Tombo famoso

14 04 2009

     O vídeo acima ficou tão famoso que foi citado até no programa CQC da Rede Bandeirantes, em segundo lugar no quadro Top Five. Marcelo Tas, apresentador do programa, disse que “Cid não caiu quando levou a sogra pra Europa no jatinho, mas caiu agora”

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Loucura, tragédia e hipocrisia

10 04 2009

     Semana passada todos os juazeirenses foram surpeendidos com o assassinato trágico do Sr. Geraldo, mendigo que vivia às portas da Agência do Banco do Brasil do Centro da cidade, morto enquanto dormia. Chama a atenção, além da forma cruel do assassinato, sem causa imediata alguma, o fato de os dois personagens desse triste episódio serem doentes mentais. O Sr. Geraldo incorporava um personagem, dizendo ser o dono do Banco do Brasil. Já o assassino matou porque disse ter escutado vozes que o mandavam matar, pararam de ouvi-las apenas quando ele concretizou o crime; já no dia seguinte, ele foi visto andando pelas ruas de Juazeiro gritando, com uma Bíblia na mão, falando sozinho aos quatro ventos. Claramente se trata, por essas características, de um esquizofrênico.

     Pois bem, a cobertura que vimos de parte da imprensa juazeirense e cearense foi a mais sensacionalista possível. Na reportagem da TV Verde Vale, o repórter fazia aquelas indagações primárias, clichês e claramente induzindo as respostas das pessoas comuns que acompanhavam o enterro do Sr. Geraldo: “Foi um absurdo, não foi?“; “Uma pessoa dessas não tem coração, não é mesmo?“; “O Sr. Geraldo não mexia com ninguém, não era?“; “O Sr. acha que uma pessoa dessas tem Deus no coração?“. Além de não fazer uma pergunta inteligente, o repórter ainda induzia as pessoas a dizerem o que estava querendo ouvir, o que era a opinião dele. Já no site sensacionalista Miséria (fazemos questão de não acessar, mas todos contavam) foram expostos fotos e vídeo do circuito interno do BB com o morto envolto em sangue. Ora, isso lá é jornalismo! Qual o intuito de expor a carnificina? Transformar uma tragédia em um show, ter audiência a qualquer custo? Em que isso pode contribuir pra termos uma cidade melhor, uma sociedade melhor?

     Cabe dizer também que a opinião das pessoas escutadas era a mais ridícula possível, analisando o crime à luz de um assassinato comum, o que não foi. No site do jornal O Povo, uma leitora declarou que, pra esse tipo de crime, deveria haver cadeia elétrica no Brasil. Ninguém refletiu o que passou mesmo ali: uma tragédia envolvendo dois doentes mentais. Ninguém pensou que a culpa não foi deles e sim de todo mundo que não cuida da saúde mental adequadamente: poder público que não cumpre sua função, sociedade que não cobra, não faz sua parte e imprensa que criminaliza esses doentes, como aconteceu no caso em foco. A questão não foi o crime, não foi a pedra na cabeça, não foi falta de Deus no coração; a questão é: o que deveria ter sido feito pra o crime ser evitado? Por que aqueles dois esquizofrênicos não estavam em tratamento? O que podemos fazer com nossos doentes mentais (Juazeiro tem muitos!) pra evitar que novas tragédias ocorram?

     É pra esse tipo de reflexão que a imprensa deve servir.

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Sempre é hora de se corrigir

2 04 2009

     Se não haviam dado os créditos à nossa foto no site da Prefeitura e se, depois que registramos o fato aqui, apenas tiraram a foto e colocaram outra no lugar… Depois do nosso segundo post a respeito, dessa vez registraram o autor da nova foto: Beto Fernandes.

     Confiram: http://www.juazeiro.ce.gov.br/index.php?Pasta=paginas_site&Pagina=lista_noticia&IDNoticia=00180

     E estão fazendo isso em todas as fotos. É isso aí!

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Ri-di-chulus XXXVI

29 03 2009

     O anacrônico Sílvio Santos promovendo concurso no seu programa pra eleger o cachorro que mais se parece com seu dono. Muito, muito edificante…

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Mancada

28 03 2009

     Dissemos aqui que o pessoal do site da Prefeitura de Juazeiro havia copiado uma foto nossa sem ter dado os devidos créditos. Não estávamos a reclamar da utilização da foto, apenas da não publicação da sua autoria. Afinal, o que custava colocar abaixo da foto “Foto: Blog Joaseiro.com“, como sempre fazemos aqui quando retiramos textos e fotos de outros sites? Assim também procedem a maioria dos bloggers com quem mantemos contato. É questão de bom-senso e de respeito com quem produziu originalmente.

     Pois bem, sabem o que o pessoal do Juazeiro.ce.gov.br fez? Tirou a nossa foto e pôs outra no lugar. Vejam só:

prefeitura2 

     Repetimos: não pedimos para retirar a foto. E mais: a Prefeitura ou qualquer outro site ou órgão de comunicação têm liberdade para reproduzir nossas publicações, desde que tenham a gentileza de nos dar os créditos pela produção do material.

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Pequeno deslize

26 03 2009

     A Prefeitura de Juazeiro do Norte divulgou hoje em seu site matéria a respeito de capacitação a ser realizada para as equipes de Saúde da Família. Na notícia, utilizou-se de uma foto que fizemos para o nosso blog, na matéria logo mais abaixo sobre o Dia Mundial do Rim.

     Permitimos a reprodução e até ficamos lisonjeados que tenham se utilizado da nossa foto, porém reza o “manual de conduta” da internet que se dêem os devidos créditos quando se copiam fotos, textos, etc., coisa que o pessoal do Juazeiro.ce.gov.br não fez. Mas tudo bem, foi só um pequeno deslize…

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Imposição da rede Globo retira TV Diário da parabólica

21 03 2009

Por José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora

     Desde a última quarta-feira 25 de março, a TV Diário não está mais disponível na nossa telinha como antes, via parabólica. Tudo porque a poderosa rede Globo forçosamente exigiu a retirada do sinal do satélite Starone C2 no seu sistema analógico. A TV cearense era um dos raros canais que transmitia sua programação pelo sinal aberto com uma abrangência de atuação em torno de 30 milhões de antenas parabólicas espalhadas pelo Brasil e outros países da América Latina. Isso com certeza vinha incomodando a “poderosa” que contabilizava perdas importantes, tanto no mercado quanto na audiência em diversos estratos da sociedade, incluindo a região Nordeste. A exigência para a retirada do sinal não era de agora. Desta feita, portanto foi batido o martelo: a Diário teria que sair já ou perderia o direito como afiliada da Globo Nordeste de retransmitir a programação da ‘janela dos marinhos’. O mais curioso é o silêncio que ainda paira sobre o assunto. Será que a ameaça também incluía o “calar da boca”? Isso para um meio de comunicação é algo grave, inaceitável num país que se diz democrático e que vivencia até as últimas conseqüências o Estado de Direito.

     A propósito, por que será que ninguém do grupo Verde Mares não se pronunciou até agora acerca desta decisão draconiana? Por que eles não utilizam a própria emissora para dá explicações aos seus telespectadores? Mesmo os que ainda conseguem captar o sinal aqui no Ceará? Por que não usaram os outros meios midiáticos que lhes pertencem como o jornal escrito e as emissoras de rádio? No mínimo é pra lá de estranho esta atitude, ou seja, a falta dela. A opção pelo silencia só demonstra certamente todo o grau da exigência imposta pela “poderosa”. Cadê a imprensa livre (sic) do nosso estado? Com exceção do jornal O Estado que publicou uma nota pífia sobre o tema, quase mais nada foi veiculado. Cadê o sindicato da categoria? Cadê os formadores de opinião? Os políticos e a sociedade consciente como um todo?

     A Globo talvez esteja sentido saudade dos velhos tempos onde o seu poderio era muito mais ferrenho, vez que o monopólio era quase intransponível. Mas felizmente os tempos mudaram; outras emissoras de TV já começam a abocanhar o antigo filé mignon da emissora. Antigos piques de audiência alcançados pela Globo noutros anos agora são coisas impensáveis. Por isso o desespero expresso em iniciativas como esta de forçar a Diário a sair do satélite que na verdade, soa como um verdadeiro golpe contra milhares de espectadores distribuídos pelo país inteiro.

     A TV do Ceará é bem verdade, também não tinha uma programação lá muito boa do ponto de vista da cultura cearense e do Nordeste… Mas digamos, era a alternativa possível que tínhamos para fazer frente aos enlatados e a padronização dos canais do Sul que há muito nos empurravam goela a baixo. Como dizem “um pequeno fator de integração da comunidade nordestina espalhada de norte a sul do Brasil”.

     Em todo caso, fica claro que o velho poderio da Globo não serve ao povo brasileiro por vários motivos. Por outro lado, quem sabe a “poderosa” possa aprender a partir de agora que a queda nos seus índices de audiência e perdas nos diversos nichos mercadológicos sejam claros indicativos de que sua programação está uma lástima. Quem sabe possa descobrir um novo caminho e constatar que o Brasil não é um Big Brother. Portanto se disponha a mudar. E mudar para melhor… Do contrário vai ter que prosseguir destruindo raivosamente como fez com a Diário, outras das suas afiliadas regionais que tiveram a ousadia de pensar e fazer diferente mesmo estando no seu ninho chocando seus antigos ovos de ouro. A TV Diário tinha, mesmo com suas deficiências, a cara do Ceará e do Nordeste. Por isso não podemos nos calar diante de tão absurda arbitrariedade.

     Afinal, toda emissora de TV (e a própria Globo) é uma concessão pública e, de certo modo pertence à sociedade brasileira. Ademais, todo poder emana do povo? Na Globo parece não ser bem assim. Conquanto, a imposição da rede poderosa a TV Diário é algo inaceitável, notadamente para os cearenses.

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Repercussões na mídia – 3 -

12 03 2009

O suicídio do Vaticano,
assassinato da própria fé

Por Hélio Fernandes

Logo no título fiz questão de responsabilizar o culpado maior e verdadeiro dessa excomunhão que estarreceu o mundo. E concluir identificando imediatamente os efeitos destruidores e devastadores sobre a própria Igreja Católica.

Para Bento XVI, individualmente, é mais um equívoco colossal, dos muitos que vem praticando. O mundo católico se surpreende e se desespera com os seguidos erros do papa, quase todos provocados pela arrogância. Que é um pecado capital em qualquer pessoa, e uma ignomínia ainda maior no chefe da Igreja, pretenso e suposto porta-voz de Deus.

Coletivamente, a Igreja, em queda acentuada há muito tempo, planta mais descrença, espalha mais desesperança, acentua o descompasso entre a cúpula e os católicos verdadeiros e praticantes.

Ainda não se passou um mês da decisão totalmente imprudente de Bento XVI, reabilitando aquele que negou o Holocausto. Bento XVI voltou atrás, disse que não estava bem informado.

Agora não pode repetir o gesto do desmentido e da omissão, pois teria que fazer uma longa pregação, tão longa quanto os erros e equívocos praticados.

O medíocre e desconhecido dom José Cardoso sozinho não teria o mínimo de condições para praticar tantas exorbitâncias. Relacionemos separadamente os atos amaldiçoados que cometeu. Assim, será mais fácil condená-lo e compreender a condenação desse arcebispo, apoiado pela alta cúpula do Vaticano, mas repudiado pelos católicos, estes sim, representantes legítimos da Igreja.

1 – Excomungou toda a equipe médica.

2 – Aplicou a pena máxima da Igreja, para a mãe da menina.

3 – Inocentou o padrasto, afirmando que “o estupro é menos grave”, esquecendo que tudo começou com ele. Não fosse o estupro praticado covardemente em casa, nada teria acontecido. Com a decisão do Vaticano (colocada servilmente como “execução” do arcebispo) da excomunhão geral, os católicos mais do que fiéis deixaram de entender (e de seguir) as razões do comando da Igreja, decisão vinda diretamente da Santa Sé.

O estupro é um dos atos mais repulsivos e repugnantes. Cometido por um padrasto, indefensável. Atingindo uma menina de 9 anos, inexplicável. Indo até o fim na violação convicta e compenetrada, a ponto de engravidar a menina, inconfessável. Não só perante Deus, mas também no tribunal da opinião pública. E da Justiça.

Só que essa monstruosa combinação de crimes não foi julgada por nenhum tribunal jurídico e sim no tribunal da própria Igreja. Que se igualou ao estuprador, tão violenta quanto ele, tão desigual apesar de pregar a igualdade.

A culpabilidade do arcebispo, a ratificação feita pela CNBB, todos cumprindo ordens absurdas e pecaminosas do Vaticano, felizmente tiveram protestos e revoltas compensatórios da parte de órgãos e de cidadãos.

Em primeiro lugar, aplausos para a veemência e decisão instantânea da Comissão Nacional de Medicina, defendendo os médicos que apenas trabalhavam, cumprindo missão legalíssima.

A opinião pública, composta de cristãos e católicos, também merece elogios. Preservaram sua fé, mas não perdoaram os atentados.

E o próprio presidente Lula dessa vez não se omitiu, criticou a excomunhão. Poderia ter sido mais duro e mais autêntico, colocando as críticas no âmbito do próprio Vaticano-Santa Sé. Como esta é um Estado, Lula estaria responsabilizando de igual para igual. Mas pelo menos Lula, nesse caso raro, merece elogios.

Faltou a palavra de um magistrado do mais alto escalão, enquadrando o arcebispo e membros da CNBB, em crimes passíveis de punição. O aborto é legal no Brasil em muitos casos, principalmente em estupros com perigo de vida.

Acredito que os jornalões (sempre voltados para eles mesmos) deixaram o profissionalismo jornalísticos de lado e não ouviram ninguém, digamos logo, do Supremo. Muitos teriam falado, até mesmo os 11 membros da mais alta e definitiva corte, que estariam identificando crime grave. E apontando a punição não só para o estuprador, mas também para aqueles que o apoiaram.

PS – Houve um tempo, em que este repórter, apaixonado por oradores (principalmente os sacros), percorria igrejas, tentando descobri-los e ouvi-los. (Quase sempre em companhia de Gilberto Marinho, então presidente do Senado, grande figura.)

PS 2 – Hoje, esses oradores sacros estão em falta, os que falam nas igrejas são medíocres, cansativos e monótonos. Essa ausência no chão da Igreja alcançou o ponto mais alto, sem lideranças no próprio Vaticano. Está aí a explicação da queda violenta da Igreja Católica. Parece que sobrou apenas a liturgia, luxuosa e caríssima, embora belíssima.





Repercussões na mídia – 2 -

10 03 2009

Excomunguem-me, pelo amor de Deus

Por Pedro Porfírio.

“Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
“A vaga de sacristão.”

Miguezim de Princesa, poeta popular paraibano, radicado em Brasília.

Pra mim, chega! O mínimo que exijo é que esse príncipe caquético que conspurca a soleira por onde passou dom Hélder ou qualquer um dos seus colegas foguistas me distinga com o estigma da excomunhão, se é que o principado de cá já não o fez por conta da minha Lei que garante a laqueadura e a vasectomia nos hospitais municipais do Rio de Janeiro.

E mais, como resposta a esse arbítrio inquisitorial, de que não escapou nem o padioleiro do hospital, conclamo a todos os brasileiros, católicos ou não, ao exercício da autoexcomunhão. Aliás, isso não é difícil porque, a esta altura do campeonato, quem verdadeiramente acredita em Deus e ama Jesus sabe que os luxuosos templos religiosos do cristianismo são os últimos lugares onde se pode ter conforto espiritual e misericórdia.

Em primeiro lugar, que fique claro que esse bispo-papão de Recife não está sozinho. Por seu ato de bravura pastoral recebeu o endosso incondicional dos seus colegas de principado episcopal e da matriz do Vaticano, através do padre Gianfrancesco Grieco, diretor do Pontifício Conselho para a Família, do reinado de Bento XVI.

Portanto, fique registrado para todos os fins: para a “Santa Madre Igreja”, estuprar uma menina de 9 anos não exclui ninguém dos sacramentos garantidores de uma paradisíaca eternidade.

Mas salvar a vida de uma menina-moça, evitando um parto de ALTÍSSIMO risco com suas consequências imprevisíveis, isso sim, abre a porta do Inferno tanto quanto naqueles tempos não muito remotos em que se garantia o Céu com a compra de indulgências negociadas pelos argentários do Vaticano.

Perplexos estamos nós

Do convescote na caricata cidade-estado, que visitam pelo menos uma vez por ano, os atuais cabeças da ambígua CNBB divulgaram uma nota meio acanhada falando de perplexidade.

Imagina, se eles, que não entendem de filhos por nunca terem assumido oficialmente a paternidade, estão perplexos, que dirá aquela mãe atormentada pelos crimes praticados contra suas filhas por um monstro que pôs dentro de casa. E que, ao contrário dela, não perdeu a habilitação aos ofícios religiosos, inclusive a extrema-unção.

E não me venham com contos de vigário em nome da leitura de códigos canônicos produzidos muito depois dos anos em que Jesus Cristo teria deixado os ensinamentos, muitos dos quais, como na sua assimilação da prostituta Madalena, são guardados a sete chaves por um valhacouto que já foi o paraíso da libertinagem por muitos séculos.

Esse episódio teve o mérito de revelar a cristalizada hipocrisia clerical. O próprio carrasco admitiu que são realizados no Brasil um milhão de abortos clandestinos por ano.

São mesmo? E o que essa santa madre igreja fez contra os açougues que ganham fortunas à vista de todos num dos ramos mais rendosos da medicina privada?

Ora, não sejamos ingênuos. A indústria de abortos clandestinos praticados em condições de risco se nutre exatamente da sua proibição legal. Duvido que você não saiba o endereço de uma clínica de aborto na sua cidade. Duvido que a polícia, a Justiça, os conselhos profissionais e os párocos não saibam da existência desse submundo da medicina.

Duvido que você e os acima citados desconheçam as práticas irresponsáveis, que vão desde a introdução de uma agulha de crochê no ventre até o uso de medicação “adaptada” para forçar o aborto. Duvido-d-o-dó.

Indústria do aborto impune

Com certeza, a grana extorquida de mães desesperadas não fica só com os açougueiros. A criminalização da interrupção da gravidez, extinta em quase toda a Europa, inclusive Portugal e Espanha, e em outros tantos países como Estados Unidos e China, alimenta uma cadeia de corrupção de uma abrangência surpreendente.

Pode até ser que muitos cristãos tementes das chamas eternas do Inferno acreditem, ao contrário de São Thomaz de Aquino, que haja espírito no germe de um futuro ser. Para reservar o mercado de aborto aos açougues camuflados submetem as pessoas a uma lavagem cerebral desde a primeira comunhão. E não admitem sequer que se evite o nascimento de um feto anencefálico, destinado a um sofrimento extensivo a toda a família.

Por isso, pode ser que alguns leitores estejam também apaixonadamente ao lado do príncipe a quem o presidente Lula, num ato de coragem incomum, tachou generosamente de “conservador”.

Pode ser que alguns leitores acreditem que Deus passou procuração para esses hierarcas nostálgicos dos tempos em que o Vaticano tinha seus exércitos e o clero deitava e rolava, ditando hábitos e costumes, apadrinhando a dominação colonialista e faturando por conta.

Mas, felizmente, a grande maioria dos que aspiram ao Céu por descanso ainda não se emasculou. E esse dom não sei o que ainda vai ter que explicar ao seu próprio rebanho porque a excomunhão para os profissionais responsáveis, enquanto o tal código canônico aplicado em nome de Deus é indulgente com estupradores, bandidos perversos e toda a escória criminosa.

Estripulias emblemáticas

Pessoalmente, deixei de acreditar na honestidade dos prelados desde quando, aos 14 anos, em 1957, vi com meus próprios olhos, no Ginásio Salesiano de Baturité, a manobra solerte encabeçada pelo diretor, padre Antônio Lourenço Urbano, para dar fuga ao padre José Severo de Melo, excelente professor de História, porque o pai de um aluno, um fazendeiro brabo, queria saber que história era aquela de bolinar com o seu filho.

Antes, na infância, convivi com a briga por mais terras entre dois latifundiários: meu pai e o seu irmão, o monsenhor Catão, então um dos mais temidos hierarcas da Arquidiocese do Ceará. Apesar do “voto de pobreza”, o reverendo tinha tanta gana por riqueza que o Zeca, meu irmão, numa dessas discussões, disparou quatro tiros contra ele, errando todos, felizmente.

Da mesma forma, só acreditarei na coerência dos “padres progressistas” no dia em que eles questionarem a mentirada do celibato e denunciarem a pedofilia corporativa, a promiscuidade e a hierarquia que submete a atividade clerical ao comando de um papa todo poderoso, de mandato infinito, com domínio inquestionável sobre o pastoreio exercido em todo mundo em nome do pai, do filho e do espírito santo.

Fonte: Tribuna da Imprensa





Repercussões na mídia

10 03 2009

Dom José Cardoso, um arcebispo medieval

Por Pedro do Coutto.


Poucas pessoas ao longo da história terão conseguido fazer afirmações tão absurdas em tão pouco tempo quanto o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, ao anunciar a excomunhão da mãe da menina de nove anos, estuprada pelo padrasto, e dos médicos que, absolutamente dentro da lei, praticaram o aborto legal e indispensável. A gravidez extremamente precoce colocava em risco a vida da menina. Ela e sua mãe foram vítimas de um crime hediondo.

Para início de conversa, uma frase definitiva: não se pode em Direito algum, inclusive no Canônico, transformar-se a vítima em culpado. Não faz sentido. Não possui a menor lógica ou legitimidade. Dom José Cardoso Sobrinho retornou ao passado trágico da inquisição fazendo a Igreja Católica retornar à idade média que durou de 1200 a 1500 com a Renascença, cujas maiores figuras foram Leonardo Da Vinci e Michelangelo.

Afirmou ele que a lei de Deus está acima da lei humana. Absurdo, pois se Deus é o criador do universo, a lei humana pertence a esta criação. Isso de um lado. De outro, toda criação passará eternamente por processos evolutivos. Este é o destino da espécie humana, seu rumo, seu objetivo. Mas a contradição não termina aí. Com sua frase, colocou-se de forma egoísta como o intérprete insuperável da lei de Deus, à qual recorre.

Dom José foi além. Fez a afirmação despropositada que o aborto é pior do que o estupro. Aí chocou-se com a legislação brasileira, unindo Igreja Católica e Estado, o que foi distinguido na primeira Constituição Republicana de 1891. Assim agindo, lançou também a fé católica a um patamar acima da escala das demais religiões. Não tinha esse direito.

Nem de se intrometer no que o Estado determina, tampouco de projetar sua fé acima do credo religioso dos outros. Além disso, recorreu a Hitler sustentando que os acusadores históricos de seus crimes, inclusive o holocausto judaico, esquecem de um holocausto semelhante causado pelos abortos feitos anualmente no mundo. Neste ponto ele se afastou totalmente da lógica. A começar por um ponto colocado por Elena, minha mulher, do qual estou totalmente de acordo.

Uma simples pergunta: o Vaticano excomungou Hitler? Os líderes nazistas ou fascistas? E aparece um arcebispo para excomungar a mãe e os médicos de uma menina violentada, caso singular, pois estava grávida de gêmeos ainda na infância. Excomunhão num caso assim? É demais. Agride a consciência humana, revolta praticamente toda a sociedade, não apenas a brasileira, mas a mundial.

A Igreja Católica, nos últimos anos, a começar pela Arquidiocese de Boston, foi atingida por casos de pedofilia. Os autores foram excomungados? Agora, tampouco o estuprador o foi. A mãe da menina, por ter autorizado a interrupção, sim, os médicos idem. Francamente não faz sentido. Dom José Cardoso voltou ao passado. Retornou às trevas da intolerância. Um desastre para todos de modo geral. E para o Vaticano em particular.

Fonte: Tribuna da Imprensa.





Saiu por aí…

25 02 2009

     “É impossível não me identificar. Olho pra ele e me vejo” – declaração do cantor e (supostamente) ator Daniel, a respeito de um cavalo com quem contracena nas filmagens do longa “Menino da Porteira”.

     É… Realmente, se formos analisar a parte intelectual, então! A identificação é notória…

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Ri-di-chulus XXX

23 01 2009

     A insistência da imprensa em falar das roupas de Michele Obama, a expectativa ridícula de procurar saber o que ela vai vestir em cada solenidade. Ora, vão arrumar o que fazer!

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Duas considerações televisivas

18 01 2009

     1) A Globo começa amanhã mais uma novela de Glória Perez, “Caminho das Índias”. A falta de criatividade dessa emissora pra novelas é gritante (tanto que vem perdendo bastante audiência, em todos os horários de novelas). Agora, qualquer semelhança com “O Clone”, da mesma autora, não será mera coincidência: temas exóticos, um casal de jovens atores nos papéis principais, história se passando em meio cultura de um país oriental, mesclando-se com temas da modernidade. Até alguns atores são os mesmos da novela anterior. A Globo, com medo de não obter um bom re$ultado com essa novela cara, põe todo seu aparato para propagandear sua produção: Vídeo-Show, Globo Repórter, etc. Daqui a pouco a Índia vair virar ‘moda’ na mídia inteira e não vai se falar de outra coisa.

     2) Como se não bastassem todas as besteiras da televisão, agora em todo intervalo temos de aguentar a cara do pseudointelectual-voyer Pedro Bial, incentivando todo mundo a dar “aquela espiadinha”. Ele faz aquele imenso esforço para transformar a manipulação de um grupo de pessoas vazias sem fazer nada o tempo todo em uma crônica psicológica, uma metáfora da condição humana ou qualquer coisa do tipo. Ora, se quer ‘vender’ o seu programa, que venda. E quem quiser assistir que o assista. Mas o mostre como é, um programa de entretenimento fútil, besta e inútil, e não algo engrandecedor que vai nos dar grandes lições de vida.

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Repercussão

4 01 2009

     Recentemente o Joaseiro.com recebeu email da Embaixada do Reino Unido no Brasil, em virtude de frequentemente publicarmos matérias relacionadas ao meio-ambiente. É que a embaixada, através do seu Consultor para o Programa de Comunicação em Mudanças Climáticas, está fazendo um estudo sobre o impacto na mídia das notícias relacionadas ao meio-ambiente e queria informações a respeito da nossa quantidade de acessos.

     Pois é, e a gente pensando que só nossas mães davam uma olhada de vez em quando no nosso site…

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Ri-di-chulus XXVII

3 01 2009

     Saiu por aí: “Diego Alemão, ex-BBB (hã?!), declarou: ‘Estou sendo muito assediado, aí fica complicado. Vou me esconder em algum canto lá da Bahia’”.

     Realmente, ninguém fala em outra coisa. O sucesso dele é enorme. As contribuições que ele presta à sociedade brasileira também são muito relevantes…

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Mais do Mesmo: Secretariado

21 12 2008

     Impressionante como a imprensa juazeirense tratou a questão da escolha secretariado do prefeito eleito Manoel Santana. Publicando factóides, fofocas, disse-me-disse, a imprensa de pensamento pequeno pôs seu foco em nomes de secretários. Quantas secretarias vão pra cada partido. Quantos secretários de Raimundão vão permanecer nos cargos. Quem ia ser e não vai ser mais. Quem estava querendo ser e não foi escolhido.

     Enquanto isso, não vimos até agora ninguém falando sobre projetos da gestão, planos, idéias concretas, estratégias, nada que realmente importe para a população do nosso Joaseiro. [Provavelmente essa mesma imprensa só vai se pronunciar novamente a respeito dos secretários quando algum deles for demitido. Obviamente será pra ficar especulando quem será o próximo... nada de analisar os feitos e as mudanças necessárias em cada secretaria]

Até quando vai perdurar esse tipo pensamento pequeno em Juazeiro? 

     A despeito da divulgação de algumas idéias gerais, diríamos até um tanto vagas, na época da campanha, o que a próxima administração pretende fazer concretamente em cada área ainda é uma incógnita.

     De nossa parte, não divulgamos nenhuma especulação a respeito. Quando os secretários estiverem nomeados e empossados, podemos citar aqui a lista e o que esperamos de cada um deles em suas áreas, bem como estaremos aqui para apontar os problemas e os erros e elogiar as iniciativas.

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É muita cara-de-pau!

17 12 2008

     No Jornal do Cariri da semana passada, o seu dono-colunista Donizete Arruda escreveu crítica ao Governo do Estado do Ceará por colocar muitas propagandas nas páginas das revistas semanais nacionais, como a Época. Pensam que a crítica era pelo fato de o governo gastar muito dinheiro, que poderia ser empregado em algo mais útil? Nada! O jornalista defendeu abertamente que o Governo do Estado deveria patrocinar mais os pobres jornais do interior do Estado! Isso é que é escrever por interesses próprios!

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Ri-di-chulus XXV

17 12 2008

     Na TV Verde Vale, hoje à tarde, o jornalista Tadeu Nascimento (aquele senhor estrábico que apresentava o Rota 22 da TV Diário) se gabando de ter “criado” (“meus meninos cresceram!”) Wilson Melo (apresentador do Cidade Urgente) e Cícero Lúcio, apresentador do programa Rota (percebam a criatividade!), ambos da TV daqui de Juazeiro.

     Como alguém pode se orgulhar de produzir e reproduzir programas sensacionalistas que exploram a violência (dentre outras coisas) pra obter audiência?





Ainda existe esperança de um mundo melhor

11 12 2008

    Notícia do BOL:   “Superpop”, de Luciana Gimenez, vai perder um dia de exibição. O programa de variedades “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez na RedeTV!, vai perder um dia de exibição a partir do próximo dia 26. Exibido de segunda-feira e sexta-feira às 22h, o programa passará a ser apresentado de segunda a quinta, no mesmo horário (…)

     Se considerarmos em termos matemáticos, são 20% a menos de imbecilidades!

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Melhor jornal do Brasil vai à falência e deixa de circular

3 12 2008

tribuna-logo‘Tribuna da Imprensa’, fundada em 49, pára de circular a partir de hoje no Rio

Por Wilson Tosta

     A Tribuna da Imprensa, jornal fundado por Carlos Lacerda em 1949 e um dos principais instrumentos da oposição da UDN ao segundo governo Getúlio Vargas (1951-1954), encerrado com o suicídio do presidente, anunciou ontem que não circulará a partir de hoje. Seu proprietário, Hélio Fernandes, ocupou toda a primeira página do diário com um artigo, sob o título “Esta Tribuna interrompe momentaneamente a sua circulação”, no qual ataca o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta demora para dar sentença em um processo indenizatório que o jornal move contra a União desde 1979 por perseguições na ditadura. À tarde, Fernandes reuniu os empregados para comunicar que todos deverão aguardar uma solução em casa – sem salários.

     O Estado procurou o ministro, mas a assessoria do STF informou que ele está de licença médica e não se pronunciaria.

     “Uma repercussão nacional sensacional, o telefone não pára”, disse Fernandes, de 88 anos, diretor da publicação desde 1962 e que fechou a primeira página com o artigo em segredo, surpreendendo os funcionários. Ele comprou o jornal de M.F. Nascimento Brito, que o adquirira pouco antes do próprio Lacerda. Segundo Fernandes, o diário “paga o preço de 40 anos de resistência”. Imprimia, afirmou, de 18 mil a 20 mil exemplares diários e tem 64 empregados. Praticamente não tinha publicidade.

     De acordo com a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, Suzana Blass, desde 1995 a empresa não paga Fundo de Garantia do Tempo de Serviço nem INSS. Após atrasos em outros meses (pagos sob ameaça de greve), os empregados não receberam os salários de outubro e novembro. “Cheguei um dia lá e não havia dinheiro para comprar tinta para impressão”, relatou Suzana. “Ele está com as contas bloqueadas. O vale-transporte e salários são pagos em dinheiro.” O diretor disse comprar à vista e garantiu que o que tem a receber supera o que deve.

     Fernandes aposta na indenização para voltar a circular. A versão online deve continuar. Na ditadura, o jornal fez oposição aos militares, tendo sido submetido a censura prévia e apreensão de edições.

Fonte: O Estado de São Paulo

Veja trecho do artigo de Hélio Fernandes:  

A TRIBUNA interrompe momentamente a circulaçãohelio-fernandes

POR CULPA DA JUSTIÇA MOROSA,
TENDENCIOSA, DESCUIDADA, DISPLICENTE,
VERDADEIRAMENTE INJUSTA E AUSENTE,
TÃO DITATORIAL QUANTO A DITADURA (…)

Com a mente revoltada e o coração sangrando, escrevo serenamente, mas com a certeza de que é um libelo que atinge, vai atingir e quero mesmo que atinja o sistema Judiciário. As palavras que coloquei como título desta comunicação representam a ignomínia judicial, que se considera poderosa e inatingível, mas é apenas covarde e insensível. (…)

Em 26 de março de 1981, a ditadura agonizante mas vingativa explodiu prédios, máquinas e demais dependências desta Tribuna. Podíamos acrescentar isso na própria ação ou começar nova, com mais esse prejuízo colossal. Não quisemos. É fato também facilmente comprovável, não protestamos nem reivindicamos judicialmente em relação a mais esse terrorismo. Financeiro, econômico, irreparável.(…)

Não quero ir mais longe, lembrar apenas o seguinte: a Tribuna da Imprensa não será FECHADA pela indolência da Justiça, que, sem perceber, a castiga tanto ou mais do que a ditadura, na medida em que por inaceitável MOROSIDADE está retardando a implementação da execução de sentença condenatória da ré, União Federal, e sua maior devedora.

ASSIM, suspenderemos por alguns meses a circulação deste jornal, que entra, coincidentemente, no ano 60 da sua existência. 14 com Carlos Lacerda, 46 com este repórter. Não transigimos, não conversamos, não negociamos a opinião aberta e franca pela recompensa escondida mas relevante. Poderíamos ter cedido, concedido, concordado, conquistaríamos a riqueza falsa e inconsciente, mas GLORIOSA E DURADOURA.

Vivemos num mundo dominado pela VISIBILIDADE e a RECIPROCIDADE. Como não nos entregamos nunca, como ninguém neste jornal distribui visibilidade para receber reciprocidade, estamos em situação dificílima.

Nesse quadro, já dissemos e reiteramos que essa primeira indenização será toda destinada ao pagamento de DÍVIDAS obrigatórias contraídas por causa da perseguição incessante comprovadamente sofrida.

Em matéria de tempo, uma parte do Judiciário foi mais ditatorial do que a ditadura. Esta perseguiu o jornal das mais variadas formas, por 20 anos. A Justiça quer ver se chega aos 30 anos, por conta de sua repugnante MOROSIDADE, TÃO RUINOSA e imoral quanto a ilimitada violência perpetrada pela ditadura.

Se vivo fosse, o jurista Ruy Barbosa por certo processaria os lenientes julgadores do processo indenizatório ajuizado pela Tribuna contra a União há quase 30 anos e sem pagamento algum até hoje, porque para Ruy, que é tão festejado e citado, mas não imitado, JUSTIÇA ATRASADA NÃO É JUSTIÇA, SENÃO INJUSTIÇA QUALIFICADA E MANIFESTA. Até breve. Muito breve.

PS – “A única coisa que devemos temer é o próprio medo. O medo inominável, injustificável, sem razão de ser. Medo que paralisa os esforços e transforma um avanço vitorioso numa derrota ou numa retirada desastrosa”. Franklin Delano Roosevelt, 4 de março de 1933. Um dia antes de tomar posse pela primeira vez como presidente e já pronto para lançar o New Deal.

Helio Fernandes

     Nosso Comentário: É simplesmente lamentável. A Tribuna da Imprensa era um jornal recomendado pelo Joaseiro.com, do qual sempre tirávamos matérias e artigos interessantes. Gramaticalmente, eticamentente, jornalisticamente irrepreensível, o jornal era de uma leitura extremamente prazerosa para os que gostam de um bom texto. Sabia manter a criticidade, ser combativo, sem ter radicalismos infundados. Diferentemente da maioria dos jornalões brasileiros, que servem aos interesses de quem está no poder. Os motivos da sua falência estão expostos acima.

     Quando, em 1981, a ditadura explodiu a sede da Tribuna, na Rua do Lavradio, centro do Rio, o jornal quase não sai. Mesmo assim, Hélio e companhia não deixaram por menos: compraram papel, foram até uma gráfica e passaram a madrugada rodando uma edição menor do jornal, mas que conseguiu sair. A manchete do dia, destemida, genial e criativa como só Helio sabe fazer: “A DITADURA VAI ACABAR. NÓS, NÃO”. Ao que parece, o judiciário e a falta de patrocínios conseguiram o que a ditadura não conseguiu. Esperamos que consigam se reestabelecer e voltar à ativa.

Joaseiro.com





Ri-di-chulus XXIV

1 12 2008

Manchete do Vídeo Show de hoje: “André Marques confere as medidas das dançarinas do Faustão”.

E o Brasil mudou depois desse acontecimento…

Joaseiro.com





Alunos de Juazeiro ficam sem transporte para ir à URCA do Crato

19 11 2008

     Estudantes da URCA (campus do Pimenta, no Crato) residentes em Juazeiro procuraram o Joaseiro.com para reportar fato acontecido hoje. O ônibus, que é oferecido pela Prefeitura de Juazeiro para transportar os estudantes e trazê-los de volta gratuitamente, foi parado por uma blitze do DERT na altura do Sítio São José, na fronteira entre os dois municípios e impedido de seguir seu percurso. Segundo os alunos, não é a primeira vez que isso acontece.

     O ônibus é da Viação São Francisco, porém o veículo é todo pintado de vermelho e não possui identificação. O principal problema, no entanto, é a superlotação e esse foi o motivo de fazerem os alunos descerem e continuarem seu percurso de outra forma. É muito estudante pra pouco ônibus. Além do constrangimento de ter que descer do ônibus e terem suas atividades atrapalhada, os estudantes também relataram que ficaram constrangidos com uma equipe de reportagem da TV Verdes Mares que chegou ao local para entrevistá-los. Segundo eles, o repórter queria induzir as respostas dos estudantes e pediu pra que eles não apontassem culpados.

     Nem precisava: os culpados e as soluções para o problema estão bem evidente pra todos: a Prefeitura precisa colocar mais ônibus à disposição dos alunos e a Viação São Francisco precisa melhorar a qualidade dos seus ônibus, oferecendo mais segurança aos seus passageiros.

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Neno Cavalcante lança livro amanhã em Fortaleza

19 11 2008

     O colunista do Diário do Nordeste e apresentador da TV Diário Neno Cavalcante lança amanhã seu primeiro livro (e como ele mesmo diz, o último) “Era…” nos jardins do Ideal Clube em Fortaleza. Boa pedida para quem estiver na cidade, conhecer melhor a história de 30 anos de jornalismo combativo, crítico e bem-humorado do grande Neno. Pra quem não conhece, veja trecho da coluna “É…” de hoje:

Justo pelo pecador: Tenho dificuldade em aceitar manifestações que atinjam os que não têm nada a ver com a história. A decisão de remunerar melhor, por exemplo, os professores da rede oficial não é minha nem sua, mas das autoridades públicas. Desse modo, não é justo que você ou eu seja impedido de se deslocar pelo motivo dessa categoria ter fechado uma via como forma de protesto. A única manifestação que pode legitimamente obstruir via pública é aquela em que a população clama por barreiras físicas e acostamento em trecho de rodovia onde se excedem de acidentes e mortes.

     Quem quiser saber mais do Neno, pode acessar seu blog “Caminhando e Cantando” (www.contraimitacoes.blogspot.com) ou assistir ao “TeveNeno” todos os dias às 22h na TV Diário. Abaixo, matéria do Caderno 3 do Diário sobre o lançamento do livro.

Joaseiro.com

“É…” de novo

Neno Cavalcante na redação do Diário, de onde tece as notas a seu extenso ´leitorado´: ´Uma coluna diária é um desafio, mas hoje escrevo por música´ (Foto: PATRICIA ARAUJO)

Colunista do Caderno 3, o jornalista Neno Cavalcante celebra três décadas de profissão recontando saborosas histórias em ´Era…´, livro que tem lançamento amanhã, às 17h, no Ideal Clube

Nos bastidores das redações de jornal, há uma historinha recorrente, que costuma voltar à baila quando algum colega anuncia a celebração de seus 20, 30, 40 anos de jornalismo. Diante da notícia da efeméride, quase sempre acompanhada de uma festa ou de outro tipo de homenagem, uma figura experiente se impressiona: ´Nossa, Fulano já tem 40 anos de jornalismo! E eu, quantos será que tenho?´. Ao que um interlocutor responde: ´De jornal, eu sei que são muitos anos. Mas de jornalismo…´.

A lembrança vem a propósito dos 30 anos de jornalismo – não apenas de jornal, ressalte-se – de José Nairton Quezado Cavalcante. O nome na carteira de identidade pode não soar conhecido a muitos, e o próprio homenageado do encontro de amanhã, às 17h, no Ideal Clube, reconhece que não conseguiu, conforme o registro de batismo, encontrar combinação que o satisfizesse para a assinatura. A solução foi dada pelo amigo Guto Benevides, que uniu o apelido de infância ao derradeiro sobrenome. Ficou, assim, Neno Cavalcante. Hoje sinônimo, no Ceará, de jornalismo opinativo com personalidade em conteúdo e forma – seja nas notas breves de sua coluna diária no Caderno 3, ou nos ´drops´ entremeados por vinhetas de seu ´Teveneno´, na TV Diário.

Em comum a ambos, a verve irônica, o gosto pela crítica, o diálogo com o leitor/espectador. Tudo permeado pelo humor bem cearense, responsável pela consagração de bordões hoje indissociáveis da fala do povo. ´Indissociáveis´? ´Ihiii!!! É o novo!´.

Um olhar em perspectiva sobre esses 30 anos de dedicação ao jornalismo está agora disponível em forma de livro. ´Era…´, que tem lançamento amanhã, reúne notas publicadas por Neno Cavalcante com relação ao 30º aniversário de batente. ´Na verdade, agora são 31 anos, porque passei exatamente um ano depois do aniversário, a partir de 13 de agosto de 2007, publicando essas notas, lembrando os 30 anos´, detalha, em papo na redação do Diário, deixando momentaneamente o cantinho onde elabora sua coluna – e de onde literalmente recorre ao soprar de um apito para clamar por silêncio, diante das ´gaitadas´ e conversas em alto volume por parte dos colegas. Inclusive deste redator.

´Foi um ano que passou muito rápido, em meio a tantas lembranças. Quando comecei a publicar essas notas sobre os 30 anos, uma coisa foi puxando outra, as pessoas me lembravam histórias, muita coisa foi surgindo´, acrescenta, sobre a novidade nas colunas, que acabaria por suscitar a idéia da publicação em outro formato. ´O Humberto Cavalcante, presidente do Ideal, me perguntou se eu não pensava em lançar um livro. Eu disse que não tinha essa pretensão. Mas ele insistiu: ´Por que não colocar no livro essas historinhas?´´.

Memórias em croniquetas

Provocação aceita, o resultado são as páginas de ´Era…´, trazendo em notas curtas – ou ´croniquetas´, no gênero apontado pelo professor do Curso de Comunicação Social da UFC Ronaldo Salgado, editor do livro, ex-colega de redação e eterno amigo de Neno, para os textos com os quais o colunista compõe um mosaico de memórias, histórias, opiniões, observações. Quase como um bate-papo oferecido ao leitor, em páginas que rapidamente escorrem pelo olhar – com algumas gargalhadas pelo caminho.

´Reuni as notas que achei mais engraçadas, ou importantes, se é que posso usar esse adjetivo, e acrescentei outras que não tinham entrado no ´período curricular´. Também adaptei um pouco a linguagem pro livro´, diz Neno, que não tem dúvida ao indicar como sua coluna mais importante a publicada após o cerco de policiais a trabalhadores rurais sem-terra, na avenida Bezerra de Menezes, em Fortaleza, em dezembro de 1997. ´Fiz a coluna inteira sobre aquele verdadeiro massacre, e teve uma repercussão muito grande. Foi um episódio muito triste, a polícia pisoteando até os alimentos que os moradores haviam doado, solidários com aquela gente desafortunada´, recorda, para resumir o princípio em que procura balizar sua atividade. ´O jornalismo tem que visar ao bem coletivo, não pode atender a interesses individuais ou de grupos. Você pode até trazer algo que aconteceu com você, mas desde que haja um sentido coletivo, de você falar de algo que afeta outras pessoas também´.

Consciência presente, segundo ele, desde seu início no jornalismo, em agosto de 77, atendendo a convite do irmão, Lúcio Brasileiro, a quem já secretariava no jornal O Povo, para fazer uma coluna sobre ´jovem sociedade´. Em ´Era…´, Neno revela ter hesitado, antes de aceitar a proposta. ´Isso decididamente não tinha nada a ver comigo. Conversei com o meu amigo Maneco (Emmanuel Carvalho Lima, grande sujeito) e ele sugeriu: ´Faça do jeito que ele quer e depois vá impondo o seu estilo´. Peguei corda e já de saída fiz meio a meio´.

Um ano e meio depois, uma outra experiência: a de assessor parlamentar, integrando a equipe do deputado federal Paulo Lustosa. ´A ida pra Brasília me fez passar por um processo de politização maior. Ainda peguei o Congresso em um nível mais alto que o de hoje´, compara, admitindo que a experiência lhe serviu de base para as constantes ´cutucadas´ a parlamentares, já na coluna diária ´É…´, que ele assumiria a convite de Maurício Xerez, aproveitando a sugestão de Ubaldo Solon para batizá-la em referência à famosa peça de Millor Fernandes. E tome ´Vereador, por que o senhor é desse jeito?´. Ilustrando passagens desses 30 anos, entre figuras da política (destaque para Leonel Brizola), da música (de Fagner a Manassés e Alex Holanda), do esporte (de Gildo e Reinaldo a Sérgio Redes e Garrincha), ´Era…´ convida à retrospectiva de uma trajetória que, a depender de seu protagonista, ainda promete muito mais.

30 ANOS – “Era…”
Neno Cavalcante
R$ 30,00 (R$15,00 para estudantes) - 184 páginas
Lançamento amanhã, às 17h, no Ideal Club (Av. Mons. Tabosa, 1381) Entrada franca.

DALWTON MOURA
Repórter – Diário do Nordeste





Papel da imprensa

4 11 2008

     Deixamos passar toda a fase de sensacionalismo que envolveu o chamado “Caso Eloá”, o seqüestro seguido de morte acontecido mês passado em Santo André – SP. Muito já se falou a respeito e não queremos nos repetir. No entanto, queremos questionar um aspecto específico, o papel da imprensa nesse caso. Veja o vídeo abaixo, em que apresentadores de um fútil e imprestável programa da Record pedem ao seqüestrador para dar um ‘xauzinho’ para as câmeras:

          Os apresentadores se gabam de terem conseguido uma entrevista e dizem que querem o sinal apenas para acalmar as famílias. Na verdade, claramente o que eles queriam era participar, interferir, ser protagonistas. Se acabasse tudo bem, eles diriam: “Olhe, bem que nós dissemos! Nós antecipamos em primeira mão, falamos com exclusividade (ô palavra nojenta!) com ele, nós já sabíamos, nós somos os melhores!”. Tudo o que queriam era audiência, prestígio!

     Agora vejam esse outro vídeo, com a quantidade de programas que entrevistou o seqüestrador (na verdade, ele falou com muito mais repórteres do que esse vídeo mostra):

     Cabe dizer que o seqüestrador tinha problemas mentais: estava nervoso, era passional, dizia que ia se matar, que a vida não fazia mais sentido, que não ia mais negociar nada, foi agressivo com suas reféns… Tudo isso demonstrava que a negociação era extremamente difícil e deveria ser conduzida por profissionais com muita experiência. A imprensa, em vez de não atrapalhar, o que fez? Interferiu, falou com ele diversas vezes (ele deve ter se sentido um verdadeiro popstar, todo poderoso), a ponto de fazê-lo desistir de se entregar.

     Claro que o caso envolve muitos, muitos outros aspectos. Mas, se analisarmos sob esse ponto de vista, não podemos isentar a imprensa de sua parcela de culpa na morte de Eloá Cristina. Enquanto isso, o apresentador babaca ainda tem coragem de abrir a boca pra dizer “Fomos 100% éticos”! Até quando a imprensa no Brasil vai se ocultar sob a cortina da “liberdade de expressão” para poder fazer o que bem entender?

      Para ver um artigo que fala do papel da mídia em outro caso de grande repercussão, clique aqui

Joaseiro.com 





Sobre o Centro de Zoonoses em Crato

29 10 2008

(Fac-símile do caderno Regional que trouxe a denúncia do sacrifício de cães em câmara de gás feito no Centro de Controle de Zoonose do Crato)

Sacrifício de Cães repercute Mundialmente

A Organização Internacional de Proteção aos Animais condena uso de câmara de gás para sacrifício de cães

Por ÍCARO JOATHAN

Fortaleza. A matéria intitulada “Cães são sacrificados em câmara de gás”, publicada pelo Diário do Nordeste no último dia 12 de setembro, está gerando repercussão internacional. A Organizzazioni Iternazionale per la Protezioni degli Animali — Organização Internacional de Proteção dos Animais (Oipa), ONG de defesa animal sediada em Milão, na Itália, publicou carta de protesto na internet contra o modo como era feita a eutanásia dos cães no Centro de Zoonoses do Crato, na região do Cariri. Defensores de animais são convocados a assinar o abaixo-assinado eletrônico. Nos últimos dois dias, mais de mil e-mails chegaram à redação do Diário do Nordeste.

O abaixo-assinado está disponível nas versões italiana e internacional — em inglês — das páginas da Oipa na internet. A quantidade real de protestos pode ser ainda maior, visto que, por exemplo, apenas uma mensagem era assinada por 17 moradores de Milão. Os manifestantes só precisam incluir dados pessoais e enviá-lo. Boa parte deles mora nas diversas regiões da Itália, mas também foram registrados e-mails de países como Espanha, Inglaterra, França e Suíça.

O protesto tem como destinatários o Ministério Público do Estado do Ceará, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Ceará, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e a Prefeitura do Crato, além do Diário do Nordeste. O texto repudia o método da câmara de gás carbônico para o sacrifício dos cães e pede que os centros de controle de zoonoses sejam impedidos de promover a morte de animais sãos.

Terceiro apelo

A Oipa tomou conhecimento do caso por meio da protetora voluntária dos animais Sabine Sanara Fontana, de Santa Catarina. Ela é amiga pessoal do presidente da ONG italiana, Massimo Comparotto, para quem comunicou o fato após manter contato com a presidente da União Internacional de Proteção aos Animais no Ceará (Uipa), Geuza Leitão. Conforme Fontana, este é o terceiro apelo publicado pela Oipa decorrente de maus-tratos a animais no Brasil. Os dois casos anteriores foram registrados nos Estados de Goiás e Santa Catarina.

Por e-mail, Comparotto classificou o sacrifício dos cães na câmara de gás como “método horrível”. Ele explicou que a entidade tem milhares de simpatizantes por todo o mundo sempre dispostos a reforçar os apelos feitos na página da Oipa na internet. “É importante que as pessoas entendam que os animais não são objetos, mas seres vivos que merecem apenas amor e respeito, e que é possível adotá-los nos canis onde deveriam viver e não serem assassinados em câmaras de gás como aconteceu na História ainda muito recente para ser esquecida”, escreveu.

Para a presidente da Uipa, Geuza Leitão, a forma de sacrificar os cães no Crato era “tão horrível que escandalizou o mundo inteiro”. Ela ressaltou que os protetores dos animais têm a imprensa como aliada de peso na causa. A representante da Uipa disse ter mantido contato com o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), que está acompanhando o caso.

Já o diretor-técnico do CCZ do Crato, José Heldon Menezes Linhares, informa que, atualmente, os cães são eutanasiados com injeção de cloreto de potássio, antecedida por anestesia geral. “Os animais morrem sem dor”, garantiu.

O veterinário reiterou que os animais eram anestesiados antes de serem submetidos à câmara de gás e criticou a comparação do método com a câmara de gás usada pelos nazistas no passado. Linhares explica que o procedimento só continuava sendo adotado no CCZ porque era autorizado, até o último mês de fevereiro, na Resolução 714 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Ele cita que, naquela data, uma nova redação foi dada à norma, que continuou com a mesma numeração. O veterinário considera que faltou mais divulgação da nova norma pelo CFMV e pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).

FIQUE POR DENTRO

 A Oipa, fundada em 1981, é uma ONG filiada ao Departamento de Informação Pública da Organização das Nações Unidas (ONU). Conta com 170 associações em todo o mundo e tem como objetivo, essencialmente, combater a exploração animal, maus-tratos, crueldades etc. A seguir, trecho do manifesto publicado na página da entidade: ´Gostaria de expressar minha grande contrariedade quanto ao terrível fato que está acontecendo na cidade de Crato, cujos cães capturados pelo CCZ da cidade são mortos utilizando-se câmara de gás (…). Os animais têm o direito de viver e não sofrer e deveriam ser sacrificados apenas quando gravemente doentes e incuráveis e, ainda assim, com métodos humanitários que prevêem uma eutanásia indolor´.

Entidade de defesa dos animais é filiada à ONU

Fonte: http://www.abrigodosbichos.com.br

Limitar a vida dos cachorros e a maneira como são sacrificados a uma simples cláusula burocrática de um conselho veterinário prova o quanto certos profissionais não têm a menor sensibilidade, senão para com os animais, para com qualquer forma de vida neste planeta. Se já indefesos contra os próprios apreensores, cães ou gatos também não possuem a capacidade de comunicação para reclamar o estado em que se encontram, como são tratados ou da decisão de seus próprios destinos. Millôr define os peixinhos: para eles, quem troca a água é Deus. Seriam os cães do CCZ de Crato ateus?

Joaseiro.com