos os sentidos.

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Ri-di-chulus XLIV

13 06 2009

     “Vídeo show promoveu enquete para que espectadores escolhessem qual programa Francine e Max (ex-BBBs) fariam no Dia dos Namorados”

     -Bestas os que submetem sua vida a esse tipo de exposição ridícula, os que assistem a tal tipo de programa e os que perdem tempo votando em enquetes assim.

Joaseiro.com





Ri-di-chulus XLIII

10 06 2009

Jornal do Cariri erra feio

erro2

     Como se sabe, a notícia divulgada no dia 08, de que Lula viria a Juazeiro no dia 09 é mentirosa. Na verdade, vem de uma falta de informação tremenda para quem faz cobertura política. O Prefeito Santana é que foi a Brasília para assinar o convênio com o Presidente Lula, no Palácio Buriti, que se escreve com a letra B e não com M. Tal palácio fica lá na capital federal e não aqui em Juazeiro. Alguém já ouviu falar de um palácio com esse nome por aqui? Será possível que confundiram com o nome Muriti, um bairro do Crato? Só quem escreve um jornal sobre o Cariri lá de Fortaleza, sem nem pisar aqui, é capaz de cometer tamanho erro.

     Mas como podem divulgar uma desinformação tão grande desse jeito? Vai ver é a necessidade que esse jornal tem de publicar notícias chamativas, espetaculosas… muitas vezes sem se importar com determinados preceitos jornalísticos, como a busca da verdade.

     Para a reportagem do Jornal do Cariri e pros nossos leitores que não sabem, esclarecemos: o Presidente Lula e seus Ministros e assessores mais próximos estão trabalhando desde o ano passado no Palácio Buriti, que é a sede oficial do Governo do Distrito Federal. Isso porque o Palácio do Planalto está passando por reformas.

     O pessoal do jornal já percebeu o erro (claro, Lula não veio coisa nenhuma ao Cariri!) e mudou a notícia. Vejam no endereço: http://www.jornaldocariri.com.br/site/ver_noticia.asp?cod=688. No entanto, eles mantêm a escrita “Muriti”. Eu, hein? Confundir o Palácio do Buriti de Brasília com o Bairro Muriti do Crato, misturar tudo, dar informações erradas e confundir a cabeça do leitor: dá pra confiar na leitura de um jornal desses?

Joaseiro.com

Veja outras críticas que já fizemos ao Jornal do Cariri:

http://joaseiro.com/2008/12/17/e-muita-cara-de-pau/

http://joaseiro.com/2008/07/12/ri-di-chulus-vi/

http://joaseiro.com/2008/06/08/e-o-compromisso-com-a-verdade/





Ri-di-chulus XLII

8 06 2009

     “Nunca fui só uma bunda rebolativa, sempre tive outros atributos” – Gretchen.

    – Claro, claro, tanto que hoje em dia ela é lembrada por qual motivo mesmo?

Joaseiro.com

 





100 anos de imprensa em Juazeiro

18 05 2009

Imprensa juazeirense

GERALDO MENEZES BARBOSA – Jornalista e escritor
 
Quando o tempo se fez veículo para arcar com a história do mundo, por certo já esperava a colaboração participativa da imprensa como sua fiel companheira testemunhal. Decorreram séculos para que Gutemberg reunisse tipos em letras, formando palavras e as imprimindo sobre tinta e papel, conseguindo até 300 impressos por dia, em páginas da Bíblia. A partir de 1440, a imprensa alçou vôo como jornal e maior meio de comunicação de massas, em janelas de conhecimentos, formadora de opinião pública, tornando-se a poderosa arma do homem contra seu maior inimigo, a ignorância. No Brasil, tem-se como primeiro órgão da imprensa o ´Correio Brasiliense´, impresso em Londres, 1808, seguido pelo Jornal do Comércio-PE (l827).

Não ficou distante a terra do padre Cícero, no roteiro da imprensa brasileira, ao lançar, no dia l8 de maio de 1911, seu primeiro jornal, ´O Rebate´, como democrática arma de conquista pela sua independência política, numa época difícil de maquinaria gráfica. Era imperiosa, naquele instante de motivação libertadora, a poderosa arma da imprensa que não exigia derramamento de sangue, mas o diálogo transparente de uma opinião pública feita através do jornal.

Direcionado pelo vice-líder local, o médico e jurista Floro Bartolomeu, o ´Rebate´ abriu páginas em confronto com o ´Jornal do Cariri´, de Crato, defendendo os postulados de uma urgente separação municipal, com artigos incisivos do próprio Floro, padre Alencar Peixoto, José Ferreira de Menezes, além de um forte editorial conclusivo.

Ao ser comemorado, a 18 de maio, o centenário da primeira edição do ´Rebate´, a Comissão Central do Centenário de Juazeiro do Norte homenageou a imprensa da terra do padre Cícero, exibindo o original do seu primeiro número e sua reimpressão, em solenidade no Panorama Hotel, trazendo à memória o exemplo pioneiro da imprensa conterrânea, como parte da programação feita para as comemorações do centenário do Município , marcadas para 22 de julho de 2011. É a imprensa sempre testemunha do tempo.

Fonte: Diário do Nordeste




Livros, Pen-drives, CDs, DVDs…

29 04 2009

Continuemos a comemorar a semana de nosso primeiro aniversário com bons textos. Com vocês, um dos maiores intelectuais da atualidade, Umberto Eco.

      Sobre a efemeridade das mídias

Umberto Eco

     No encerramento da Escola para Livreiros Umberto e Elisabetta Mauri, em Veneza, falamos, entre outras coisas, sobre a efemeridade dos suportes da informação. Foram suportes da informação escrita a estela egípcia, a tábua de argila, o papiro, o pergaminho e, evidentemente, o livro impresso. Este último, até agora, demonstrou que sobrevive bem por 500 anos, mas só quando se trata de livros feitos de papel de trapos. A partir de meados do século 19 passou-se ao papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70 anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos 1940 para ver como muitos deles se desfazem ao ser folheados).

     Portanto, há muito tempo se realizam congressos e se estudam meios diferentes para salvar todos os livros que abarrotam nossas bibliotecas: um dos que têm maior êxito (mas quase impossível de realizar para todos os livros existentes) é escanear todas as páginas e copiá-las para um suporte eletrônico.

     Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e conservação de informações, da foto ao filme cinematográfico, do disco à memória USB que usamos no computador, são mais perecíveis que o livro. Isso fica muito claro com alguns deles: nas velhas fitas cassete, pouco tempo depois a fita se enrolava toda, tentávamos desemaranhá-la enfiando um lápis no carretel, geralmente com resultado nulo; as fitas de vídeo perdem as cores e a definição com facilidade, e se as usarmos para estudar, rebobinando-as e avançando com frequência, danificam-se ainda mais cedo.

     Tivemos tempo suficiente para ver quanto podia durar um disco de vinil sem ficar riscado demais, mas não para verificar quanto dura um CD-ROM, que, saudado como a invenção que substituiria o livro, saiu rapidamente do mercado porque podíamos acessar online os mesmos conteúdos por um custo muito menor. Não sabemos quanto vai durar um filme em DVD, sabemos somente que às vezes começa a nos dar problemas quando o vemos muito. E igualmente não tivemos tempo material para experimentar quanto poderiam durar os discos flexíveis de computador: antes de podermos descobrir foram substituídos pelos CDs, e estes pelos discos regraváveis, e estes pelos “pen drives”.

     Com o desaparecimento dos diversos suportes também desapareceram os computadores capazes de lê-los (creio que ninguém mais tem em casa um computador com leitor de disco flexível), e se alguém não copiou no suporte sucessivo tudo o que tinha no anterior (e assim por diante, supostamente durante toda a vida, a cada dois ou três anos), o perdeu irremediavelmente (a menos que conserve no sótão uma dúzia de computadores obsoletos, um para cada suporte desaparecido).

     Portanto, sabemos que todos os suportes mecânicos, elétricos e eletrônicos são rapidamente perecíveis, ou não sabemos quanto duram e provavelmente nunca chegaremos a saber. Enfim, basta um pico de tensão, um raio no jardim ou qualquer outro acontecimento muito mais banal para desmagnetizar uma memória. Se houvesse um apagão bastante longo não poderíamos usar nenhuma memória eletrônica.

     Mesmo tendo gravado em meu computador todo o “Quixote”, não o poderia ler à luz de uma vela, em uma rede, em um barco, na banheira, enquanto um livro me permite fazê-lo nas piores condições. E se o computador ou o e-book caírem do quinto andar estarei matematicamente seguro de que perdi tudo, enquanto se cair um livro no máximo se desencadernará completamente.

     Os suportes modernos parecem criados mais para a difusão da informação do que para sua conservação. O livro, por sua vez, foi o principal instrumento da difusão (pense no papel que desempenhou a Bíblia impressa na Reforma protestante), mas ao mesmo tempo também da conservação.

     É possível que dentro de alguns séculos a única forma de ter notícias sobre o passado, quando todos os suportes eletrônicos tiverem sido desmagnetizados, continue sendo um belo incunábulo. E, dentre os livros modernos, os únicos sobreviventes serão os feitos de papel de alta qualidade, ou os feitos de papel livre de ácidos, que muitas editoras hoje oferecem.

     Não sou um conservador reacionário. Em um disco rígido portátil de 250 gigabytes gravei as maiores obras-primas da literatura universal e da história da filosofia: é muito mais cômodo encontrar no disco rígido em poucos segundos uma frase de Dante ou da “Summa Theologica” do que levantar-se e ir buscar um volume pesado em estantes muito altas. Mas estou feliz porque esses livros continuam em minha biblioteca, uma garantia da memória para quando os instrumentos eletrônicos entrarem em pane.
    

Fonte: UOL -Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Umberto Eco é professor de semiótica, crítico literário e romancista. Entre seus principais livros estão “O Nome da Rosa” e o “Pêndulo de Foucault”.